Primeiro passo
A Autenticidade/Falsificação do Dinheiro
A autenticidade do dinheiro resulta de um conjunto de condições que dificultam ou impedem adulterações e falsificações.
Com o tempo, a fabricação de valores registra uma sucessão de dispositivos de segurança que vem se tornando cada vez mais sofisticados. Hoje, só a faculdade emissora como a preservação da autencidade do dinheiro em circulação cabem ao Estado, sendo a falsificação de dinheiro crime previsto no Código Penal. Muitos países adicionaram adicionaram este tipo de aviso as suas cedulas.
A forma mais conhecida de adulteração foi o cerceio. Esta prática ocorria com as moedas de ouro e prata, que tinham seus bordos raspados para retirada do metal. A partir do século XVII as moedas passam a ser guarnecidas com serrilhas, cuja interrupção evidenciava o cerceio.
A princípio as serrilhas eram singelas, denteadas ou cordoadas. No século XVIII, evoluem para formas mais aprimoradas. As serrilhas caíram em desuso com as moedas modernas, sem valor intrínseco, mas alguns países ainda conservam seu uso, por tradição. Atualmente são encontradas com frequencia nas moedas comemorativas, devido ao grande número de inscrições que se costuma apor sobre este tipo de moeda. Em relevo ou incavo, aparecem datas, valores, países, emissores e divisas na serrilha.
A segurança das cédulas, inicialmente centrada no processo da emissão, desloca-se para o produto, através da evolução da tecnologia de fabricação.
A segurança do papel-moeda evoluiu muito. No século XIX, a segurança localizava-se mais nos procedimentos de emissão e resgate. As cédulas deste período eram numeradas a mão e correspondiam a um canhoto que ficava em poder do emissor para comprovação do número e da linha de corte, no ato do resgate. Outra característica é a assinatura do responsável - conforme ocorre hoje com cheques no ato da emissão.
O processo de impressão e os papéis também se aprimoram bastante. Os processos de impressão mais antigos são o litográfico, no qual a matriz é uma pedra calcárea e o xilográfico, que utiliza matriz de madeira. Atualmente, o processo mais comum combina a impressão em talho doce, que produz linhas sensíveis ao tato, com a impressão em offset simultaneo, na qual o anverso e o reverso são impressos simultaneamente.
São, ainda, observados elementos de segurança adicionados no papel, classificáveis em dois tipos: os que podem ser vistos a olho nú, e os que se destacam com a luz natural ou articial.
A filigrana ou marca d'agua é o mais antigo dentre os elementos de segurança do papel ainda em uso.
Resulta da moldagem do desenho escolhido, em diversos pontos da folha do papel, dando-lhe maior ou menor densidade de pasta, de maneira a formar desenhos visíveis contra a luz. Os motivos mais comuns são efígies de vultos históricos ou a repetição de elementos impressos na cédula.
A preservação da autencidade do dinheiro decorre também da boa divulgação de suas características junto a população, aliada ao processo constante de saneamento do meio circulante, através da substituição das cédulas sujas ou velhas por novas.
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