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No Brasil, de cada dez CDs e DVDs vendidos, quatro são falsificados
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Atualizado em 07/11/2008

No Brasil, de cada dez CDs e DVDs vendidos, quatro são falsificados. Este número já foi maior antes da criação do CNCP (Conselho Nacional de Combate à Pirataria): sete para cada 10 comercializados.

Os dados foram divulgados pela instituição Transparência Capixaba da Grande Vitória (ES), em parceria com o Instituto Flexconsult. A instituição realizou ainda uma pesquisa local na região que detectou um índice alarmante: 88,55% dos capixabas entrevistados admitiram ter adquirido algum tipo de produto pirata este ano.

A instituição revela que em dois anos a pirataria cresceu 50% no mundo. No Brasil, segundo dados do Banco Mundial, e do Governo Federal, consome entre 35% a 40% da renda nacional. A venda ilegal se concentra, principalmente, no comércio de rua, seja no camelô, como responderam 62,21% dos consultados no ES, ou por meio do vendedor ambulante (51,15%). A pesquisa confirma que os produtos mais vendidos são os CD´s e DVD´s (96,18%), seguidos dos óculos (19,47%).   Em 2006, foram apreendidos em todo o País mais de R$ 870 milhões em produtos falsificados. A atuação conjunta da Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal tem sido determinante nas ações repressivas. Nas estradas, por exemplo, a pirataria é, hoje, um item de verificação, além do contrabando. Com isso, o número de CDs e DVDs falsos apreendidos pulou de 450 mil (antes da criação do CNCP) para mais de 7,3 milhões de unidades.

Dados da Polícia Internacional (Interpol) mostram que a pirataria se tornou o crime mais lucrativo do mundo. Movimenta US$ 522 bilhões por ano, mais do que o tráfico de drogas (US$ 360 bilhões/ano).

Pirataria na classe alta No Brasil, a escolha por produtos piratas não se restringe à população de menor poder aquisitivo. Pelo contrário. Pesquisa apresentada pela Federação de Comércio do Estado do Rio de Janeiro mostra que foram os brasileiros de maior renda e escolaridade os que mais declararam adquirir CDs, DVDs, óculos e outros artigos no mercado informal.

Em todo o País, 42% admitiram ter comprado produtos piratas em 2007, mesmo percentual de 2006. Entre os brasileiros com renda familiar acima de R$ 1,8 mil, o percentual chega a 56%. Entre os de renda inferior a R$ 300, a proporção é exatamente a metade da verificada entre os mais ricos: 28%. Comportamento semelhante é verificado quando se compara o consumo de piratas por escolaridade. Entre analfabetos ou que chegaram apenas ao quarto ano do ensino fundamental, o percentual é de 25%. Já no caso dos que cursaram ao menos um ano do ensino superior, a proporção chega a 54%. A pesquisa foi encomendada pela Fecomércio ao Instituto Ipsos, que entrevistou mil pessoas em todas as regiões do Brasil.

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Palavras-chave: No | Brasil | De | Cada | Dez
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