segundo dados da empresa de segurança McAfee. Na comparação do ano passado com 2004, os números são ainda mais expressivos: houve um crescimento de 800% nos ataques virtuais por meio deste tipo de aplicativo.
"Mais de 100 milhões de pessoas utilizam mensageiros eletrônicos para se comunicar, o que facilita um ataque virtual. Normalmente, os crackers roubam informações pessoais do internauta, como contas e senhas bancárias", diz Patrícia Ammirabile, responsável pelo McAfee Avert Labs na América Latina. De acordo com a executiva, comunicadores instantâneos são uma das formas de ataque virtual mais utilizadas hoje em dia. "Hoje, ataques sofisticados e multifacetados são lançados por meio de mensagens instantâneas com tanta freqüência quanto por meio de e-mail", observa. Os comunicadores instantâneos se tornam alvos de hackers devido à possibilidade de transferência e compartilhamento de arquivos. Eles são usados principalmente para disseminar programas mal intencionados, roubar informações confidenciais e/ou tomar o controle do computador, transformando a máquina em um PC zumbi. Este ano, cerca de 2,4 mil ameaças foram propagadas por meio de comunicadores eletrônicos. Em 2005, o total foi de 1,6 mil. O número de vítimas também cresceu, assim como o prejuízo causado por crimes eletrônicos. De acordo com a McAfee, estatísticas divulgadas pelo FBI em janeiro deste ano mostram que o prejuízo causado por crimes via computador nos Estados Unidos em 2005 foi de US$ 67,2 bilhões. Já a Febraban (Federação Brasileira e Bancos) divulgou, também em janeiro, um prejuízo de R$ 300 milhões com fraudes eletrônicas no Brasil, em 2005. Além dos comunicadores instantâneos, os crackers também lançam mão de phishings (falsos e-mails em nome de empresas usados como isca para ataques), brechas de sistemas operacionais (as famosas vulnerabilidades) e rootkits (códigos que ocultam arquivos para realizar o ataque) para realizar suas ações. "Os criminosos virtuais seguem as tendências do mercado. Eles gostam de atacar as mensagens instantâneas porque podem usar portas de rede que já estão abertas para o cliente de mensagem instantânea, em vez de precisar abrir novas portas suspeitas", observa Patrícia. Como se proteger De acordo com o gerente de engenharia de sistemas da MacAfee, José Antunes, o perfil dos crackers mudou nos últimos anos. Os criminosos virtuais deixaram de ser adolescentes que criavam vírus em casa. "Aquele cara que na adolescência fazia vírus e pixava sites cresceu, tem família para criar e descobriu um novo jeito de ganhar dinheiro como cracker, roubando dinheiro via Internet", diz Antunes. Para se proteger de crimes virtuais, Antunes indica que o usuário tenha um computador com dois sistemas operacionais, um para transações seguras e que não seja usado por outras pessoas, e um outro para navegação na Internet. Ele também sugere a criação de um e-mail exclusivamente para cadastramento em sites e em material promocional e outro endereço eletrônico para transações comerciais e assuntos importantes. Além disso, segundo o executivo, é importante manter os softwares e atualizações de segurança atualizados. A lista de dicas para evitar ataques por meio de mensageiros é mais extensa. Em primeiro lugar, escolha cuidadosamente o seu apelido, evitando usar o e-mail utilizado para transações comerciais. Divulgue seu apelido para pessoas de confiança e fale apenas com conhecidos. Nunca informe dados pessoais por meio do mensageiro, pois farejadores de rede podem interceptar o tráfego de mensagem eletrônica que não estiver criptografado. Outro cuidado que faz a diferença é a configuração do comunicador instantâneo. Não deixe que ele se abra automaticamente quando você ligar o seu computador e desligue o micro e a conexão à Internet quando não estiver usando. Configure o seu antivírus para examinar automaticamente arquivos anexos de e-mails e mensagens instantâneas. Nunca abra arquivos de e-mails de endereços que você desconhece e tampouco clique em links dentro de e-mails ou mensagens instantâneas. Ao compartilhar arquivos, fique atento, pois crackers escondem cavalos-de-tróia em programas de compartilhamento de arquivos. Fique atento principalmente a arquivos com as seguintes extensões: .exe, .scr, .lnk, .bat, .vbs, .dll, .bin e .cmd.
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