
PALO ALTO, Estados Unidos (Reuters) - Depois de duas décadas de empolgação com as casas inteligentes, com cérebros computadorizados que controlam luzes, fogões e aparelhos de som, parece que não se foi muito além do bate-palminhas. Pois é, a geringonça, chamada The Clapper (literalmente, batedor de palmas) faz nada mais nada menos que as luzes de um cômodo se acenderem e apagarem quando se bate palmas.
Nos Estados Unidos, o equipamento é vendido pela televisão, na Web, em farmácias e lojas de ferragens -- e custa menos que um mês de acesso à Internet. Todavia, muito em breve o bate-palminhas vai enfrentar uma concorrência mais séria.
A casa do futuro, de acordo com a Microsoft, tem uma cozinha que lê receitas em voz alta e a porta da frente, sem chaves, abre com tecnologia de medição de dados biométricos como impressão digital e leitura da retina.
No entanto, esse lar tem poucas semelhanças com as residências de hoje, e seu dono precisaria ser tão rico quanto Bill Gates.
Por enquanto, o Clapper continua mais viável, com seu fabricante Joseph Enterprises auferindo uma entrada estável de dinheiro com suas vendas do produto de baixa tecnologia. Em época de vacas magras para o setor de informática e tecnologia, só esse fato é um certo prodígio.
UM POR TODOS
Um pouco mais avançados que o bate-palminhas é o popular controle remoto que substitui todos os outros. O criador do chamado One for All, ou Um Por Todos, a Universal Electronics, confessa sua admiração pelo Clapper -- porque ele é fácil de usar.
E foi o próprio conceito de facilidade que levou a gigante Hewlett-Packard a vender o software Nevo, do controle remoto da Universal Electronics, em seus novos computadores de bolso iPAQ Pocket PC.
Agora, os usuários do iPAQ poderão usar seu micro de bolso também como um controle remoto que opera mais de 20 diferentes aparelhos -- TVs, DVDs e até mesmo ventiladores.
A Universal Electronics quer no futuro tornar os controles ainda mais sofisticados, permitindo operações à longa distância de aparelhos e eletrodomésticos. Isso sem perder as metas de preço baixo e facilidade de uso. O desafio não é pequeno. Os controles da Universal Electronics custam de 10 a 1.500 dólares, e são quase sempre complicados de programar. O iPAQ custa 400 dólares, o mesmo que o Pronto, concorrente da Philips Electronics, um controle remoto universal computadorizado.
Tenho 14 controles remotos e uma esposa que não sabe usá-los, brincou Rob Enderle, analista do Giga Information Group, destacando o potencial do setor.
Fonte: Reuters
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