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Como impressionar seus amigos com o SACD
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Atualizado em 07/08/2008







Os leitores dos sites AudioRevolution.com e RevolutionHomeTheater.com são embaixadores das novas tecnologias de áudio e vídeo para o mundo não-entusiasta. Quando eles ousam contar que investiram 20 mil dólares em uma TV, ou sete mil e novecentos em um novo amplificador, acabam recebendo respostas com pitadas de inveja. Mas sua missão é mostrarem a seus vizinhos, amigos e conhecidos porque são tão vidrados em áudio e vídeo.



Uma das mais novas e fantásticas tecnologias de áudio que surgiu nos últimos anos é o SACD. O SACD é um dos dois formatos que competem para substituir o veterano Compact Disc, que já tem vinte anos no mercado. Apesar de ter sido lançado como um formato estéreo, o SACD acabou por se tornar um formato de alta resolução surround capaz de levá-lo a lugares aonde o CD não poderia. O objetivo deste artigo é esclarecer qual é a melhor forma de mostrar o novo formato a seus amigos. Isto inclui explicar, em um nível básico, como o SACD funciona e porque é melhor que o CD, que seus amigos devem considerar bastante bom. Acho que a melhor forma de fazer isso é levar para o lado dos computadores. Todo mundo sabe o que são bits e bytes. Os discos SACD tem mais espaço, que permite armazenar mais dados que no CD. O SACD utiliza um novo método de codificação chamado DSD, que permite armazenar mais música em um disco de tamanho padrão. Se necessário, no fim da demonstração, você pode fazer um teste A-B com um (ou alguns) dos títulos que você reproduziu, levando em consideração que seus convidados não vão ficar impressionados logo na primeira passagem.



Você deverá explicar as diferenças entre os discos SACD convencionais e os discos híbridos. Os discos SACD convencionais, que representam a maioria do catálogo atual de SACD, só podem ser reproduzidos em players SACD, que custam entre algumas centenas a muitos milhares de dólares. Alguns destes SACD players também tocam discos DVD-Video e todos reproduzem sua coleção atual de CDs. Alguns players SACD também podem reproduzir os discos do formato concorrente DVD-Audio, mas a maioria não pode. Outro ponto interessante para abordar é o som surround. Um dos grandes recursos do formato é o áudio multicanal, presente em alguns discos. Você deverá ter seu player conectado a um receiver relativamente atualizado ou pré-amplificador AV com entradas 5.1, para que possa usufruir de tudo que o SACD pode oferecer em termos de áudio surround. O sistema Sony Dream System pode não ser a melhor opção em termos de sonoridade, mas é um sistema all-in-one com custo baixo, cerca de US$ 1000,00.



Alguns pontos a considerar antes de começar a tocar os discos: faça seus convidados sentarem no hot-spot do seu ambiente, onde seu sistema soa melhor. E que tenham sempre bebida por perto. Isso fará com que se sintam especiais. Reduza a intensidade das luzes, se você possuir controles do tipo Lutron, mas não deixe muito escuro, já que prejudica a parte visual da experiência de audição musical. Uma luminária com pé, dimmerizada e velas estrategicamente colocadas funcionam bem. Eu mantenho um candelabro de cristal da Tiffany perto de meu rack, pois ele oferece boa iluminação.



Depois de explicada toda a tecnologia, com seus convidados acomodados e prontos para a experiência, você deve tomar uma lição dos melhores DJs, gerenciando tempo e emoções através da música. Você está no controle de seu sistema e quer chamar atenção de seus convidados. Com certeza, cada gosto musical é diferente e você deverá saber se alguém é mais Jazz ou Pop antes de iniciar sua demonstração. Para a maioria, fique com músicas conhecidas, que já foram ouvidas em qualquer lugar antes. Raramente pessoas não entusiastas por áudio fazem comparações entre formatos, por isso, se sua base para julgar as canções de um disco é o rádio ou CD player, impressioná-los ficará bem mais fácil.



Um detalhe importante que aprendi fazendo demonstrações para a Mark Levinson na Cello Music e Film Los Angeles e na Christopher Hansen Ltd., em Beverly Hills, foi: nunca deixe uma música tocar por mais de um minuto e meio. Eu evidencio um bom trecho no primeiro refrão, quando então cuidadosamente diminuo o volume e deixo meus clientes (ou convidados) com seus pensamentos sobre o que acabaram de ouvir. Enquanto eles deliram, eu avanço para o próximo disco. Você pode precisar de uma pequena lanterna para deixar o processo mais fácil se você estiver com as iluminação dimmerizada. A idéia de tocar uma canção até o primeiro refrão é de dar uma amostra para seu convidado, mas não toda a experiência. Eles poderão estar totalmente imersos se investirem em um sistema.



