Plantio: Proveniente do viveiro a muda ideal deve ter 1m. de altura (da noz à folha mais nova aberta em posição normal), com 5 a 7 folhas vivas, coleto com 15-18cm. de circunferência, a planta livre de pragas e doenças. Entre a retirada da muda do viveiro e o plantio não deve permear muito tempo; a muda de raiz viva deve estar abrigada, sob sombra, nesse período.
Os espaçamentos, com traçado de triângulo equilátero , indicados são 9,0m. x 9,0m. (143 plantas para o gigante), 8,5m. x 8,5m. (160 plantas / ha para o híbrido) e 7,5m. x 7,5m. (204 plantas / ha para o anão). As covas podem ter dimensões de 0,8m. x 0,8m, x 0,8m. (ou 0,6m. x 0,6m. x 0,6m.) para coqueiro anão e 1,0m. x 1,0m. x 1,0m. para coqueiro gigante.
Do fundo para a superfície enche-se a cova com casca de coco (voltada para cima) com altura de 30cm., segue-se camada de 20cm. de mistura de terra de superfície e matéria orgânica (15l. de esterco curral ou 3Kg. de torta de mamona), 800 gramas de superfósfato simples e por fim terra de superfície.
No ato do plantio se a muda tiver raiz longa deve ser podada, centraliza-se a muda na cova, deixando-se a parte externa do coleto (início do caule) voltada para os ventos dominantes. O coleto deve ficar ao nível do solo e a terra ao redor da muda deve ser bem socada mantendo-o na posição vertical. Deve-se colocar terra sobre a noz somente para recobri-la sem que o coleto fique enterrado.Em seguida irriga-se a cova com 15 litros de água e cobre-se em volta da noz, com cobertura morta num raio de 80cm.
Obs.: Se a análise do solo recomendar calagem o calcário deve ser colocado no fundo da cova.
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Tratos culturais: Controle de ervas daninhas - Coroamento: é a eliminação de ervas em circulo de tamanho variável em torno do coqueiro. Em algumas áreas de plantio faz-se 4 coroamentos por ano; do 1º ao 4º ano do plantio efetua-se o coroamento com raio de 1m., a partir do 5º ano, com raio de 1,5m. ou de acordo com tamanho da projeção da copa. A operação é efetuada com enxada ou com aplicação de herbicidas ( mistura de paraquat e diuron ).
Roçagem: da vegetação nativa das entrelinhas do plantio.
Gradagem: se necessária uma vez por ano no final da estação chuvosa, em caracter superficial.
Limpeza da planta: folhas mais velhas, amareladas e secas devem ser eliminadas; as folhas são cortadas a 20-25cm. da base, após 3-4 meses o pé do pecíolo apodrecido é retirado. Evitar cortar folhas verdes ou arrancar pecíolo amarelado.
Uso da cobertura: protege o solo em torno da planta, mantém umidade do solo, evita crescimento de ervas daninhas, conserva o solo, fornece matéria orgânica ao solo.
Culturas intercaladas: O uso de culturas intercaladas pode ser feito nos primeiros anos de vida do coqueiro; deve-se optar por culturas de ciclo curto a serem plantadas no período chuvoso do ano e a 2m. da linha de plantio do coqueiro. Indica-se amendoim, feijões, milho, sorgo, entre outras.
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Adubação em cobertura: O potássio é o elemento de maior importância para o coqueiro bem como o enxofre e o magnésio.
As adubações em cobertura são: no mesmo ano do plantio no final da estação chuvosa efetua-se uma adubação com 200g. de uréia e 200g. de cloreto de potássio, por planta a lanço ao redor da planta, numa faixa de 30cm. a partir do pé incorporando-se levemente, em seguida,as adubações seguintes obedecem ao quadro I (no início da estação chuvosa e próximo do seu fim), a saber:
Quadro I - doses de adubo para o coqueiro (g/pé.) em diferentes fases.
| Anos |
Estação Chuvosa
Início Fim |
| |
UR SS KCl UR KCl |
| Plantio |
|
|
|
200 |
200 |
|
1º |
400 |
400 |
300 |
400 |
300 |
|
2º |
550 |
1.200 |
400 |
550 |
400 |
|
3º |
700 |
1.200 |
500 |
700 |
500 |
|
4º |
850 |
2.000 |
650 |
850 |
650 |
|
5º |
1.000 |
2.000 |
750 |
1.000 |
750 |
|
6º |
1.100 |
2.400 |
800 |
1.100 |
800 |
|
7º em diante |
1.250 |
3.200 |
900 |
1.250 |
900 |
Adubos (g/pé)
Ur = uréia
SS = super fosfato simples
KCl = cloreto de potássio
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Pragas: Baratas: (besouros, Coraliomela e Mecistomela). Na fase de pré - produção a barata danifica a folha central ainda fechada com redução do limbo foliar.Controla-se com pulverizações de paratiom 60 EM (10 ml/10 litros de água) ou endosulfan 35 EC (15 ml/10litros de água). Aplica-se 300ml. por planta.
