Uma das coisas mais interessantes das filmadoras de DV é que você pode
compartilhar o seu trabalho de diversas maneiras. Há cinco anos, a maioria dos
vídeos de férias eram imediatamente jogados dentro do armário, para nunca mais
saírem de lá, ou talvez assistidos somente tarde da noite ou em encontros
familiares.
Atualmente, você pode mostrar aos seus amigos clips em MPEG-1 do seu computador,
enviar uma cópia em VHS aos seus pais e criar um site na web com imagens
congeladas e vídeo com fluxo de dados para compartilhar com o mundo todo. As
novas oportunidades de expressão criativa são simplesmente inigualáveis, e não
precisa ser rico ou um gênio criativo ou tecnológico para aproveitar delas.
Basta um pouco de tempo e a vontade de preservar e compartilhar as suas
experiências.
Mesmo após a revolução dos computadores e da Internet, o simples videocassete
continua sendo o aparelho de reprodução de vídeo mais usado no planeta, portanto
a maioria de cinematógrafos de DV se preocupam em preparar fitas de VHS de alta
qualidade para os seus amigos, familiares ou para uso comercial. Felizmente,
essa é uma das operações mais fáceis que se pode fazer com uma filmadora de DV.
Após terminar de editar o vídeo, você passa o vídeo pronto de volta para a
filmadora de DV usando as técnicas descritas na Arte de Edição. Depois de
colocá-lo na filmadora, você conecta a filmadora de DV no videocassete com os
cabos fornecidos com a filmadora.
A maioria das filmadoras de DV tem duas saídas, uma de S-VHS para vídeo (um
plugue redondo com quatro conectores e um guia) e outro conector único do tipo
RCA com vídeo acoplado (o plugue amarelo) e a saída de áudio em estéreo (plugues
vermelho e branco). (observação ao editor -- aqui uma foto ficaria boa). Da
mesma forma, a maioria dos videocassetes tem plugues de conexão de entrada e
saída com as mesmas cores, portanto se você colocar o plugue de entrada de uma
cor com a mesma cor de saída, fará as conexões corretas.
Você terá resultados bastante aprimorados com os videocassetes de S-VHS com
entrada de S-Video, mesmo quando estiver gravando em modo VHS, porque o sinal em
S-Video apresenta muito mais detalhe, melhor qualidade e menos ruídos do que um
sinal acoplado. A menos que você tenha um videocassete de S-VHS, o único
conector de entrada de vídeo no seu videocassete será a única porta acoplada,
geralmente amarela.
Ao copiar o vídeo, é essencial ter a TV acoplada ao videocassete com ele
selecionado como entrada. A seguir, passe a filmadora para o modo VTR e comece a
passar o vídeo, e o áudio e o vídeo devem estar passando no televisor. Se não
estiverem, tente os seguintes procedimentos diagnósticos:
Se a filmadora tem um seletor de entrada/saída para as portas, ele tem que estar
configurado para saída.
Se o videocassete aceita fontes de entrada múltipas, deve estar configurado para
a entrada correta.
Se o televisor aceita a entrada de fontes múltiplas, deve estar configurado para
o videocassete que você está usando para fazer a gravação.
Certifique-se que os plugues estão indo para os conectores corretos, as cores
devem combinar entre si e você deve estar nas portas de entrada do videocassete.
Se nada der certo, aperte bem os plugues em suas conexões.
Se o vídeo não passa através do videocassete, às vezes resolve fazer a conexão
diretamente ao televisor, só para ter a certeza que os cabos estão funcionando.
Lembre-se de configurar a entrada da TV às fontes de entrada externa.
Depois que o vídeo começar a passar na TV através do videocassete, basta apertar
gravar no videocassete por alguns segundos antes de apertar play na
filmadora de DV. O que se vê e ouve no televisor será gravado na fita. Se
estiver fazendo várias cópias, obterá melhores resultados se copiar diretamente
da filmadora todas as vezes, em vez de copiar a fita gravada em VHS.
Após fazer a gravação, passe a fita novamente do videocassete. Se a qualidade do
vídeo gravado ficar um pouco mais baixa do que foi visto no televisor, é
provável que você não tenha um videocassete de S-VHS, que oferece resultados
claramente melhores com a entrada de S-VHS.
