
O Governo Federal já contabiliza 500 mil PCs do programa de inclusão digital Computador Para Todos desde novembro até momento, segundo Jozé Luiz Maio de Aquino, Assessor da Presidência da República. "Ainda temos dificuldades de mensurar o número de máquinas vendidas, mas pelo que apuramos juntos às diversas cadeias participantes do programa vamos ultrapassar a meta de 700 mil máquinas populares vendidas até o final deste ano". Aquino, chegue inclusive a meta inicial de 1 milhão de computadorse vendidos.
Segundo estudo divulgado pela Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) em setembro, desde novembro de 2005, quando o programa começou, até junho de 2006, foram vendidos 256 mil Computadores Para Todos.
Computador popular passará por upgrade
O computador popular deverá sofrer alterações nas suas especificações técnicas ainda este ano. Segundo Luiz Cláudio Mesquita, assessor de diretoria do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), os componentes da máquina precisam mudar para acompanhar a evolução tecnologia.
Mesquita explica que, além de atualizações de memória é velocidade, a configuração dos computadores terá mudanças de hardware para reduzir o preço dos PCs. Uma delas é a retirada da entrada para disquetes, que diminuirá os custos em R$ 40. "Esse componente já está obsoleto. Atualmente uma mídia de CD é mais barata do que um disquete", justifica.
E o Laptop Para Todos?
Além do upgrade dos desktops, o programa Computador para Todos também terá notebooks a partir do próximo ano. O laptop popular deverá estar disponível no mercado brasileiro no segundo semestre de 2007. "Até o dia 15/12 os fabricantes que já fazem parte do programa Computador Para Todos deverão dar o retorno ao Governo Federal sobre especificações técnicas do notebook e preço", antecipa. "Depois vamos ver quais as possibilidades de viabilizar um computador portátil de baixo custo para os brasileiros", completa.
Os notebooks do programa ?Computador para Todos? terão as mesmas facilidades de crédito já disponíveis para os que querem comprar um computador de mesa , explica Mesquita do Serpro. ?Atualmente, dispositivos de até R$ 3 mil já têm isenção total de PIS/Cofins?, explica. ?O notebook do programa de inclusão digital com certeza terá um valor inferior aos modelos disponíveis no mercado?, garante.
Aumento da pirataria de software
Segundo estudo divulgado em novembro pela a ABES (Associação Brasileria das Empresas de Software), 73% das pessoas que compraram máquinas do programa trocaram o Linux por Windows um mês após adquirir a máquina. Além disso, a pesquisa mostrou que 50% dessas pessoas não pagaram pelo novo software.
Aquino rebate a ABES e diz que não acredita que a obrigatoriedade do uso de software de código aberto no computador popular incentive a pirataria. "Os aplicativos em palataforma livre são bem semelhantes aos dos softwares proprietários disponíveis no mercado. O que o governo propõe é uma mudança de comportamento. Acreditamos que o uso do software livre inclusive vai ajudar a reduzir a pirataria", esclarece Aquino. O assessor garantiu que os computadores do Computador para Todos continuarão usando Linux. "O Governo Federal continuará a entregar computadores que rodam software livre. Isso faz parte das suas metas", afirma.
Já Mesquita atribui a substituição do Linux pelo Windows a uma questão cultural. ?Não vejo o Linux como motivador para a troca ? trata-se de uma questão cultural?, analisa. Para ele, a substituiçõa se deve mais à tolerância do brasileiro em relação à pirataria do que aos recursos e aos limites de cada sistema operacional.