O comércio eletrônico na região da América Latina cresceu 40% no ano passado, alcançando US$ 10,9 bilhões. Só o Brasil transacionou US$ 4,89 bilhões do total e estabeleceu-se como o País líder na região em transações de e-commerce, com 45% do total. Os dados são do estudo elaborado pela AmericaEconomia Intelligence, apresentado pela Visa AL e Caribe.
Nos últimos anos, o comércio eletrônico da região ganhou impulso. As transações por meio eletrônico subiram 121%. A Venezuela, Chile, México e Brasil foram os países motores desse resultado.
A estabililiade econômica na região foi a principal responsável pelo aumento das investidas por meio eletrônico, com especial atenção para o Brasil que teve aumento da renda per capta, forte infra-estrutura e aumento da bancarizaçao; sem falar no fortalecimento das alianças entre varejistas, provedores de tecnologia, bancos e órgãos governamentais.
Apesar do bom desempenho, o estudo ressalta a falta de maturidade no uso do canal na América Latina e Caribe. O e-commerce nessas localidades representam apenas 0,32% do Produto Interno Bruto (PIB) da região. Em merrcados maduros, como é o caso dos Estados Unidos, o e-commerce constitui 0,98% do PIB do País.
O estudo indica que essa tendência positiva do comercio eletrônico também pode contribuir para que pequenas e médias empresas tenham acesso a mais clientes, se beneficiando de um canal eficiente e que vem se transformando na rotina de muitos consumidores.
Fatores de crescimento econômico, social e tecnológico
O crescimento do volume de gasto na internet é determinado por fatores econômicos, sociais e tecnológicos. O poder de compra gerado por um crescimento sustentado da economia na América Latina tem sido fundamental para que os consumidores e companhias tenham a possibilidade de fazer transações e realizar negócios no mundo virtual.
O comércio eletrônico permite que os consumidores comprem produtos internacionais que inicialmente estão fora do alcance, assim como também contribui para que os negócios da Região se expandam para outras economias. O estudo constatou que mais de um terço das transações on-line são compras realizadas por consumidores fora de seu país de origem; e que nos países que o comércio eletrônico se encontra menos desenvolvido, a porcentagem de transações internacionais pode chegar a ser tão alta quanto 90%.
Nesse ponto de vista social, os mais jovens lideram os gastos realizados no comércio eletrônico, por se tratar de um público que se sente confortável na utilização de novas tecnologias.
Banda larga
O crescimento acelerado da internet e da banda larga também têm contribuído para o crescimento desse canal de vendas. A tecnologia também é responsável por um incremento de 48% da penetração na internet, assim como, mais de 100% de aumento no acesso a banda larga durante os últimos anos.
Tudo isso resultou em conexões mais rápidas que permitem que as compras on-line sejam mais convenientes e mais ágeis. Os dados da primeira parte desse estudo estão embasados na pesquisa realizada pela AmericaEconomia Intelligence entre 1º de janeiro e 31 de maio de 2008 em 17 países da América Latina e Caribe.
Conta com informações qualitativas e quantitativas de fontes locais e organizações internacionais como a Associação Mexicana de Comércio Eletrônico do México (AMIPCI), Câmara e-net, Cavecom, CCS, FMI, ITU, World Internet Statistics e UNCTA. E as informações adicionais foram coletadas por meio de um pesquisa realizada entre os leitores da AmericaEconomia e entrevistas de profundidade com comércios líderes em suas categorias.
Este guia foi útil? Então vote SIM!
É só um clique! |