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Digitalização de vídeo
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Atualizado em 01/04/2009

Digitalização de vídeo

Digitalização de vídeo

Em um futuro próximo não encontraremos mais a separação entre

computadores e aparelhos de TV da forma como os vemos hoje. Aparelhos

híbridos irão misturar as funções de ambos. Com esses aparelhos poderemos

processar dados, acessar a Internet, jogar, utilizar programas, gravar e

reproduzir vídeo, assistir TV, gravar e ouvir som de alta fidelidade, etc. As

tecnologias necessárias à produção desses equipamentos híbridos já existem.

Apenas temos que esperar para que os preços dos equipamentos fiquem

mais acessíveis, e também que tornem-se mais fáceis de usar.

Neste capítulo veremos como fazer a integração de um PC com qualquer

tipo de aparelho de vídeo, tais como câmeras, VCRs (Video Cassete

Recorders) e aparelhos de TV. Veremos como utilizar os seguintes recursos:

Assistir TV em um PC

Assistir um filme reproduzido em um VCR, usando a tela de um PC

Exibir na tela de um PC imagens provenientes de uma câmera

Armazenar em disco imagens provenientes de uma emissora de TV,

VCR ou câmera

Exibir na tela do PC, imagens de vídeos digitalizados

Exibir em uma TV, imagens geradas pela tela de um PC

Gravar em fita de vídeo, imagens geradas pela tela de um PC

Essas operações são realizadas através de placas de vídeo apropriadas. Para

não causar confusão, usaremos neste capítulo, duas nomenclaturas

explicadas a seguir: placas gráficas e placas de vídeo.

Placas gráficas

São aquelas usadas para gerar imagens na tela do computador, podendo ser

2D ou 3D. As imagens geradas são telas de texto ou gráficos no modo MSDOS

e telas gráficas no ambiente Windows, envolvendo janelas, ícones e

demais elementos gráficos. Também podem ser chamadas de placas VGA e

SVGA.

Placas de vídeo

São placas capazes de capturar ou exibir imagens provenientes de outras

fontes de vídeo, como emissoras de TV, VCR, câmeras, etc. Alguns modelos

executam apenas essas funções, sendo necessário operar em conjunto com

uma placa gráfica. Muitos modelos atuais possuem as funções de vídeo e

gráficos embutidos em uma única placa.

É claro que a maioria das pessoas ainda chama as placas VGA e SVGA de

placas de vídeo, o que não é errado. Afinal, desde os anos 70 são usados

termos como placa de vídeo, monitor de vídeo, terminal de vídeo, etc.

Apenas para não causar confusão chamaremos as placas VGA e SVGA de

placas gráficas, e as placas que gravam, reproduzem, captam ou manipulam

imagens provenientes de câmeras, emissoras de TV, VCRs e vídeo CDs

serão aqui chamadas de placas de vídeo.

Os vários tipos de imagem

Nosso objetivo é ver imagens em uma tela, captá-las a partir de um aparelho

que gere sinais de vídeo, ou transmiti-las para um aparelho que recebe sinais

de vídeo. Como existem vários tipos de dispositivos para manipular imagem,

sua transmissão pode ser feita de várias formas diferentes:

Super VGA

É o padrão eletrônico para transmissão de imagens geradas em uma placa

gráfica. Utiliza um conjunto de 5 sinais eletrônicos: Vermelho, Verde, Azul,

Sincronismo horizontal e Sincronismo vertical. Esses sinais estão presentes no

conector DB-15 existente na parte traseira da placa. A figura 1 mostra a

pinagem de um conector padrão VGA/SVGA.

Conector DB-15 usado em placas gráficas e de vídeo.

S-Video

É o padrão usado por Vídeo CD Players. Neste tipo de sinal são enviadas

três informações através de canais independentes: Luminância, crominância

e sincronismo. A luminância indica o quanto cada elemento da imagem é

claro ou escuro. A crominância indica a cor, e o sincronismo controla o

posicionamento do feixe eletrônico na tela. Muitas placas de captura de

vídeo, mesmo sendo modelos mais simples, possuem conectores S-Vídeo

(figura 2).

Figura 32.2

Conector para S-Video.

