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Brasil tem 4,7 mi de conexões banda larga, mas taxa de penetração é de 2,2%
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Atualizado em 25/09/2008

O Brasil tem mais de 4,7 milhões de conexões à Internet em banda larga, mas a taxa de penetração desta tecnologia na população é de apenas 2,2%, segundo pesquisa realizada pela consultoria IDC em parceria com a Cisco Systems. De acordo com Fábio Costa, presidente da IDC Brasil, o percentual está dentro do esperado, embora seja inferior à registrada em outros países latino-americanos. "No Chile, por exemplo, a taxa de penetração da banda larga na população é de 4,9%, mas é importante ressaltar que a taxa de penetração brasileira está dentro do esperado", ressalta Costa.

O estudo mostra que no segundo trimestre de 2006 houve um crescimento de 8,7% no número de conexões à Web em alta velocidade em relação aos três primeiros meses deste ano. Entre abril e junho foram criadas 379 mil novas conexões em banda larga. Para o IDC, os principais fatores que impulsionaram a adoção desta tecnologia foram novas ofertas, principalmente de empresas de TV a cabo, queda de preços e pacotes customizados, como os que oferecem preços menores para uso do serviço em horários pré-definidos. A oferta da tecnologia triple play (voz, dados e vídeo) também contribuiu para o crescimento da banda larga no período. A expectativa traçada pela pesquisa é de que até 2010 o País alcance 10 milhões de conexões em alta velocidade.

Quem usa banda larga?

O perfil do usuário de banda larga continua sendo predominantemente de consumidores das classes A e B, mas Costa afirma que estão havendo mudanças neste cenário, com uma participação maior de consumidores da classe C. Segundo o estudo, os preços do acesso à Internet em alta velocidade, nas faixas entre 1Mbps e 2Mbps, registraram queda de 12% em média no segundo trimestre deste ano. Por outro lado, valores de serviços com velocidades mais baixas tiveram aumento de 5%. "A redução se concentra principalmente em pacotes de velocidades maiores, que interessam principalmente às classes A e B. A queda nos preços de serviços com maior velocidade se deu porque há mais ofertas deste tipo", explica o presidente da IDC Brasil.

Conexões com velocidades entre 256 kbps e 512 kbps representam 45% do total da base instalada, mas a pesquisa mostra que o usuário de banda larga está buscando velocidades de conexão maiores. No primeiro trimestre deste ano, conexões entre 512 kbps e 1 Mbps totalizavam 21%, e velocidades maiores que 1 Mbps apenas 7%. Os números do segundo trimestre mostram que as conexões acima de 1 Mbps totalizam 12% e as entre 512 Mbps e 1 Mbps, 24%. Já as velocidades entre 256 kbps e 512 kbps caíram para 45%. De acordo com a IDC, quase todas as novas 379 mil conexões têm velocidades iguais ou maiores que 512 kbps e a maioria acima de 1Mbps. "Percebemos pessoas que trocam a conexão discada pela banda larga, mas há também aqueles que já compram seu primeiro computador e assinam o serviço de Internet em alta velocidade", conta Fábio Costa.

Os usuários residenciais são responsáveis por 86% das conexões em banda larga. Segundo o Ibope//NetRatings, em junho o número de conexões banda larga no Brasil entre usuários domésticos era de 9,4 milhões, o que corresponde a 70% do total de internautas residenciais do período, que é de 13,4 milhões. Este número representa um crescimento de 1,5% em relação a junho de 2006 e 43% em relação a julho de 2005. Para o instituto de pesquisa, o acesso banda larga predomina entre os internautas brasileiros porque a maioria deles pertencem às classes A e B.

O estado de São Paulo continua a ser a região com maior número de acessos à Web por meio desta tecnologia, com 41% do total de conexões. O Norte e o Nordeste são as regiões com menor consumo de banda larga. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, a participação do Nordeste no número de conexões em alta velocidade do Brasil teve queda, passando de 7,3% para 7,1%. O Norte manteve-se estável, com 3,4%.

A maioria das conexões, 78,7%, é com a tecnologia xDSL, que utiliza a própria rede de telefonia para o acesso em banda larga. No primeiro trimestre do ano, o xDSL era usado por 79,7% das conexões em alta velocidade. É possível verificar o avanço das conexões via cabo, graças ao crescente número de serviços deste tipo oferecidos por empresas de TV a cabo. Atualmente, a tecnologia de conexão por meio de cabo responde por 17% das conexões em banda larga do Brasil. No primeiro trimestre do ano, tinha 16,1% de market share.

Crescimento estável

O número de conexões banda larga no Brasil tem crescido de maneira estável se comparado aos trimestres anteriores. De acordo com os dados divulgados em junho também pela Cisco e pela IDC, o número de conexões em banda larga no Brasil cresceu 8% no primeiro trimestre de 2006 em relação ao último trimestre de 2005. O País fechou o mês de março com 4,36 milhões de conexões à Web em alta velocidade.

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