Você deverá ser flexível com seu material de demonstração até um certo limite, baseado nos gostos de seus convidados. Aqui está meu repertorio básico de demonstração SACD, onde faço algumas mudanças, dependendo de quem estiver ouvindo. Você deverá começar devagar, com estéreo, e caminhar para sons intensos e, então, surround. É interessante ter um disco bacana para colocar como som ambiente para depois da demonstração, enquanto você discute seu sistema, novos formatos, música e mais.



Repertório de demonstração SACD do Jerry: 1.Eu gosto de começar com algo como Garota de Ipanema, do disco Getz-Gilberto (Universal-Verve), que é facilmente alcançável na primeira faixa. É uma gravação aberta e acústica com uma melodia que todos conhecem ao redor do mundo. A gravação é bela em qualquer formato, mas realmente brilha neste SACD de Brazilian Jazz. Abaixe o volume quanto chegar ao primeiro solo de Getz.



2. Se seus convidados jogam golfe, você provavelmente deverá colocar uma faixa de Notes From a Hebridean Island, da Linn Records. Também uma gravação acústica, esta gravação tem qualidade sônica espetacular. Não vá muito fundo neste disco para demonstração, mas saiba que ele estabelece um bom clima. Eu gosto especificamente deste disco para som de fundo enquanto leio. Está longe de meus gostos musicais estereotípicos, mas soa incrivelmente líquido e sempre tira minha atenção do livro de volta para a música.



3. Crie algum suspense com All Blues, que está no eterno clássico Kind of Blue, de Miles Davis. Você pode afirmar que a gravação foi mixada em surround, mas com muita sutileza. Sugira aos convidados que ouçam detalhes específicos como as vassouras antes dos chocalhos. Você pode deixar esta faixa tocando por um tempo maior que o normal. O melhor momento para baixar o volume é na metade do primeiro solo de Miles.



4. Você acabou por criar um clima intimista, jazzístico nas três primeiras trilhas e agora é hora de apertar o passo. Para isso sugiro que faça a transição para algo divertido como Legalize It, da lenda do reggae Peter Tosh. Este SACD é mixado em surround e, ao contrário dos títulos anteriores, não é acústico. É também mais alegre. Tenha certeza de comentar as guitarras wa-wa nas caixas traseiras e como a voz de Tosh parece vir do meio das caixas.



5. Se você vai mostrar o sistema para aqueles que estão com quarenta ou cinqüenta anos, especialmente mulheres, tente Piece of My Heart do álbum Cheap Thrills, com Big Brother and the Holding Company (Janis Joplin e sua banda). Se a gravação de Peter Tosh não foi capaz de agitar seus convidados, esta irá. Você deverá tocar este com cuidado, porque não é uma boa gravação ao vivo, que foi rapidamente mixada para surround. Lembre-se de mostrar seus convidados os backing vocals nos canais traseiros e toque a faixa com um volume um pouco mais alto.



6. A caminho do fim, eu recomendo que vá de Thats The Way of the World: Alive in 1975 do Earth, Wind and Fire, faixa Shining Star. Também uma gravação ao vivo, ela mostra os grandes aprimoramentos obtidos neste tipo de gravação, em um curto período de tempo. Eu sempre penso sobre o movimento anti-disco que acabou por ajudar a esquecer como a banda Earth, Wind and Fire era incrível (e continua sendo). Eles realmente sabiam tocar e este mix surround permite ouvir um ato pop-funk de grande escala com grande som. Abaixe o volume na hora que eles começam a falar, logo após a mudança de clima.



7. Para fechar a sessão, você deverá tocar algo como Money, do disco Dark Side of The Moon do Pink Floyd. Todo mundo conhece a música e o mix surround é mais impactante que os anteriores. O som da caixa registradora realmente pula de uma caixa para outra, levando para casa o potencial de ouvir música em surround. Diminua o volume em algum momento durante o solo de sax.



Este não é de forma alguma a seleção definitiva para fazer o SACD brilhar para cada ouvinte, mas é um bom começo. Você pode tentar novos discos a medida que forem sendo lançados, o que irá fazer sua própria coleção de SACD crescer.



Divirta-se durante todo o evento. Convide seus amigos para um churrasco ou um jantar mais formal. Faça da música parte do divertimento, assim com a comida, o vinho e a companhia. Seja o embaixador do mundo A/V high end para seus amigos: é uma tarefa importante. Sua pesquisa e conhecimento obtidos em sites e publicações com Audio Revolution e Revolution Home Theater são elementos essenciais para o sucesso e crescimento da indústria. Se você puder mostrar para seus amigos o valor desta música, que soa tão bem, em suas vidas, você estará fazendo mais que sua parte para que os novos formatos tornem-se populares.



Os discos mencionados podem ser encontrados na Amazon.com. Fonte: Audio Revolution

* © Variety



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