Vídeo composto

Usando um par de fios transmite-se um único sinal eletrônico que traz as

informações de luminância, crominância e sincronismo. Através de circuitos

especiais os sinais de luminância e crominância são separados do

sincronismo. Existem diversas formas de transmitir vídeo composto. A mais

usada é o sistema NTSC (National Television System Commitee). Sistemas

de TV americanos utilizam este padrão. Outro sistema muito usado é o PAL

(Phase Alternation Line). Infelizmente existem diversas variações do sistema

PAL. No Brasil é usado o PAL-M, mas existem PAL-G e diversos outros. São

poucas as placas de vídeo que operem em PAL-M. A maioria opera com

NTSC. Existe ainda o sistema SECAM, usado na França. Para ter vídeo no

seu PC, você deve se preparar para adotar o NTSC.

Sinais de vídeo composto são transmitidos através de cabos coaxiais, e as

ligações são feitas através de conectores tipo RCA (figura 3).

Figura 32.3

Conectores RCA, macho (no cabo) e fêmea (na

placa).

Super VHS

Trata-se de uma evolução do sistema VHS que oferece imagens melhores,

para uso profissional. Produtoras de vídeo fazem em geral as filmagens

usando câmeras SVHS, e fazem a edição usando equipamentos SVHS,

mesmo que o resultado final seja entregue ao cliente para uso em VCRs

comuns, tipo VHS. Placas de captura de vídeo para uso profissional

permitem conectar equipamentos SVHS.

RF

Esta sigla significa Radio Freqüência. Trata-se de um tipo de sinal elétrico

originário do Vídeo composto, mas modulado em alta freqüência, com o

objetivo de ser transmitido através de uma antena. Quando este sinal chega a

uma antena transmissora, gera ondas eletromagnéticas que se propagam no

ar e podem ser captadas por antenas receptoras. Quando uma antena capta

essas ondas, gera sinais elétricos semelhantes aos que foram usados no

transmissor, mas esses sinais são muito mais fracos que o original, e ainda

chegam ao receptor misturados com sinais de diversas outras emissoras.

Através de um processo chamado sintonização é possível separar o sinal

desejado, e através da amplificação é aumentado o seu nível. Finalmente é

usada a demodulação para que o sinal de RF seja novamente transformado

em vídeo composto.

Conector para RF.

Observe que os sinais de RF nada mais são que uma forma diferente de

conduzir sinais de vídeo composto. A diferença é que os sinais de RF podem

se propagar no ar com o auxílio de antenas transmissoras e receptoras,

enquanto o sinal de vídeo composto não pode ser transmitido de um circuito

para outro (ou de um equipamento para outro) sem o uso de um cabo

apropriado. Também no caso dos sinais de RF temos que nos preocupar

com o sistema de vídeo adotado: NTSC, PAL e SECAM.

Equipamentos de vídeo

Para que o PC possa captar, transmitir ou exibir imagens, é necessário o uso

de equipamentos adequados. Existem várias placas que permitem que o PC

seja ligado a todos esses equipamentos. Antes de estudar essas placas,

vejamos quais são esses equipamentos.

Antena receptora

Pode ser um simples pedaço de fio preso na parede, ou uma antena de

rádio, ou uma de TV. Capta sinais de RF, porém com baixa intensidade e

misturados, ou seja, em um único par de fios temos sinais de RF provenientes

de milhares de emissoras de TV e rádio.

Televisor

Este é o mais conhecido dos aparelhos que operam com vídeo. Possui uma

entrada de RF para ser ligada a uma antena. Modelos modernos possuem

ainda uma ou mais entradas para áudio e para vídeo composto.

Monitor de TV

É muito semelhante a um televisor, exceto por não possuir entrada de RF

para antena. Em conseqüência disso, não possui seletor de canais. A imagem

é proveniente de uma entrada de vídeo composto. Normalmente possui

também uma entrada para áudio.

VCR

Este é o aparelho conhecido popularmente como videocassete. Os VCRs são

capazes de receber e transmitir sinais de vídeo em RF. A entrada de RF deve

ser ligada à antena receptora, e a saída de RF deve ser ligada a um televisor.

O televisor recebe sinais de RF do VCR como se estivesse recebendo da

antena, e normalmente é sintonizado através do canal 3 ou 4. A maioria dos

VCRs possui também entradas e saídas para áudio e vídeo composto.

