Um relógio antigo tem seu valor alicerçado em duas condições principais: a) estado de conservação e funcionamento; b) originalidade. O preço varia proporcionalmente a elas.
Em relação ao estado de conservação, praticamente não temos nada a dizer que não seja o óbvio: quanto mais conservado , maior o preço. Porém quanto a originalidade, há mais o que se comentar. Digo que há mesmo controvérsias, pois alguns não aceitam a recuperação, restauração de mostradores e caixas, considerando descartada a possibilidade de compra de um produto assim. Outros aceitam e até valorizam essa restauração. Particularmente eu prefiro um relógio antigo com mostrador bem restaurado a um exemplar com mostrador original ilegível. Claro que o ideal é o mostrador e caixa originais em perfeito estado. Porém uma restauração que preserve as características de origem, recuperando a vivacidade e a beleza de quando era novo, vem a valorizar muito a peça. Cabe aqui também, quanto a o que foi dito, fazer a distinção entre compradores de coleção e compradores para simples uso, sendo que os primeiros vão sempre valorizar mais as peças intactas, mesmo que envelhecidas, e os outros vão primar bela vivacidade da peça.
Creio que para se estabelecer o preço de um relógio antigo tenha que se ter o bom senso de nem desvalorizar o produto envelhecido, com marcas do tempo, nem também descartar o que foi restaurado. E , antes de tudo, considerar que há compradores para os diversos tipos de peças. O mais importante é ser claro e honesto na descrição dos produtos. |