Um chip de identificação eletrônica para rastreabilidade bovina promete minimizar os problemas enfrentados pelos exportadores de carne do País. Desenvolvido pelo Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada), de Porto Alegre (RS) o projeto recebeu a primeira parcela do investimento no valor total aprovado de R$ 18,1 milhões.
Esses recursos, provenientes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) serão investidos ainda na complementação da primeira linha de produção nacional para a fabricação de semicondutores.
Desde de janeiro último, os agropecuaristas enfrentam problemas com a exportação de carne para a Europa. Os países da Comunidade Européia alegam que o produto brasileiro tem contra si a falta de certificação sanitária, principalmente no que tange a rastreabilidade bovina.
?O Ceitec coordenará todo o processo, não só a fabricação do chip, mas também a montagem do brinco (peça que fica presa a orelha do animal?, informa o diretor presidente da instituição, Sérgio Dias. Segundo ele, o desenvolvimento de semicondutores nacionais reduz o déficit na balança comercial e permite que o Brasil crie tecnologia aplicações de microeletrônica focadas nas necessidades do mercado nacional.
?Esta lógica inverte o fluxo atual de uso de tecnologias desenvolvidas no exterior fazendo com que o País passe a exportar propriedade intelectual?, diz Dias. Pela primeira vez o Brasil estará em condições de competir internacionalmente no mercado de semicondutores, uma vez que a tecnologia utilizada permite a aplicação em uma gama de outros setores eletroeletrônicos.
Dias destaca ainda que o produtor pague pela solução desenvolvida pelo Ceitec menos do que desembolsa pelas importadas. Todo o projeto se concluirá até o final de 2009, mas o brinco deve estar disponível aos produtores até o final deste ano.
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