Quando um VCR está reproduzindo uma fita, o sinal de vídeo é transmitido

em duas formas: em RF (através da saída Out to TV) e em áudio/vídeo

composto (através das saídas VIDEO OUT e AUDIO OUT). Normalmente

os VCRs nacionais usam não apenas o RF, mas também o vídeo composto

no sistema PAL-M. Os modelos importados que seguem o sistema NTSC

possuem ambas as saídas (RF e vídeo composto) em NTSC. Muitos VCRs

possuem também entradas para áudio e vídeo composto. Desta forma podem

gravar, por exemplo, a imagem e o som vindos diretamente de uma

câmera. Resumindo, as entradas e saídas dos VCRs são:

RF:

Entrada (In from Antena)

Saída (Out to TV)

Áudio:

Entrada: Audio IN

Saída: Audio OUT

Vídeo composto:

Entrada: Video IN

Saída: Video OUT

Normalmente os cabos que transmitem áudio e vídeo composto utilizam

conectores do tipo RCA.

Câmera

As câmeras filmadoras captam imagens ao vivo e podem gravá-las diretamente

em uma fita. Muitas câmeras podem ainda transmitir as imagens e

sons captados através de duas saídas: Audio OUT e Video OUT (em vídeo

composto). Neste caso, podemos ligar a câmera diretamente em um VCR.

Existem câmeras que não são filmadoras, ou seja, não utilizam fita. Ao invés

disso, transmitem sinais de vídeo (algumas possuem microfone e transmitem

também áudio), em geral do tipo vídeo composto. Esses sinais podem ser

captados por um VCR, monitor, computador ou qualquer outro aparelho

capaz de receber sinais de vídeo.

Monitor VGA

Utiliza um sistema completamente diferente dos utilizados pelos aparelhos de

vídeo descritos até aqui. Este aparelho que dispensa apresentações exibe

imagens geradas por placas VGA e SVGA.

Transcodificador

Para que um aparelho possa entender as cores da imagem gerada por outro,

é preciso que ambos utilizem o mesmo sistema de vídeo. Por exemplo, se

você conectar a saída de vídeo composto de uma filmadora importada

(NTSC) no seu VCR nacional (PAL-M), provavelmente a imagem será

captada em preto e branco.

Quando alguém compra um VCR nos Estados Unidos, precisa enviá-lo a

uma assistência técnica para que seja transcodificado. Este processo consiste

na instalação de um pequeno aparelho no seu interior (ou fazer modificações

internas) que transforma os sinais de PAL-M (vindos da antena) em NTSC

(que é usado no interior do aparelho). O sinal que vai para a TV é transformado

novamente de NTSC para PAL-M. Se você quiser ter flexibilidade na

ligação de aparelhos que utilizam sistemas de vídeo diferentes, a melhor

coisa a fazer é adquirir um transcodificador (ou Transcoder) externo. Muitos

desses aparelhos fazem a conversão de PAL-M para NTSC ou de NTSC

para PAL-M, ou ambas. Muitos operam apenas com RF, outros com vídeo

composto, outros em ambos os modos.

Figura 32.5

Transcodificador.

O trabalho do PC

Ligando ao computador equipamentos de vídeo e usando placas

apropriadas, podemos realizar operações como:

