As novas ofertas de Internet rápida pelas redes 3G deverão causar queda de preços da banda larga no Brasil. A briga pelo consumidor entre operadoras fixas e móveis vai estimular principalmente a redução do custo da conexão de 1Mbps. As previsões são da 8ª edição do estudo Barômetro Cisco de Banda Larga realizado pela IDC, divulgado nesta quarta-feira, 05/03, em São Paulo.
A pesquisa projeta que o País chegará em 2010 com 15 milhões de assinantes de banda larga fixa e móvel, quase o dobro dos 8,1 milhões registrados em 2007. No ano passado, a base cresceu 30,5%, sendo que a grande surpresa foi o avanço do acesso rápido sem fio, que chegou a 602 mil usuários, com aumento de 124% em comparação com os números de 2006.
Inicialmente, a pesquisa estimava que o Brasil conquistaria 10 milhões de usuários de banda larga até 2010. "Em razão da mudança do mercado com a chegada do 3G, estamos alterando nossas metas para 15 milhões de conexões", diz Pedro Ripper, presidente da Cisco no Brasil.
Do total de assinantes projetados para 2010, a banda larga móvel deverá representar entre 1,5 milhão e 3,5 milhões de assinantes até 2010. Ripper justifica essa estimativa em função da dinâmica do mercado de terceira geração no Brasil, que é diferente do da Europa. Lá esse serviço atraiu num primeiro momento mais o usuário que já tinha banda larga fixa e contratou o acesso móvel como segunda conexão para ganhar mobilidade.
Já no Brasil, Ripper diz que a banda larga móvel atrairá tanto o público que já tem o acesso veloz quanto o consumidor que nunca teve acesso algum por estar em regiões onde o serviço não chega de nenhuma forma. "Então aqui 3G vai agir no topo e na base da pirâmide", afirma o executivo.
Segundo, o presidente da Cisco no Brasil, a banda larga móvel tende a se tornar mais atrativa por oferecer acesso em qualquer lugar e não exigir que os assinantes contratem provedor de Internet, o que reduz o custo do serviço. Isso fará com que haja uma procura maior pelos serviços sem fio, aumentando a competição com as operadoras fixas. "Acho que 3G vai pressionar a redução de preço das conexões de 1 Mbps", afirma o executivo.
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