Quando você estiver gravando em um videocassete VHS, a qualidade do vídeo
realmente diminui para o formato de menor qualidade. Se quiser compartilhar os
seus vídeos em VHS, pense em investir uns US$ 400 em um novo videocassete de
S-VHS que exibirá a qualidade de sua filmadora de DV.
O MPEG-1 é um formato de vídeo digital que rapidamente se tornou o principal
formato de distribuição de vídeo em CD-ROM, pois a capacidade de reprodução
encontra-se amplamente disponível, com unidades padrão em todos os novos
computadores Windows e Mac, e também com unidades para Unix. Por esse mesmo
motivo, o MPEG-1 é bastante conhecido e utilizado para a distribuição de clips
de vídeos curtos pela Internet, mas a taxa de dados relativamente alta do
formato não facilita o fluxo de dados -- é um formato unicamente para fazer o
download e assistir
Com uma resolução de 320x240 pixels e codificado com 30 quadros por segundo, o
MPEG-1 foi projetado para oferecer qualidade de VHS a 150 KB/segundos,
permitindo que os produtores coloquem até 72 minutos de vídeo em um único
CD-ROM. A maioria dos vídeos com MPEG-1 apresentam problemas raros como
bloqueamento e falsos mosquitos que parecem voar ao redor do texto e das bordas
com alto contraste como cabeças e ombros humanos, que desaparecem quando se
aumenta as taxas de compressão para cerca de 250 KB/segundo.
Cria-se o MPEG-1 de duas maneiras básicas, em software ou em hardware. Se
estiver usando o Uleads VideoStudio ou o MGIs VideoWave, você está com sorte,
pois os dois produtos contam com a capacidade de produção de arquivos em MPEG-1.
Além disso, codificadores distintos de software como o codificador Ligos LSX
MPEG, o Xings MPEG Encoder e o Vitecs MPEG Toolbox-1, têm preços baixos e
criam arquivos de MPEG-1 de alta qualidade em uma gama de resoluções e taxas de
dados, apesar do tempo de codificação talvez seja demorado nos computadores
menos velozes.
Se você não tiver capacidade de FireWire, talvez queira pensar em adquirir o
Adaptecs VideOh! ou o Dazzle Multimedias Dazzle, dois produtos que se acomplam
à porta paralela e codificam MPEG-1 em tempo real. Esses dois produtos são de
tecnologia de segunda ou terceira geração, com muitos recursos e saída de alta
qualidade, e também têm a capacidade de tirar fotos de imagens congeladas do
fluxo de vídeo, que explicaremos com mais detalhe abaixo.
Se você quer compartilhar seus vídeos digitalmente e ainda ter capacidade de
gravação de CD-R, o MPEG-1 é uma ótima alternativa, pois pode ser assistido em
computadores com processadores como o Pentium 133. Entretanto, se você precisa
de qualidade de vídeo aprimorada e tem como meta usar o seu vídeo em
computadores mais poderosos, como o Pentium II 400 ou superiores, vale a pena
pensar em usar o MPEG-2.
Como o nome sugere, o MPEG-2 é o irmão mais velho do MPEG-1, com uma resolução
de 720x480 e 60 campos pos segundo, igualzinho ao televisor. Na verdade, o MPEG-2
é a televisão nos Estados Unidos, pois é o formato usado para a TV Digital, que
está sendo transmitida nos E.U.A. nesse momento. Também é um formato de
compressão de vídeo usado com vídeos DVD.
Codificado com um valor-alvo de 1 MB/segundo ou acima, o MPEG-2 tem qualidade de
transmissão, o primeiro vídeo digital sem desculpas que já vimos. Apesar dos
custos de codificação antigamente custarem centenas de milhares de dólares,
entretanto, a maioria das fábricas que produzem o software de codificação para
MPEG-1 atualizaram seus produtos para codificarem também o MPEG-2, apesar do
preço ser um pouco mais alto.
Como falamos na parte de edição com o FireWire, 1999 trouxe uma nova categoria
de codificadores de hardware de DV/MPEG-2 numa faixa de preço inferior a US$
500. Quando esses produtos forem lançados no mercado, o público terá muitas
informações e conhecimento sobre o MPEG-2.
Pense em duas coisas antes de escolher o MPEG-2 como o seu formato de
distribuição digital. Primeiro, você pode contar com praticamente todos os
computadores com capacidade de reprodução de vídeo em MPEG-1, o inverso é
verdade para o MPEG-2, já que os computadores necessitam de harware especial de
reprodução para ele, ou uma unidade de reprodução de software que necessita de
um computador Pentium II 400 ou superior para passar o MPEG-2 em tempo real.
