Em 2007, o Brasil investiu quase US$ 20 bilhões em tecnologia, incluindo computadores, equipamentos de rede, software e serviços, o que representa, aproximadamente, 1,8% do PIB. Este volume movimentado é suportado por cerca de 22,5 mil empresas e 372 mil colaboradores, que auxiliaram a arrecadação de US$ 7,1 bilhões em impostos relacionados. Os dados fazem parte do estudo conduzido pela IDC (International Data Corporation) e divulgado nesta terça-feira, 22/01, pela ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e pela BSA (Business Software Alliance).
"O objetivo deste estudo é mostrar que não são só as grandes empresas que perdem com a pirataria e sim a economia como um todo", declara Frank Caramuru, diretor-geral da BSA no Brasil. Tanto que de acordo com a pesquisa, uma redução na pirataria de software nos próximos quatro anos no Brasil poderia gerar um mercado de Tecnologia da Informação mais forte. "Com uma queda de 10% até 2011 teríamos no setor TI 11,5 mil novos empregos, US$ 2,9 bilhões em receita para a indústria local e US$ 389 milhões adicionais em impostos", enumera o diretor.
Outra informação relevante do estudo é que para cada um dólar investido em software original outros US$ 1,25 são direcionados para serviços, como instalação, treinamento e manutenção. E de acordo com o levantamento, a maior parte destes serviços é realizada por empresas locais, o que significa que os benefícios econômicos da redução da pirataria permanecem no País.
Um estudo divulgado pela ABES e BSA em maio de 2007 apontou a redução de quatro pontos percentuais na taxa de pirataria de software do Brasil, atualmente, em 60%. Foi a maior queda registrada em todo o mundo, mas por outro lado é a nação com os maiores prejuízos na América Latina, estimados em US$ 1,148 bilhão. A pesquisa divulgada hoje foi realizada em 42 países.
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