O comércio eletrônico no Brasil entre empresas e no varejo movimentou US$ 170 bilhões no ano passado, sendo que 19,18% do total referem-se às transações feitas entre negócio e consumidor, e os outros 55,3% entre corporações.
De acordo com a 10ª edição da Pesquisa FGV-EAESP de Comércio Eletrônico, os índices são expressivos e confirmam a consolidação do CE assim como evidenciam a tendência de crescimento cautelosa e em busca dos retornos efetivos dos investimentos. Na comparação com 2006, a evolução do nível de CE entre empresas foi de algo em torno de 35% para 55,33%. No CE entre negócio e consumidor, a evolução foi de algo em torno de 12% para 19,18%.
Os dados revelam ainda que as companhias já não focam seus recursos no aspecto segurança e privacidade do ambiente eletrônico, mas no relacionamento com os clientes.
"As organizações já consideram adequados e sob controle os aspectos de segurança e agora partem para fortalecer o relacionamento com o cliente e a adoção de novos modelos de negócios pelos clientes", explica Alberto Luiz Albertin, professor da FGV-EAESP e coordenador do CIA e do NED.
O comércio eletrônico passou a ser visto como parte da estratégia competitiva das companhias, representando uma forma efetiva de redução de custo, devido ao crescimento do mercado.
Assim como co relacionamento com os clientes ganharam destaque entre as corporações, as mesmas passaram a ver a Internet como um local de novas oportunidades de negócio. Essa percepção começou em 2005 e desde lá está em trajetória ascendente. "Muitas ainda não sabem ao certo o tipo de retorno, mas se posicionam em locais como Second Live e Orkut, entre outros, por que seus concorrentes já estão lá", ressalta o professor.
Fora isso, a participação nessas comunidades tornou-se uma forma de detectar novos negócios. "Um exemplo são as comunidades formadas por pessoas com interesses em comum que trocam informações sobre descobertas ou tendências. As companhias incluídas nessas discussões captam essas informações e as transformam em negócios", diz Albertin.
Na pesquisa, considera-se comércio eletrônico a realização de toda a cadeia de valor dos processos de negócio num ambiente eletrônico, por meio da aplicação intensa das tecnologias de informação e de comunicação atendendo aos objetivos do negócio. Os processos podem ser realizados de forma completa ou parcial, incluindo as transações negócio-a-negócio; egócio-a-consumidor e intra-organizacional.
A pesquisa considerou 419 empresas, dos vários setores econômicos, ramos de atividades e portes. As empresas, tanto nacionais como multinacionais, operam no mercado brasileiro e atuam em diversos níveis do ambiente digital.
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