Segundo, com 1 MB/segundo, você só terá mais ou menos 11 minutos de vídeo em
CD-R, o que pode não ser o suficiente para a sua aplicação. Como veremos, apesar
da disponibilidade do DVD-R, ainda é bastante caro, e os formatos alternativos
como DVD+RW e DVD-RAM não podem ser reproduzidos em unidades padrão de DVD ou em
CD-ROM players.
Presumindo que você tenha tempo, energia e dinheiro, você pode converter o vídeo
de DV em um vídeo de DVD que poderá ser visto não só em computadores equipados
com uma unidade de hardware e software de DVD-ROM, mas também em unidades DVD
Video players de uso doméstico. Além da capacidade de codificação do MPEG-2,
entretanto, você precisará de vários outros componentes.
Codificação Sonic Foundry Soft O primeiro em um codificador de áudio AC-3 para
converter o seu áudio para o formato Dolby Digital necessário para DVD. Uma
alternativa com preço relativamento módico é o Sonic Foundrys Dolby Digital
Soft Encode, que custa US$ 500 e é bastante simples para usar.
Em seguida, você precisará de um pacote de autoria em DVD, tal como o Sonic
Solutions DVDit!, que custa US$ 499 e oferece uma ampla gama de recursos em DVD,
exceto recursos pouco usados como acompanhamento (track) de vídeo com ângulos
múltiplos e Karaokê. Ao ver que o sistema de autoria em DVD mais barato antes do
lançamento do DVDit! custa US$ 10.000, você aprenderá a gostar o impacto que o
produto teve a partir do final de 1999.
A menos que você esteja criando projetos para aplicações corporativas, é pouco
provável que você queira pagar o preço de um DVD-R ou DVD-RW, que ainda custam
cerca de US$ 5.000 em meados de 1999. Entretanto, além da saída de DVD-R, o
DVDit! também pode sair para um CD-R, o que facilita muito na criação de
apresentações interessantes, apesar da alta largura de banda do MPEG-2 o limita
a dez e vinte minutos de vídeo em um único CD-R.
Obviamente, uma unidade de Vídeo DV é um ótimo início para estações de DVD
corporativas que custam US$ 50.000,00. Totalmente fora do alcance da maioria das
pessoas devido ao seu alto preço há poucos meses, é interessante notar que o
formato DVD está se tornando mais acessível até mesmo para os consumidores mais
econômicos.
Obviamente, o formato mais acessível pela Internet ainda é o de imagens
congeladas, e as filmadoras de DV -- especialmente as que contam com o recurso
de captura com varredura progressiva -- são fontes excelentes de imagens
congeladas para a implementação na web. Enquanto a câmera digital mais rápida de
imagens congeladas consegue tirar uma ou duas fotos por segundo, o vídeo DV
consegue obter 30 quadros por segundo, sempre tirando a foto certa no momento
certo.
Claro que como com tudo o que diz respeito à vídeos, obter imagens congeladas
para um site na web ou para email não é tão fácil quando parece, especialmente
se a sua filmadora não oferece o recurso de captura com varredura progressiva. O
maior problema é tratar do formato entrelaçado usado pela maioria das filmadoras
de DV, que dividem cada quadro em dois campos, um que mostra as linhas ímpares e
outro, as pares.
Esta técnica atualiza a tela do televisor 60 vezes por segundo, o que dá uma
imagem mais plana do que 30 quadros distintos passando em tempo real.
Entretanto, isso também significa que cada quadro consiste de dois campos
filmados com uma separação de 1/60 de segundo. Quando o dispositivo de captura
transforma os dois campos em um quadro, a diferença entre os dois campos pode
causar um efeito de zigue-zague ou entrelaçamentos, especialmente em linhas
diagonas.
Para criar imagens congeladas de alta qualidade em sua filmadora de DVD, em
alguma parte do processo será necessário desembaraçar o entrelaço do vídeo,
para retirar essas interrupções. Como veremos, dispositivos diferentes fazem o
desembaraço de formas diferentes, com resultados diferentes na qualidade.
