O projeto piloto da terceira geração de passaportes brasileiros deve ser implantado em 2009 para cadernetas de civis. Segundo Francimar Santos, gerente de desenvolvimento da área de identificação da NXP, desenvolvedora da tecnologia de chips em passaportes, atualmente o teste foi feito somente em documentos de diplomatas. ?Quem decidirá a data específica é governo. O teste atual foi realizado pelo Ministério Relações Exteriores?, afirma.
Segundo o executivo, o modelo do novo passaporte tem o formato de um caderneta, com o atual, mas diferente da primeira e segunda geração do documento o eletrônico traz um chip embutido na capa. ?Nesse chip ficam armazenados os dados pessoais do viajante como nome, impressão digital, leitura de íris, foto e até dados confidenciais policiais, caso seja necessário?, exemplifica Santos.
A leitura do chip é feita via rádio freqüência por leitores específicos nos aeroportos, que no caso do Brasil ficariam em poder da Polícia Federal que controla o embarque e desembarque de passageiros. ?A vantagem desta tecnologia é a garantia de veracidade das informações armazenadas no chip, além da redução nas filas dos terminais, já que o leitor verificará com mais rapidez a autenticidade do documento?, destaca.
De acordo com Santos, o chip utilizado no passaporte é baseado na linguagem Java e tem capacidade de armazenamento de 72KB. ?Essa tecnologia já utilizada em 53 países entre eles Alemanha, França, Holanda, Inglaterra e Cingapura. Na América Latina, a Venezuela foi a primeira a aderir ao passaporte eletrônico?.
Um dos entraves para aplicação do passaporte eletrônico no Brasil seria a baixa demanda por este documento. ?Ainda não há um volume significativo de passaportes ativos no País. Temos hoje no máximo 6 milhões de cadernetas ativas, ou seja, apenas 5% da população utilizam esse documento?. Enquanto no Chile cerca de 60% das pessoas tem passaporte, compara o executivo. ?Por outro lado o Brasil é o país mais relevante da região. Logo, é um mercado significativo?
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