a) Ver no monitor do PC a imagem de emissoras de TV

b) Ver no monitor do PC a imagem de fitas de videocassete

c) Ver no monitor do PC, imagens de uma câmera de vídeo

d) Ver na tela do monitor imagens originárias de filmes contidos em arquivos

gravados no disco rígido, CD-ROM ou outros meios de armazenamento

e) Ouvir através de placas de som, os sons que acompanham as imagens

f) Gravar em disco arquivos que contém imagens capturadas de câmeras,

VCR, emissoras de TV ou qualquer outra fonte de imagem

g) Gravar em fita de videocassete, imagens geradas pelo computador

h) Editar arquivos de imagem, aplicando diversos efeitos especiais

i) Comprimir imagens capturadas antes de gravá-las em disco, para que

ocupem menos espaço

j) Descomprimir imagens armazenadas em forma compactada em disco para

que possam ser exibidas na tela ou outro dispositivo que possa receber sinais

de vídeo

É difícil encontrar uma única placa capaz de realizar todas essas tarefas

simultaneamente. Por exemplo, existem placas capazes de apresentar na tela

do monitor SVGA imagens captadas de emissoras de TV, bastando que

estejam conectadas a uma antena. Outras placas não podem captar imagens

de antenas (RF), apenas sinais de vídeo composto vindo de câmeras, VCR,

etc. Muitas são capazes de capturar imagem para que seja comprimida e

gravada em disco. Normalmente quanto maior o número de funções que

uma placa realiza, maior será o seu custo. O usuário deve adquirir o tipo de

placa correto para a sua aplicação específica. Por exemplo, quando a única

aplicação desejada é assistir TV no PC, é desperdício adquirir uma placa

capaz também de capturar imagens, a menos que encontremos um modelo

que não seja consideravelmente mais caro pelo fato de ter a função de

captura.

Muitas placas de vídeo são também SVGA. Uma única placa pode então ser

usada para trabalhos com vídeo e para o uso normal do computador.

Existem placas de vídeo que não possuem recursos das placas SVGA. Essas

placas precisam portanto operar em conjunto com a placa SVGA. O que

essas placas fazem é sobrepor a imagem que geram com a imagem gerada

pela placa gráfica. Ao projetar a placa VGA, a IBM deixou aberta a

possibilidade de outras placas terem acesso aos seus recursos através de um

conector chamado VGA feature connector. Na figura 6 vemos como é feita a

conexão entre as duas placas através deste conector.

Figura 32.6

Conexão entre uma placa VGA e uma placa de vídeo.

Para poder enviar ao monitor tanto a imagem gerada pela placa VGA como

a imagem correspondente ao sinal de vídeo recebido, é usado um modo

chamado overlay. Os sinais gerados pela placa VGA são enviados à placa de

vídeo ao invés do monitor. Através da ligação pelo VGA feature connector,

a placa de vídeo pode sincronizar a sua imagem com a que é gerada pela

placa VGA. Desta forma pode sobrepor à imagem VGA, uma janela com a

sua própria imagem. A combinação dessas duas imagens é finalmente

enviada ao monitor. A figura 7 mostra a operação completa. A imagem de

vídeo superposta à imagem VGA é o que chamamos de overlay. Podemos

ter um overlay em uma janela, ou então ocupando a tela inteira (full screen).

Figura 32.7

Janela de vídeo em overlay.

Cada vez maior é a tendência em embutir o maior número de funções em

uma única placa. Existem vários modelos Super VGA com funções de vídeo

embutidas. Por exemplo, as placas ATI All-in-Wonder Pro são aceleradoras

gráficas 2D e 3D, fazem captura e sintonização de vídeo e ainda possuem

saída de vídeo composto para ligar em aparelhos de TV ou fazer gravação

em VCR. Outra placa que possui vários recursos é a PixelView. Com essas

placas não precisamos utilizar uma dupla de placa de vídeo e placa gráfica.

A seguir passaremos a discutir cada uma das diversas configurações que

envolvem vídeo e VGA em um PC, e quais são os equipamentos necessários

para utilizá-las.

Exibição de imagens digitalizadas no monitor

Este é o tipo mais simples de ligação aqui discutido. Qualquer placa gráfica é

capaz de executar esta função. A exibição de filmes armazenados em disco é

feita sem o uso de placas especiais. Por exemplo, programas de multimídia

fornecidos na forma de CD-ROMs normalmente contém diversos filmes e

imagens em movimento. O processador é responsável pela leitura dos

arquivos que contém esses filmes, decodificá-los para formar cada uma das

figuras que compõem a imagem em movimento, e colocar o resultado na

memória de vídeo.

Para que haja movimento, o programa responsável pela exibição do filme

deve ficar dedicado ao preenchimento de vários quadros sucessivos. Esta

tarefa requer muito poder de processamento para conseguir formar uma

janela de vídeo com 30 quadros por segundo, o que seria considerada uma

excelente qualidade de imagem. Para que esta tarefa seja compatível a

velocidade dos processadores mais lentos, é usado um número menor de

quadros por segundo, como 15 ou 10, e a imagem é exibida em janelas

pequenas, como 320x240, 240x180 ou 160x120. Quanto maior o número de

quadros por segundo e maior a resolução do filme, mais veloz precisa ser o

processador.

