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Battlefield 2
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Atualizado em 18/10/2007

Tutorial: Battlefield 2

Trabalho em equipe faz a diferença

Uma das principais diferenças da série Battlefield em relação aos demais jogos de ação, em especial os Counter Strikes da vida, está no conceito de esquadrões e na cadeia de comando. Assim como a especialização dos vários ?kits? disponíveis aos jogadores, como vimos nas partes anteriores deste tutorial, tudo foi pensado para estimular o trabalho em equipe. Um jogador com o kit antitanque, por exemplo, será muito mais eficiente se estiver acompanhado de um de suporte, capaz de reabastecê-lo de foguetes. Médicos, então, são o espírito de cooperação em pessoa, já que seu principal objetivo é curar os companheiros (de olho nos pontos que isso dá, é claro), o que os torna indispensáveis em um esquadrão.

Mais do que uma simples questão de equipamentos, porém, os esquadrões fazem a diferença quando bem empregados. Se o líder conseguir se manter um pouco atrás da linha de frente (até mesmo como um sniper, empoleirado a centenas de metros de distância), correndo menos perigo, poderá orientar seu esquadrão durante o combate usando a interface de comando e indicar inimigos com o comando spot, coisa que todos os jogadores devem se acostumar a fazer para alertar o resto do time.

Além disso, o squad leader serve de ponto de ?nascimento? para os outros jogadores do esquadrão, permitindo que eles retornem ao combate muito mais rápido do que se tivessem que surgir em uma base aliada às vezes um tanto afastada. Os famosos ?bondes do Blackhawk?, de que falaremos adiante, exploram bem isso: com o líder pilotando o helicóptero, os demais jogadores podem renascer dentro da aeronave, em pleno ar, quando eliminados por tiros inimigos que os tenham atingido na área desprotegida do Blackhawk.

Para facilitar a comunicação, o jogo conta com o recurso de voz sobre IP (VoIP). Se você tiver um microfone ligado ao computador, bastará pressionar a tecla correspondente no teclado e falar para o restante do seu esquadrão. O recurso de chat de texto continua existindo, mas é muito mais fácil coordenar um ataque ?no grito? do que teclando. E se você for um líder de esquadrão, poderá apertar uma outra tecla para falar com o comandante do seu time.

Comandante tem recursos exclusivos

Assim como o líder do esquadrão deve orientar os demais soldados de seu grupo (que podem ser convidados ou se alistar voluntariamente), o comandante do time tem a responsabilidade de coordenar a ação dos vários esquadrões. Só que, enquanto ser líder de esquadrão é tão simples quanto criar um para você, tornar-se comandante exige ter o maior ranking dentre todos os que se candidatarem ao posto quando o jogo começa ou o comandante anterior é deposto pela maioria dos jogadores, por meio de uma votação.

O comandante, além de poder dar ordens para os esquadrões via uma interface específica, dispõe de três recursos estratégicos valiosíssimos, se bem empregados: o UAV (Unmanned Aerial Vehicle), um avião robô que sobrevoa uma área do mapa para indicar a presença de inimigos; o avião de suprimentos, que lança de pára-quedas um caixote que reabastece e cura os soldados que chegarem perto dele; e a temida artilharia, que despeja bombas em qualquer lugar do mapa, aniquilando praticamente todos os soldados e veículos na área.

Os três recursos especiais do comandante demoram algum tempo para serem ?recarregados?, impedindo seu uso indiscriminado, e podem ser tirados de ação por um Spec Ops inimigo. É só ele conseguir colocar dois pacotes de explosivo C4 na estrutura correspondente da base inimiga e os detonar. Para recuperar os recursos, é necessário um engenheiro ou caixote de suprimentos.

Os squad leaders do seu time dispõem de uma interface para requisitar o envio de suprimentos, UAV e artilharia. Um bom comandante deve ficar atento a esses pedidos e saber administrar os envios para não deixar um Spec Ops sem explosivos ao lado da artilharia inimiga ou um sniper que está defendendo uma bandeira de uma localização privilegiada sem munição.

