A convergência do Home Theater com diversos sistemas inteligentes permite que a
experiência do cinema em casa seja cada vez mais gratificante. Onde antes
existiam apenas um receiver, uma TV e um vídeo-cassete, hoje há elaborados
sistemas de automação residencial, os quais vêm ficando mais acessíveis.
Iluminação e sonorização de diversos ambientes podem ser controlados por um
número crescente de dispositivos, tais como controles remotos e painéis de
embutir, muitas vezes equipados com vistosos displays coloridos. Estes controles
possuem ?interfaces? que vêm se tornando progressivamente mais amigáveis,
permitindo que até aquele parente menos acostumado com tecnologia opere o
sistema.
Para conectar uma quantidade cada vez maior de componentes são utilizados muitos
conectores e, com isto, é natural que haja confusão na hora de identificá-los.
Em matérias anteriores da Hometheater
pudemos mostrar os variados tipos de conexões de áudio e vídeo. Os
equipamentos atuais possuem dezenas de conexões de áudio e vídeo, dos mais
variados tipos: RCA para áudio, vídeo composto, componente, mini-DIM para
S-Video, conectores óticos para áudio e muitos outros. Porém, na hora de
conectar estes aparelhos com componentes ?inteligentes?, para que haja
transferência de dados entre os aparelhos, utilizam-se conexões (e conectores)
bem diferentes.
A transferência de dados entre componentes do Home Theater engloba três
aspectos: tipo de protocolo utilizado para transmissão de dados (ex.: RS-232C),
tipo de cabeamento e tipo de conector.
O padrão RS-232, utilizado há duas décadas pela indústria da informática, é
um dos mais utilizados para tráfego de dados entre dispositivos ligados ao Home
Theater. O RS-232C, versão atual do padrão, está disponível em todo e
qualquer microcomputador do padrão PC, e é o responsável pelo tráfego de
informação entre o mouse e o micro, ou seja, mais comum impossível.
Como virtualmente qualquer micro tem este tipo de conector, comumente
chamado de ?serial?, a compatibilidade está garantida. E a versatilidade e
padronização da conexão serial não está limitada ao mundo do Home Theater.
Há anos o RS-232C é utilizado para conectar equipamentos comerciais,
industriais, médicos, e uma infinidade de aplicações que necessitam de
conectividade.
Os equipamentos mais comum que podem ser conectados a microcomputadores são os
controles remotos. Estes podem ser configurados com a ajuda dos micros, porém,
neste caso, a conexão é apenas temporária, ou melhor, apenas quando a
configuração se faz necessária. No dia-a-dia, estes permanecem desconectados.
Nos sistemas de automação, no qual há mais interação entre os equipamentos, as
conexões seriais se fazem presente. Os fabricantes vêm se preocupando em lançar
equipamentos que tenham conexões seriais para integração com sistemas de
automação. Muitos modelos de receivers, processadores e projetores têm conexões
deste tipo, permitindo a execução de comandos conjuntos.
O padrão RS-232C padronizou dois conectores como padrão, o DB-9 e o DB-25, macho
e fêmea. Entretanto, vários fabricantes utilizam conectores proprietários ou
de outros padrões para conexão a uma das ?pontas?. Enquanto um lado do
cabo é normalmente conectado ao micro com um conector padrão, o outro lado é
conectado utilizando um conector desenvolvido pelo fabricante. Deste modo, a
compatibilidade fica assegurada.
O avanço das soluções de multiroom e automação abriu espaço para outros padrões
de tráfego de dados, mais rápidos e eficientes. Alguns componentes podem ser
conectados com o padrão USB, que tem conectores padronizados, e velocidade de
transmissão cerca de 10 vezes mais rápida que as conexões tradicionais
RS-232C. Mas o USB não é uma solução perfeita, pois os cabos não podem ter
comprimento maior que 3,4 metros.
O protocolo Ethernet, presente em conexões de rede de informática, tem sido
bastante usado por equipamentos de automação doméstica. Utilizando-se
conectores RJ-11 e cabos do tipo par trançado (CAT-5) pode-se trafegar uma
quantidade maior de informação, incluindo vídeo e áudio, o que é perfeito
para estes dias de convergência. Os cabos CAT-5 também estão sendo empregados
em sistemas de som multiroom e muitos projetistas planejam novas instalações
com este tipo de cabo, percorrendo todos os ambientes da residência.
Os vários fabricantes de produtos de automação também possuem padrões proprietários
de transmissão de dados. Estes padrões não prevêem interoperabilidade com
componentes de outras marcas, e podem utilizar conectores também proprietários,
para evitar confusões na conexão com outros sistemas.
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