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AMD Athlon, seus problemas e desafios
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Atualizado em 01/11/2007

A velha rivalidade entre processadores Intel e AMD

Uma rivalidade excelente para nos consumidores, que sempre teremos uma marca querendo superar a outra, seja em tudo, velocidade, desempenho e principalmente preço, aqui abordaremos principalmente os processadores AMD.

O grande problema é que o processador Athlon original foi lançado na época do Pentium II e a maioria dos usuários infelizmente pode associar a imagem do processador Athlon como um processador concorrente do Pentium II ou Pentium III e não como sendo um processador "de última geração". Daí a necessidade que os fabricantes têm de, vez por outra, fazerem uma "plástica" em seus produtos. Não podemos nos esquecer nunca que o próprio Pentium III era um processador internamente idêntico ao Pentium II, com um novo nome por motivos de marketing.

Externamente, o Athlon XP possui o mesmo sistema de encaixe do Athlon e do Duron, chamado Soquete A. Seu encapsulamento, no entanto, não é mais cerâmico como ocorre no Athlon e no Duron, mas sim plástico (na realidade, de fibra de vidro), tornando o processador muito mais leve.

O Athlon XP pode ser instalado em qualquer placa-mãe desenvolvida originalmente para o Athlon de soquete, ou seja, qualquer placa-mãe soquete A. Na maioria das vezes é necessário um upgrade de BIOS (procedimento que pode ser feito por software) para que a placa-mãe reconheça corretamente o processador. Ocorre que a maioria dos modelos de Athlon XP funcionam externamente a 133 MHz e daí a necessidade da placa-mãe operar nessa freqüência de operação. Como os processadores da AMD trabalham transferindo dois dados por pulso de clock - e não apenas um, como é o normal - o barramento externo atinge o dobro do desempenho. Por esse motivo, você encontrará referências de que esse processador opera a 266 MHz. Na realidade, isso não ocorre. Ele trabalha a 133 MHz transferindo dois dados por clock, atingindo um desempenho como se estivesse operando a 266 MHz - embora fisicamente falando só esteja trabalhando a 133 MHz.

Mas o grande problema do Athlon XP é que a AMD voltou com ele a usar a nomenclatura do tipo PR, Performance Reference, que havia sido abandonada a partir do processador K6. Isto é, em vez de discriminar o processador pela sua freqüência de operação (clock), a AMD classifica o processador de acordo com o seu desempenho comparado a um Pentium 4. Por exemplo, o Athlon XP 1500+ trabalha a 1,33 GHz e, segundo a AMD, possui um desempenho igual ou superior a um Pentium 4 de 1,5 GHz. Na tabela abaixo mostramos os modelos de Athlon XP já lançados e sua verdadeira freqüência de operação.

Obrigado.

 

Palavras-chave: Amd | Athlon | Intel
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