Em 2007, o Brasil chegou a 9,5 milhões de pessoas que já compraram pela Internet pelo menos uma vez, um aumento de 2,5 milhão em relação a 2006. No ano, as compras de bens de consumo realizadas via Internet somaram R$ 6,3 bilhões em 2007, um crescimento de 43% em relação aos 12 meses do ano anterior. Os dados fazem parte da 17ª edição do relatório WebShoppers, realizado pela e-Bit, em parceria com a Câmara eNet.
"Houve um crescimento na participação de pessoas de classes mais baixas no e-commerce brasileiro", revela Pedro Guasti, diretor geral do e-bit.
A variedade dos produtos, a comodidade e a facilidade na comparação de preços em pouco tempo, a possibilidade de parcelamento e o aumento no número de internautas são alguns dos fatores que impulsionaram o aumento no volume de pedidos via Internet, que chegaram a 20,4 milhões. Este número representa 5,6 milhões de solicitações a mais do que em 2006.
O tíquete médio em 2007 foi de R$ 302,00 e o Natal foi a data de maior destaque também para o comércio eletrônico. No período, o faturamento de lojas online chegou R$1,081 bilhões e tíquete médio de R$ 308,00. Das categorias de produtos mais vendidos no ano passado, o primeiro lugar ficou livros, revistas e jornais, com 17%, seguido por informática, com 12% e eletrônicos, com 9%. Em quarto e quinto lugar ficaram as categorias saúde e beleza e telefonia celular, com respectivamente 8% e 7% das vendas.
Para o primeiro semestre de 2008, estima-se que o e-commerce movimentará cerca de R$ 3,8 bilhões, um avanço de 45% em relação aos seis primeiros meses do ano passado, quando o setor atingiu R$ 2,6 bilhões. Até o final do primeiro semestre, espera-se que os compradores online alcance 10,5 milhões, especialmente por causa do público feminino, que já representa quase 50% dos consumidores virtuais.
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