Imagem do PC exibida em uma TV

Esta é uma aplicação ainda considerada simples, apesar de necessitar do uso

de um adaptador especial, ou então de placas de vídeo especiais. Trata-se da

exibição em uma tela de TV da imagem proveniente da tela do computador.

A aplicação típica deste recurso é a apresentação de telas de jogos no

televisor. Com uma imagem maior, o jogo fica bem mais interessante.

Também é muito comum usar este recurso em treinamento e em apre

sentações. Acopla-se na saída da placa VGA um aparelho que converte os

sinais VGA para sinais de vídeo composto e para RF. Podemos ainda optar

por utilizar uma placa SVGA que já possua saída para TV, em geral na

forma de vídeo composto NTSC. Podemos então conectar um televisor. Um

exemplo de placa SVGA com saída para TV é a Trident Providia.

Placas de playback MPEG

MPEG é a abreviatura de ?Motion Picture Experts Group?. Trata-se de um

método de compressão criado especialmente para armazenamento digital de

imagens de vídeo. Utiliza diversas técnicas complexas que resultam em

impressionantes taxas de compressão, tais como 50:1. Se não usássemos

nenhum tipo de compressão, todo o espaço de armazenamento de um CDROM

(650 MB) seria totalmente preenchido com apenas 30 segundos de

filme, usando resolução de 640x480 com 16 milhões de cores, e 30 quadros

por segundo. Operando com 256 cores e a 15 quadros por segundo,

poderíamos armazenar em um CD-ROM cerca de 3 minutos de imagem, o

que ainda é muito pouco tempo. Usando técnicas de compressão simples, é

possível armazenar cerca de 60 minutos de filme com resolução de 320x240,

256 cores e 15 quadros por segundo. Usando a compressão MPEG,

facilmente chegamos ao mesmo tempo de filme, mas usando resolução de

640x480 com 16 milhões de cores e 30 quadros por segundo. Isto é possível

pois o método usado pelo padrão MPEG comprime a imagem muito mais

que outros métodos.

Para exibir a imagem MPEG com máxima qualidade é preciso utilizar uma

placa especial chamada MPEG PLAYER (ou uma placa SVGA que possua

este recurso), que realiza a descompressão MPEG por hardware. Esta mesma

descompressão pode ser também feita por software, mas como exige um

grande volume de processamento, tem o resultado prejudicado.

Processadores Pentium, mesmo os mais lentos, têm condições de exibir

vídeos MPEG usando descompressão por software, com qualidade de

imagem satisfatória. Assim como ocorre com qualquer sistema de

compressão/descompressão de vídeo, para ter janelas de maior tamanho e

com maior número de quadros por segundo é preciso que o processador seja

bastante rápido.

A exibição de filmes MPEG por software está ilustrada na figura 8. Um

software chamado MPEG player faz a leitura do arquivo MPEG gravado em

disco, realiza a descompressão e envia a imagem final diretamente para a

placa SVGA, sem a necessidade de hardware especial. É claro que desta

forma o processador tem muito mais trabalho, e muitas vezes não consegue

dar conta de todo este processamento, sendo obrigado a reduzir o número

de quadros por segundo (frame rate).

Figura 32.8

Descompressão MPEG por software.

Na exibição de filmes MPEG utilizando uma placa gráfica dotada de

decodificador MPEG por hardware, o processador opera em conjunto com o

chip gráfico no trabalho de descompressão, mas como a maior parte deste

trabalho é feita pelo chip gráfico, a velocidade da operação é bastante

elevada, e é possível exibir imagens com alta qualidade. Um exemplo típico

desse tipo de placa é a decodificadora que acompanha os kits de DVD.

As placas com hardware MPEG podem possuir circuitos de áudio

necessários à apresentação dos sons que acompanham a imagem. Sua saída

sonora pode ser ligada diretamente a um amplificador, ou caixas de som

amplificadoras. Outra forma de reproduzir esses sons é ligar a sua saída na

entrada LINE IN da placa de som. Desta forma, utilizando o MIXER da

placa de som, podemos selecionar o som vindo do LINE IN, realizando

inclusive o seu controle através de software.