Snipers, por sinal, são jogadores que geralmente preferem atuar sozinhos, como ?lobos solitários? (lone wolves) ? embora na vida real os atiradores de elite sempre tenham um colega ao lado para dar cobertura e ajudar a localizar os alvos. Ainda assim, eles devem criar esquadrões, mesmo que fechados a outros jogadores, para poderem se comunicar com o comandante.

Veículos agradam, mas desequilibram

Outro grande atrativo da série Battlefield é a presença de veículos que os jogadores podem pilotar e que acabam sendo determinantes no resultado de um combate. Nesta versão do jogo, estamos falando dos jipes de diversos tipos, transportes de tropas (APCs), tanques (inclusive antiaéreos), botes infláveis, aviões de caça, bombardeiros e helicópteros de ataque e de transporte de tropas.

Muitos jogadores não querem saber de nada além de dirigir tanques, a bordo dos quais é muito mais fácil eliminar adversários e sobreviver por mais tempo. Geralmente jogam como engenheiros, para poder bater em retirada quando o veículo está avariado e repará-lo em algum local mais seguro. Seus maiores adversários são os Spec. Ops, que se aproximam furtivamente e colocam C4 no tanque, e os pilotos de helicópteros de ataque, que conseguem detoná-los de longe com mísseis teleguiados.

Com estes, assim como com os aviões, a história é ainda pior. Os melhores pilotos se acham donos desses veículos de enorme poder destrutivo e, como demoram a ser abatidos, às vezes passam a maior parte de um combate com o monopólio das aeronaves, aniquilando tropas e veículos de solo inimigos com tanta eficiência que dá raiva. Seus únicos adversários reais são as aeronaves do outro time, pois as defesas antiaéreas são muito pouco eficientes, em especial contra aviões.

Alguns chegam a matar colegas de time que estão esperando pela aparição de um novo veículo, já que eles ?renascem? sempre no mesmo lugar, depois de abatidos, sem se preocupar com o fato de que serão punidos por suas vítimas. Sim, pois quando você é morto por um colega, deve escolher se quer penalizá-lo ou não (apertando page-up ou page-down). Uma punição, chamada de PTK (Punish Team Kill), custa oito pontos ao agressor e, se repetida com freqüência, determina sua expulsão do servidor.

Já os Blackhawks, helicópteros de transporte das bases americanas, costumavam ser muito disputados e praticamente invencíveis até a atualização do jogo pelo patch 1.03. Com capacidade para seis pessoas e duas metralhadoras laterais extremamente poderosas, consegui capturar bandeiras em segundos e reduzir a pó a infantaria inimiga. E se os tripulantes fossem engenheiros, ainda conseguiam reparar a aeronave em pleno ar mais rápido do que os foguetes de um antitanque em terra podiam danificá-la. Felizmente, no tal patch o poder de fogo das metralhadoras foi reduzido e os passageiros agora têm que desembarcar para auxiliar na captura de bandeiras.

Os demais veículos, inicialmente considerado pouco úteis a não ser para chegar rapidamente a um ponto distante e serem abandonados por lá, aos poucos começaram a ser melhor explorados. O canhão dos APCs, embora bem menos poderoso que o de um tanque, tem uma bela taxa de disparo e é capaz de derrubar helicópteros. Aliado à sua capacidade anfíbia, isso fez dele o veículo favorito de alguns jogadores.

Os jipes ? buggies de alta velocidade, hum-vees e afins ? também ganharam atenção depois que se descobriu que suas metralhadoras fixas calibre .50, que nunca ficam sem munição, são excelentes para defender posições contra ataques de infantaria e helicópteros. Basta entrar num deles e apertar F2 para trocar o lugar de motorista pelo de atirador ? o único problema é que muitas vezes um colega de time desavisado (ou de má fé mesmo) entra no carro e sai dirigindo, acabando com a sua estratégia.

Palavras-chave: Battlefield 2 | Equipe | Jogo | Eletrônico | Game
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