Faisão
Escolha dos reprodutores
É de fundamental importância a escolha de bons reprodutores e matrizes para a qualidade da cultura de qualquer animal. Quando for escolher as matrizes, preste atenção se a ave apresenta-se sadia e perfeita; o peso deve ser, preferencialmente igual ou superior a 1,2 Kg. Antes de realizar a compra, estude as características da raça, para saber se a ave que está comprando apresenta tamanho e características ideais da espécie. A idade ideal para o macho é entre 2 e 6 anos e para a fêmea é entre 1 ano e meio e 5 anos. Dê preferência para as aves mais vigorosas, com penas brilhantese que não tenham passado por nenhuma doença grave. Sempre que possível verifique a procedência da ave.
O ideal é que os faisões selecionados para a reprodução sejam colocados nos viveiros de reprodução no final do mês de Julho, para que passem pelo período de adaptação antes do período de reprodução e postura, que normalmente é de Setembro a Janeiro. Sempre evite cruzamentos consangüíneos, pois estes podem diminuir a qualidade da sua criação.
Para que não briguem, o ideal é que sejam separados da seguinte forma:
Espécies destinadas ao abate: Um macho e três fêmeas. Devem ficar juntos por cerca de 90 dias, e qualquer fêmea que se mostre mais irritada ou briguenta deve ser descartada.
Espécies destinadas a fins ornamentais: Um macho e só uma fêmea, que devem ficar juntos por tempo indeterminado, pois, dificilmente ocorrerão brigas entre o casal.
Passado o acasalamento, não há problemas em se juntar todos os animais adultos de uma mesma espécie em viveiros comuns.
Instalações para reprodução
O ideal é que o viveiro seja bastante arejado, mas protegido de correntes de vento. Devem ser utilizados 2m2 para as aves de cauda curta e 4m2 para as aves de cauda longa. Vale lembra que cada viveiro deve ter aproximadamente 1 macho para 5 fêmeas. Todo o viveiro deve ser circundado com telas plásticas para evitar a fuga dos animais e para que eles não se machuquem. O piso deve ser de areia para que os ovos não sejam quebrados durante a postura, haja visto que não é raro a faisoa botar ovos quando está sobre o poleiro. Cerca de 2/3 do viveiro deve ser descoberto, para que as aves estejam livres para tomar banhos de sol; a cobertura pode ser feita de telhas de barro ou de amianto. Os comedouros e bebedouros podem ser automáticos ou não, lembrando que a presença desses artigos automáticos não necessariamente encarece muito a construção e facilita a limpeza e higienização do local, que deve estar sempre muito limpo. Os comedouros e bebedouros devem ficar na parte coberta do viveireiro. Os ovos devem ser recolhidos o mais rapidamente possível, para que não ocorram perdas, já que muitas vezes a própria faisoa ou seus companheiros podem beliscá-los e comê-los. Eles podem ser guardados por no máximo 8 dias. A faisoa não choca os ovos em cativeiro, mas esse problema pode ser resolvido colocando os ovos da faisoa para que galinhas os choquem (elas tem boa aceitação em relação aos ovos da faisoa). Podem ser colocados de 4 a 10 ovos por galinha. Quem tiver incubadora artificial para ovos de faisoa, tbém funciona. Os ovos devem ser retirados da incubadora artificial e transferidos para o nascedouro 3 dias antes da eclosão, ou seja, no 21º dia. Existem incubadoras para 50 ovos, sem viragem automática e há também as incubadoras mais sofisticadas como as para 50000 ovos, com controle automático de temperatura e umidade, viragem automática e alarme para qualquer irregularidade. Seu calor pode ser gerado por eletricidade, gás ou querosene. Vale lembrar que, em lugares onde há muita falta de energia, a incubadora a gás é melhor, pois se faltar energia, não dá tempo dos ovos esfriarem |