Imagem de TV na tela do PC

Existem placas capazes de serem ligadas a uma antena de TV e

apresentarem na tela do monitor SVGA a imagem captada de emissoras de

TV. É possível assistir os filmes, novelas, telejornais, desenhos animados,

partidas de futebol e tudo o mais que é exibido pelas emissoras de TV,

diretamente na tela do PC. Muitas dessas placas são também capazes de

sintonizar emissoras de FM. Sua conexão com a placa VGA é em muitos

casos feita através do VGA feature connector, e a exibição de imagem é feita

através de um overlay que pode ocupar apenas uma janela ou então a tela

inteira. Algumas dessas placas possuem ainda os circuitos SVGA. Desta

forma, uma única placa realiza ambas as funções. Existem entretanto placas

que não utilizam esta conexão. Fazem a ligação com a placa de vídeo através

do próprio conector VGA, ou então não possuem ligação alguma, e cabe ao

processador comandar a tranferência de dados entre as duas placas.

Deve ser tomado muito cuidado com a questão do sistema de TV utilizado.

No Brasil os sinais de TV são transmitidos no sistema PAL-M, enquanto que

a maioria das placas sintonizadoras de TV operam com sinais de RF

codificados em NTSC. Não se trata de utilizar um simples transcodificador

de PAL-M para NTSC na entrada da placa. A transcodificação não pode ser

feita diretamente da antena pois existem sinais de diversas emissoras

misturadas. A melhor opção é procurar um tipo de placa que já opere no

sistema PAL-M, que deve ser procurada no próprio mercado brasileiro.

Placas ATI All-in-Wonder Pro e PixelView, comercializadas no Brasil, são

compatíveis com o sistema PAL-M.

Placas de captura de vídeo

Assim como as placas de som são capazes de digitalizar sons para que sejam

armazenados em disco, existem placas capazes de realizar a mesma

operação, mas usando imagens. Seus conversores A/D (Analógico-digitais) e

D/A (Digital-analógicos) fazem a transformação dos sinais de vídeo em dados

digitais, e vice-versa. Normalmente essas placas podem ainda apresentar na

tela VGA, através de um overlay, a imagem que estão captando. Possuem

ainda circuitos para compressão e descompressão dos arquivos de imagem,

uma característica importantíssima para o armazenamento de arquivos de

vídeo.

Um fator muito importante nas placas de captura de vídeo é a capacidade de

digitalizar imagens em resolução de pelo menos 320x240 com 16 milhões de

cores (True Color) a 30 fps (frames por segundo). Muitas placas de captura

de vídeo não são suficientemente velozes, e só podem digitalizar imagens na

resolução de até 320x240, ou então operam em modos com menos cores, ou

ainda operam com frame rates mais baixos, como 15 fps. Algumas placas

chegam a um meio termo, permitindo 30 fps em resoluções mais baixas, ou

resoluções mais altas com frame rates mais baixos. É muito importante

também o desempenho do processador e do disco rígido. O processador

trabalha em conjunto com a placa de vídeo, e o disco rígido deve permitir a

gravação do arquivo digitalizado com a mesma velocidade na qual os

quadros são gerados, caso contrário ocorrerá perda de quadro (dropped

frames), o que resulta em pequenos saltos periódicos na imagem. Considere

uma imagem digitalizada no seguinte formato:

Resolução de 640x480

30 fps

16 milhões de cores

Compressão de imagem na razão de 10:1

Nessas condições, 1 segundo de imagem ocuparia cerca de 3 MB de espaço

em disco, e seria preciso que o disco rígido pudesse receber dados à taxa de

3 MB/s. Como 1 segundo de filme ocuparia 3 MB, um minuto ocuparia 180

MB. Seria preciso um disco de 12 GB para armazenar uma hora de filme. O

pior ainda é que esta elevada quantidade de dados inviabiliza o

armazenamento em CD-ROM. Nos seus 650 MB, um CD-ROM armazenaria

apenas pouco mais de 3 minutos de imagem.

No campo profissional, a digitalização de imagens é feita em PCs equipados

com discos SCSI de elevadas capacidades. Discos IDE podem ser utilizados

para esta função, mas com algumas limitações, principalmente a quantidade

de dropped frames. O disco rígido também precisa ter uma elevada taxa de

transferência, o que não é problema para os modelos modernos que operam

em Ultra DMA, Fast SCSI e superiores. Para aplicações não profissionais, nas

quais podemos limitar o tamanho da janela de exibição e o frame rate,

discos e processadores mais modestos podem dar conta do trabalho.

