As vendas online movimentaram US$ 10,9 bilhões na América Latina e Caribe (LAC) em 2007. Para 2010, a estimativa é que o valor praticamente triplique, alcançando US$ 30 bilhões. Os dados são do estudo ?Situação e Tendências no Comércio Eletrônico?, realizado pela Visa e a revista AméricaEconomia e divulgado nesta quarta-feira, em São Paulo.
Segundo Guilhermo Rospigliosi, vice-presidente da Visa para LAC, o comércio eletrônico cresce na região em torno de 50% ao ano e ainda tem grande potencial para expandir. O relatório é realizado pela administradora de cartão de crédito de dois em dois anos. O último foi em 2005, quando o setor faturou US$ 4,9 bilhões.
O estudo de 2007 envolveu 18 países e desta vez além de apurar os volumes de vendas online mediu o e-Readiness B2C, indicador que mostra as condições que as nações oferecem aos cidadãos para aderir ao comércio eletrônico.
Esse indicador leva em conta a situação econômica do país, o acesso da população às TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), distribuição de renda e bancarização. Em 2007, o país com melhor e-Readiness foi o Chile, com 47,4 pontos. Em segundo lugar, ficou o Brasil, com 42,5 pontos, seguido por Porto Rico, com 41,1 pontos.
Brasil domina setor em vendas
Apesar de aparecer em segundo lugar em pontuação, o Brasil foi o que registrou maior atuação no e-commerce na América Latina e Caribe, tendo movimentado US$ 4,9 bilhões no comércio eletrônico em 2007. O número corresponde a 45% do total de vendas da região. O cartão de crédito foi o meio de pagamento preferido: ele foi usado em mais de 70% das compras.
O mercado brasileiro também se destacou no estudo por ser o que tem o maior número de consumidores online. O país teve participação de 36,5% entre os compradores virtuais da região, ou seja, 7 milhões de pessoas que compram pela web. Mesmo assim, segundo o estudo, esse número representa somente 3,7% da população brasileira.
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