Cochonilha: (Aspidiotus). - Vive sobre as folhas sugando a seiva. É controlada pela aplicação de dimetoato 40 CE (10 ml/100 litros de água), pulverizando-se a face inferior da folha.
Obs.: Ocasionalmente podem aparecer lagartas (Brassolis) consumindo folíolos. Controla-se pela aplicação de carbaryl 85 M (20g/10 litros de água).
Broca do olho: (Rhyncophorus). A partir do 3º ano de vida o coqueiro torna-se susceptível ao ataque desse besouro que penetra no olho (gema terminal) da planta. Como controle: eliminar pelo fogo plantas atacadas, instalar iscas atrativas (tratadas com solução de Lannate L 50 ml/100l. água) dentro do coqueiral, uso de feromonios para atrair o besouro para armadilha.
Broca do tronco: (Rhynostomus). Ao detectar planta atacada - serragem do tronco - retira-se casca nesse local, aumenta-se o orifício e injeta solução de malatiom 50 E (80 ml/10l. água) ou Paratiom 60 E (50 ml/100l. água)
Nematoide: (Bursaphelenchus). Plantas jovens e adultas podem ser atacadas por esse nematoide (trazido pela broca-do-tronco) que causa a doença anel vermelho.
Ácaro dos frutos: (Eriophyes). Minúsculo, encontrado atacando os frutos, causa rachaduras e impede o desenvolvimento normal do fruto. Controlar pulverizando os frutos como ometoato 1.000 (15 ml/10 litros de água).
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Doenças: Podridão-do.olho ( Phytophthora sp): Doença mortal, ataca mudas e coqueiros com 2-3 anos de idade no campo. Flechas tornam-se cloróticas e secas; folhas amarelecem e secam de cima para baixo. Controle: pulverizações preventivas com fungicidas cúpricos.
Queima das folhas: Em folhas inferiores de plantas jovens e adultas há ressecamento dos folíolos das extremidades das folhas e morte das folhas. Há queda de frutos em desenvolvimento. Controla-se com retirada e queima de folhas doentes e pulverização de plantas atacadas com fungicidas cúpricos.
Anel vermelho: doença mortal, causada pelo nematoide Bursaphelenchus cocophilus. Aparece uma saia de folhas secas em volta do tronco do coqueiro, folhas altas amareladas e queda de cocos. Aparece anel marrom avermelhado no interior do caule. Controla-se eliminando planta doente (queima) e diminuição da população da broca-do.tronco.
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Colheita/Rendimento/Beneficiamento: Colhe-se coco para fornecimento da água-de-coco (coco imaturo), para uso doméstico ou industrial (coco maduro seco) e para multiplicação (semente, coco tendendo a secar). A colheita é feita a cada 60 ou 75 ou 90 dias (segundo costumes da região ou da propriedade). Para água de coco colhe-se entre o 6º e 8º mês de vida do fruto, para copra ou semente colhe-se o fruto em plena maturação e não antes do 11º mês de vida.Colhe-se cocos caídos (maduros) ou apanha-se cocos verdes e maduros subindo no coqueiro (através de "peia"). Na colheita aproveita-se para efetuar limpeza da copa (eliminação de restos florais secos, folhas secas).
O coqueiro anão começa a produzir no 2º ano pós plantio e o coqueiro gigante no 4º-5º ano de vida.Em média são colhidos 12 cachos/ano/planta do coqueiro gigante e 14 cachos/planta/ano do coqueiro anão. Aos 10 anos de vida um coqueiro gigante pode produzir 80 frutos/ano e o coqueiro anão 120 frutos/ano. Satisfeitas as necessidades climáticas e com bom manejo (adubações e tratos fitossanitarios) as variedades de coqueiros podem duplicar a produção acima. Um tirador de coco (gigante) é capaz de colher 60 plantas/dia.
O beneficiamento primário do coco seco é o descascamento manual; um barra de ferro firmemente encravada no solo tendo uma lamina cortante na extremidade superior ajuda um operário a descascar (bate o coco na lamina para tirar a fibra; deixa-se proteção perto dos "olhos"). Um homem descasca 1.500 frutos num dia. |