
O Brasil é o País que tem o maior número de desenvolvedores de código aberto. É o que revela a pesquisa sobre o cenário do impacto do software livre no mundo do projeto FLOSSWorld (Free Libre Software Open Source), patrocinado pela União Européia. O estudo compilou dados levantados por instituições acadêmicas, órgãos de governo e organizações privadas do Brasil, Argentina, China, Bulgária, Malásia, Tailândia, África do Sul e Croácia.
O relatório realizado por técnicos da Universidade de Maastricht, da Holanda, levantou 541 desenvolvedores no País, que responderam ao questionário sobre seu grau de envolvimento com o tema software livre. O segundo maior mercado de profissionais de código aberto é a Argentina, onde 115 participaram da enquête.
Segundo Ghott Rüediger, técnicos da Universidade de Maastricht, que apresentou os dados sobre os desenvolvedores e empregadores da área de Tecnologia da Informação, a faixa etária dos profissionasi é de 29,6 anos, sendo que a idade média desse grupo no Japão foi a maior encontrada. Naquele país, eles têm, em média, 32,6 anos. E na China os mais jovens dominam o segmento. Os mais jovens do segmento têm 25,5 anos.
Em termos de gênero, a participação feminina entre os profissionais, na média dos países, ficou em 6%. A maior média foi a da Malásia, que tem 23% de desenvolvedores mulheres e a menor comunidade de desenvolvedoras está na China, 11% do total. ?Parece que a representatividade feminina é pequena no mundo do software livre, mas ainda temos que ouvir as instituições para entender melhor esses e outros dados?, disse Rüediger.
Nível de escolaridade
Entre os desenvolvedores, dois terços têm nível superior de formação, 61% deles estão empregados, 21% trabalham por conta própria, 16% são estudantes e 2% fazem parte da comunidade de software livre. Uma das conclusões do estudo é que o fato de saberem trabalhar com software livre faz com que eles tenham um melhor salário. Os mais valorizados em open source estão na África do Sul, Brasil e Argentina.
Rüediger ressaltou o estudo pode não representar totalmente a realidade do segmento de software aberto nos mercados pesquisados já que nem todas as instituições contatadas responderam aos questionários. De qualquer forma, os participantes do projeto FLOSSWorld, em geral, ressaltam a importância do levantamento que, pela primeira vez, traz à luz dados sobre o impacto open source com uma dimensão tão extensa e um grau de cooperação entre tantos países. ?Sequer sabíamos dados sobre o desenvolvimento do software livre no Japão, ou mesmo na China. Agora, há cenário sobre o qual podemos nos debruçar?, destacou.