Outro problema diz respeito à diferença na taxa entre os dispositivos de vídeo e
computadores. Resumindo, o vídeo em NTSC usa uma taxa de aspecto de 4,5:3, o que
faz com que uma imagem com resolução de 720x480 seja exibida normalmente em
televisores normais. Em contrapartida, os computadores utilizam uma taxa de 4:3,
o que faz com que a mesma imagem tenha uma aparência normal com resolução
640x480.
Um problema muito complicado, com uma solução bastante simples - ao capturar os
quadros para a exibição no computador, utilize uma taxa de aspecto de 4:3 como
640x480 ou 320x240, ou ajuste a imagem capturada para a taxa de aspecto de 4:3
no editor de imagens. Não corte uma seção com a taxa de aspecto de 4:3 -- a
imagem ainda será exibida alongada. Em vez disso, ajuste toda a resolução para
4:3.
Ainda pensando nisso, vamos ver o universo de dispositivos de captura de imagens
congeladas.
A maioria das placas FireWire conseguem capturar imagens congeladas assim como
vídeo, e algumas delas proporcionam um recurso básico de desenlace, e até mesmo
a captura de pixel quadrado. Quando estiver capturando um quadro fixo, use o
controle remoto da filmadora para passar o vídeo, já que a maioria dos controles
remotos oferecem avanço quadro por quadro, enquanto os controles da filmadora
permitem só tocar, voltar, avançar e pausar.
Após a captura, examine o quadro fixo, procurando encontrar interferências de
entrelaçamento. Se estiverem aparentes, veja com o editor de vídeo se ele
oferece um recurso de desenlace. Apesar de caro, o Adobes PhotoShop é excelente
para retirar enlaces de suas fotos, sendo uma ferramenta indispensável para
todos os profissionais de imagens congeladas.
Play Inc. Snappy
Provavelmente a captura de imagem congelada mais conhecida para uma filmadora
camcorder é o Snappy, da Play Inc. Apesar de ser extremamente fácil de usar, o
Snappy está ficando meio antiquado, e aceita somente vídeos compostos em vez de
entrada de S-Video de qualidade mais alta. Também funciona com baterias, em vez
das unidades mais novas que são alimentadas pelo conector do teclado. Com isso,
se o seu único objetivo é fazer a captura de imagens congeladas, o Snappy é a
melhor escolha.
Por uns duzentos dólares a mais, você pode adquirir o Adaptecs VideOh!, ou o
Dazzle Multimedias Dazzle, os codificadores de MPEG-1 descritos anteriormente.
Os dois produtos oferecem recursos de captura de imagens congeladas, apesar de
sua capacidade de desenlaçar ser menos sofisticada do que a do Snappy. Você
também pode usar o Adobe PhotoShop para retirar as interferências.
Ulead PhotoImpact 5
O problema final, claro, é encolher a imagem para enviar o email ou colocar numa
página de web. Aqui, a regra é simples - use JPEG, não GIF. GIF joga fora as
informações sobre cores e é melhor para imagens de 8 bits geradas por
computadores, tais como botões, textos e desenhos. JPEG foi criada para
fotografias reais de 24 bits, e é o método recomendado para tirar fotos geradas
por vídeo.
A maioria dos editores de imagem oferece conversões para GIF e JPEG. Uma
ferramenta bastante funcional para esse tipo de operação é o Uleads PhotoImpact,
que tem uma excelente interface para comparar as imagens antes e após o seu
processamento, e a sua capacidade de codificação comprimida
Entretanto, observe que esses formatos ópticos de disco funcionam melhor para
arquivos de vídeo codificados nos formatos MPEG-1 e MPEG-2, em comparação com
armazenar a gravação original em DV ou sua versão editada. Isso é porque com uma
largura de banda de 3,6 MB/segundo, o vídeo de DV ocupa cerca de 216 MB/minuto,
ou apenas 3 minutos em um CD-R de 650 MB e 24 minutos em um DVD RAM duplo de 5,2
GB.
Em vez disso, o mecanismo mais eficiente para armazenar Vídeo em DV sempre será
em cartuchos de DV (para filmadoras de DV) ou fitas de Hi-8 para Video-8. Por
exemplo, um único cartucho de DV em modo LP consegue armazenar 90 minutos de
vídeo, um colossal 19,44 GB de dados, o que necessitaria de 29 CD-Rs ou quase 4
discos de DVD-RAM. Com o custo das fitas de DV a cerca de US$ 25, que continuam
a dimininuir à medida em que o seu fornecimento se torna mais abundante, o DV é
mais barato e rápido do que CD-R ou DVD-RAM.
