Estudo recém-concluído pela Eletros - Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos - mostra que as vendas de bens eletroeletrônicos de consumo das linhas branca, de imagem e som e eletroportáteis situaram-se, no ano passado, 10,79% abaixo da média histórica do setor, considerando-se o período entre 1994 e 2002.
Este resultado confirma o impacto que a retração econômica vem tendo sobre a indústria eletroeletrônica, destaca Paulo Saab, presidente da Eletros, ao acrescentar que o dado é ainda mais relevante quando se considera que o setor vem registrando quedas consecutivas de vendas. Desde o fim do boom do Plano Real, ou seja, de 1997 até 2003, as vendas de eletroeletrônicos de consumo acumularam uma queda 28,82%.
O mercado de eletroeletrônicos vem caindo gradativamente de patamar, caminhando em sentido contrário ao que se espera em um País do tamanho do Brasil, observa Saab. As vendas de eletroportáteis, por exemplo, situavam-se até o ano 2000 em 13,5 milhões de unidades. Com o racionamento de energia, em 2001, e, posteriormente, com as tensões eleitorais, o patamar de vendas caiu, em 2002, para 11,5 milhões de unidades, baixando, em 2003, para 10,6 milhões.
No segmento de portáteis, constata o estudo da Eletros, a queda de renda é o fator que mais influencia as vendas. De 1968 até 1990, a renda média do brasileiro, em dólar, cresceu à taxa de 3,33% ao ano, e as vendas de portáteis no período aumentaram à taxa de 9,13%. De 1991 até 2002, a renda média do brasileiro elevou-se à média de 1,02% ao ano, e as de portáteis, 3,38%. Este é um segmento mais suscetível à variação de renda da população, pois a aquisição destes bens pode ser postergada em situações de perda do poder aquisitivo, analisa Saab.
IMAGEM E SOM
As vendas de produtos de imagem e som foram as que puxaram o desempenho do setor em 2003, mas ainda assim a recuperação só ocorreu a partir de setembro. Até esse período, permaneceram abaixo da média histórica.
O estudo da Eletros mostra que, nos produtos de imagem e som, as taxas de crescimento nos últimos três anos foram impulsionadas pelo excelente desempenho das vendas de DVD. Em 2001, o mercado absorveu cerca de 600 mil unidades deste produto, saltando para 1,077 milhão de unidades em 2002 e para 1,683 milhão de unidades no ano seguinte, apontando um vigoroso crescimento.
Os DVDs têm sido um fator de impulso inclusive das vendas de televisores, afirma Saab, ao lembrar que parte dos consumidores aproveita a compra para adquirir uma TV nova e compatível com o novo equipamento.
Outro produto que vendeu acima da média dos produtos da linha de imagem e som, em 2003, foram os rádio-gravadores. A despeito da retração geral do mercado, esta linha vendeu 16% mais do que a média dos últimos 10 anos.
No caso dos produtos de imagem e som, o poder aquisitivo dos consumidores justifica 50% das vendas, enquanto as variações do preço contribuem com 7% da decisão de compra. Sob esse aspecto, o estudo da Eletros mostra que, nos últimos seis anos, os preços dos bens de consumo da linha marrom tiveram estabilidade, o que contribuiu para a demanda.
No segmento de linha branca, cujos produtos têm alto valor unitário e dependem mais de financiamento, as vendas foram mais afetadas pela perda do poder aquisitivo e pelas elevadas taxas de juros. O presidente da Eletros lembra que, no período após o Plano Real, os juros passaram a representar um componente importante da demanda, o que não ocorria anteriormente, porque as elevadas taxas de inflação inibiam a sensibilidade do consumidor brasileiro às oscilações dos juros. Além disso, o poder aquisitivo influencia em 60% a decisão de compra desta linha.
No ano passado, os produtos considerados carros-chefes da linha branca - refrigeradores e fogões - que representam 37% e 42% do volume das vendas, ficaram abaixo da média histórica em 9% e 16% respectivamente. Somente as vendas de lavadoras automáticas cresceram 18% - acima da média dos últimos nove anos -, representando 14% do volume total do segmento.
A comparação com a média histórica, tanto na linha branca, quanto de imagem e som e portáteis, comprova que o setor, ao invés de crescer, vem encolhendo nos últimos anos, destaca Saab.
A recuperação iniciada a partir de setembro trouxe um alívio aos fabricantes de eletroeletrônicos, mas mesmo assim a média de vendas registrada até janeiro de 2004 ainda está abaixo da média histórica. Além disso, esse reaquecimento foi puxado pelo sucesso de vendas do DVD e também por conta da reposição de estoques, no varejo, de refrigeradores e fogões da linha branca.
Diante disso, e com base nos dados de longo prazo, o presidente da Eletros observa que não é possível apontar o atual crescimento das vendas como uma forte recuperação das vendas de bens duráveis. Os dados apontam uma explosão de vendas de DVD?s e um comportamento abaixo do normal para os outros segmentos, lembra ele.
Para que o setor volte a crescer, de forma mais sustentada, será preciso uma política que fomente o crescimento da renda do consumidor, simultaneamente à inclusão de novos consumidores no mercado, o que passa por um vigoroso processo de redistribuição de renda e pela necessidade do governo dar prioridade para o setor produtivo, completa Saab.
Fonte: Eletros
|
É com enorme orgulho e satisfação que criamos este guia para seu conhecimento e satisfação.
Prezado leitor! Para que entendamos que foi útil este guia, pedimos com muito prazer e gentileza que antes de sair desta página, que vá até o final e responda a pergunta:

O seu voto nos motivará a descrever mais conhecimento a você e com isto menos erros em vossas compras. |
| Acredito ter lhe ajudado, com estas informações.
Por favor e gentileza, não deixe de nos agradecer com seu voto.
Um grande abraço.
|
|