Centenas de cubanos fazem fila para adquirir um celular em Cuba, nesta segunda-feira, 14/04. Conforme adiantado pelo WNews, pela primeira vez os cidadãos comuns do país poderão adquirir telefones móveis. Antes, somente estrangeiros e funcionários do governo podiam possuir celulares em Cuba. Esta restrição gerou um mercado paralelo em que nativos que tinham condições compravam seus celulares com contratos em nome de outras pessoas.
Desde março de 2008 o novo presidente de Cuba Raul Castro autorizou oficialmente a posse de telefones celulares por parte de cubanos. A telefonia móvel está sendo introduzida pela unidade de negócios móveis da ETECSA (Empresa de Telecomunicações de Cuba), a Cubacel, criada em 9 de janeiro de 2004 a partir da fusão das empresas Cubacel y C_COM.
Graças às restrições governamentais não é de se surpreender que Cuba tenha o pior índice de penetração de telefones móveis da América Latina, tendo registrado 152,7 mil telefones em 2006, segundo a Teleco. O equivalente a 1,35% da população local. Para se comparar o Brasil no mesmo ano possuía cerca de 100 milhões de telefones móveis, o mesmo que 55% da população.
Mas mesmo com a permissão o numero de telefones móveis em Cuba deve demorar a crescer. Já que o aparelho mais barato disponível no país custa o equivalente a nove meses de salários de um trabalhador local. Os aparelhos estão sendo vendidos no sistema pré-pago, em que as pessoas adquirem cartão com créditos que permite a realização de chamadas locais e internacionais.
De acordo com a ETECSA, nos próximos anos, deverá ter início um programa de desenvolvimento das telecomunicações que melhore, paulatinamente, os serviços de telefonia na ilha. Inicialmente, a prioridade do projeto será a expansão desse tipo de serviço para os municípios com a menor densidade telefônica do país e para assentamentos populacionais com mais de 300 habitantes que ainda não contam com telefonia. Em uma primeira etapa, serão instaladas soluções que permitam o uso coletivo desses serviços.
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