Após codificado para um formato com base em MPEG, entretanto, os formatos
baseados em disco se tornam muito mais acessíveis. Por exemplo, um único CD-R
tem a capacidade de armazenar cerca de 72 minutos de vídeo em MPEG-1 codificado
aos 150 kbps padrões, enquanto um DVD-RAM pode armazenar até 77 minutos de vídeo
em MPEG-2 codificado para cerca de 9 mbps, que geralmente é utilizado para
projetos de DVD.
Ao armazenar vídeos em MPEG-1 em CD-Rs, há duas opções básicas. A mais simples
opção é armazenar os arquivos originais em MPEG-1 que podem ser acessados com um
simples clicar nos arquivos em Windows Explorer, para que o Windows traga
automaticamente o seu Media Player para exibir os arquivos de vídeo.
Adaptec Easy CD Creator 4
Além disso, você também pode criar um Vídeo CD usando
os módulos fornecidos em pacotes de criação de CD-R, como Adaptecs Easy CD
Creator. Esses módulos de autoria de CDs permitem que você acrescente menus
simples e controles interativos aos seus vídeos, o que então podem ser exibidos
na maioria dos computadores com unidades de CD-ROM e em unidades individuais de
Video CD Players, que se conectam diretamente aos televisores.
Um fato interessante é que Vídeo CD se tornou muito popular na China e em outros
países no Oriente Médio, mas nunca se tornou muito popular nos Estados Unidos.
Isso se deve às unidades de Video CD Players individuais atenderem duas funções
básicas: a reprodução de CD de áudio e a exibição de filmes.
Nos Estados Unidos, onde praticamente todas as residências têm unidades de CD
players para áudio e vídeo-cassetes, o Vídeo CD oferece muito pouca utilidade.
Entretanto, no Oriente Médio, onde a maioria das casas não possui nenhum dos
aparelhos, as unidades de Vídeo CD Players desempenham os dois papéis de forma
bastante econômica, e o seu uso ainda é bastante popular.
O Vídeo CD é um formato bem preciso com requisitos rígidos de resolução e taxas
de bits para arquivos codificados em MPEG-1. Se você deseja criar Vídeo CDs,
familiarize-se com esses requisitos antes de começar o trabalho de criação.
Em termos de operação, os DVD Video players de DVD para uso doméstico se
assemelham aos Video CD players, apesar do número de recursos do DVD ser muito
maior, com opções como múltiplos ângulos de visualização e controle dos pais.
Além disso, o vídeo MPEG-2 utilizado nos títulos de DVD oferece uma qualidade
muito melhor do que o MPEG-1 utilizado em Video CD ou fitas de VHS, e é por isso
que o DVD deve ser bem-sucedido no mercado norte-americano, onde o Video CD não
vingou.
Como falamos anteriormente, na sessão sobre Outra Saída, para criar títulos de
DVD, você necessitará de um programa especial de autoria de vídeos como o Sonic
Solutions DVDIt!, assim como ferramentas de codificação em MPEG-2 e AC-3.
Entretanto, se quiser que o filme em DVD seja passado em DVD Video players ou
até mesmo em DVD-ROMs, também necessitará de um gravador de DVD-R ou de DVD-RW,
pois os discos de DVD-RAM não tocam nos DVD Players de uso doméstico.
Observe que o DVDIt! tem a capacidade de saída a um título devidamente formatado
de DVD para DVD-RAM, que você pode reproduzir em outros computadores equipados
com DVD-RAM. Essa solução pode ser útil para o uso em empresas, pois usuários
interessados em títulos de DVD de sua própria criação que possam ser
reproduzidos em DVD players domésticos terão que pagar US$ 5.000 para um deck de
DVD-R ou de DVD-RW, ou esperar até os preços caírem (atualmente já estão na
faixa de US$ 300,00 nos EUA).
Como alternativa, se a reprodução em DVD Video players não é muito importante,
basta você usar o DVD-RAM como um dispositivo de armazenagem para arquivar seus
vídeos. Você só conseguirá reproduzir os vídeos em computadores equipados com
DVD-RAM, mas o simples custo-benefício do DVD-RAM torna-o um formato inigualável
para armazenar grandes arquivos de vídeo.
Fonte: TDK
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