Há alguns anos que a mídia e os ministérios parceiros da saúde vem colocando a importância da dengue e seu combate, assim como suas graves conseqüências.
O Brasil passa por uma situação gravíssima e a tendência,infelizmente é piorar.
Todo cidadão tem o dever de adotar medidas que impressa que a epidemia se alastre, eliminando os focos do mosquito.
E é aí que entramos no assunto que nos diz respeito: os vasos de plantas, as bromélias e plantas afins.
O cidadãos dos grandes centros já vivem confinados em suas casas, por força da onda de violência e criminalidade que assola as cidades. O cultivo de plantas ornamentais, a decoração da casa com vasos de flores, enfim, um pouco da nossa exuberante flora leva vida e alegria para dentro das casas e condomínios. Não é justo que as pessoas tenham de se privar também deste prazer. É possível sim, manter o hábito de ter plantas em casa sem transformá-las em criadouros do Aedes aegypti. Atenção para estas dicas:
* Como o mosquito da dengue - Aedes aegypti - procria em água limpa e parada, coloque areia grossa nos pratinhos que ficam embaixo dos vasos. A medida é eficaz e não prejudica a planta em nada. Ao contrário, pois a água excedente da rega, que fica parada ali no pratinho, geralmente aumenta a umidade ao redor das raízes da planta, favorecendo o ataque de fungos e a proliferação de lesmas e caracóis.
* Não regue as plantas colocando a água nos pratinhos. Use um regador de bico longo e fino, de forma que a água atinja apenas a terra do vaso.
* Evite excesso de água nas regas, não encharque a terra ou deixe o vaso transbordar. O excesso de umidade não traz benefício algum à planta e pode favorecer algum foco do inseto.
* No caso de vasos com flores naturais cortadas, uma ótima medida é substituir a água por um pedaço de espuma floral (também conhecida como espuma de florista). Facilmente encontrada em lojas de produtos para floristas e também em floriculturas, a espuma floral deve ser submersa em água limpa até que fique bem saturada e, depois, colocada dentro do vaso. Aí é só encaixar as hastes das flores na espuma, montando o arranjo como se deseja. À medida que a espuma vai secando, deve-se ir acrescentando água, tomando o cuidado para colocar apenas a quantidade que será absorvida. O uso da espuma floral não oferece ambiente para a reprodução do mosquito e, ainda, aumenta consideravelmente o tempo de vida das flores.
* Pesquisa realizada pelo Grupo de Trabalho de Entomologia do PEA - Rio (Plano de Erradicação do Aedes aegypti mostrou que a rega de plantas com uma solução de água + hipoclorito de sódio a 2% (água sanitária comercial), na proporção de 1 ml de água sanitária (cerca de 40 gotas) para 500 ml de água é eficaz como larvicida. Esta pesquisa foi aplicada no período de 3 meses e não mostrou nenhum efeito nocivo para bromélias e plantas em geral. A mesma mistura pode ser usada para lavar os pratinhos dos vasos, esfregando-os bem com uma bucha, antes da colocação da areia grossa. Lembre-se: as fêmeas do mosquito costumam depositar seus ovos nas paredes dos recipientes.
DICAS SOBRE A BORRA DE CAFÉ:
A bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP (Campus de São José do Rio Preto) descobriu que a borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes aegypti.
500 microgramas de cafeína da borra de café por mililitro (ml) de água bloqueia o desenvolvimento da larva no segundo de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.
A receita:
A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres (sopa) de borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas. A explicação é que o mosquito pode se desenvolver até mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas, também na água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus, garrafas, latas, caixas d'água etc.).
"O detalhe é que a borra não precisa ser diluída em água para ser usada", destaca a bióloga.
Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas vai diluí-la. Assim, a borra de café funcionaria também como um adubo ecologicamente correto.
Além de eliminar as larvas, os testes de laboratório mostraram que a cafeína reduz o tempo de vida das fêmeas adultas. |