É possível capturar imagens de 640x480 com 16 milhões de cores a 30 fps

utilizando um computador bastante poderoso, mas para que esta imagem

seja distribuída na forma de CD-ROM e apresentada em computadores

menos poderosos, é necessário utilizar uma compressão de imagem mais

eficiente. A compressão MPEG pode ser feita por hardware, utilizando uma

placa própria para este fim, ou então por software, usando apensa o

processador e um programa apropriado. A compressão por software é muito

demorada, mesmo usando processadores velozes. A compressão por

hardware é mais rápida, mas necessita de uma placa com esta capacidade,

que normalmente é muito cara. Em ambos os casos, o resultado é o mesmo.

Os arquivos MPEG obtidos podem ser exibidos em qualquer PC, mesmo

nos mais modestos.

Melhores resultados são conseguidos com o uso de placas MPEG players.

Essas placas recebem os dados provenientes dos arquivos MPEG e fazem sua

descompressão. A qualidade de imagem obtida é sensivelmente melhor que

com o uso da descompressão MPEG por software.

Placas para produção de vídeo

Muitas placas de captura são apenas capazes de receber a imagem,

normalmente na forma de vídeo composto, e colocá-la na tela do

computador através de um overlay, digitalizá-la e gravá-la em disco, e até

apresentar na tela do monitor SVGA as imagens provenientes de arquivos.

Entretanto existem situações em que o objetivo não é a exibição da imagem

no computador, mas sim em um televisor, a partir de uma fita usada em um

aparelho de videocassete comum. A princípio isso pode parecer

desnecessário. Se a imagem estava fora do computador, originária de

câmeras, VCR ou emissoras de TV, e se agora queremos novamente colocála

em uma fita de videocassete, afinal de contas para que o computador

entrou nessa estória? E para que essas placas caríssimas? É importante

entender o papel do computador na produção de vídeo.

O processo tradicional de produção de vídeo envolve a reunião de vários

trechos de filme, o adicionamento de trilha musical e efeitos sonoros, a

aplicação de efeitos especiais na imagem, o adicionamento de caracteres e

vinhetas. Existem programas capazes de realizar todas essas operações (Ex:

Adobe Premiere e Ulead Video Studio), e o resultado final pode ser

transferido para uma fita de vídeo. Apesar de ser caríssimo um computador

com capacidade de realizar essas operações com qualidade profissional,

ainda assim é muito mais barato que os equipamentos tradicionalmente

usados para executar essas tarefas (chamadas de ilhas de edição). E já que a

imagem a ser gravada é proveniente do computador, podem ser também

gravadas em fita imagens sintéticas criadas com o uso de programas de

animação. É possível por exemplo produzir vinhetas totalmente

computadorizadas para serem usadas em anúncios a serem apresentados em

telas de TV. Note que as mais modernas e sofisticadas ilhas de edição são

atualmente computadorizadas.

Para que seja possível gravar em fita a imagem proveniente do computador é

preciso utilizar uma placa que possua uma saída em vídeo composto. Nem

todas as placas possuem esta saída. Existem placas que fazem a captura de

vídeo mas não possuem a saída. Placas que fazem captura e ainda tem a

saída são normalmente mais elaboradas e também mais caras.

Interpolação e resolução

Como vimos, é muito comum o armazenamento de vídeo digital em

resoluções baixas, como 320x240, 240x160 e até 160x120. As imagens ficam

muito pequenas, principalmente quando a placa SVGA opera com

resoluções altas. Quando a placa SVGA opera com 640x480, uma imagem

de 320x240 ocupa a metade da largura da tela, mas quando a placa SVGA

opera com 1024x768, a imagem de 320x240 tem uma largura igual a pouco

mais de 30% da largura da tela. Os programas usados para exibir essas

imagens normalmente possuem uma opção para expandir a imagem,

fazendo com que ocupe a tela inteira. Infelizmente esta expansão tem duas

grandes desvantagens. A primeira é que é feita através da simples repetição

de pixels, o que faz com que seja notado claramente que a imagem é uma

série de quadrados. A outra desvantagem é que como o processador precisa

perder tempo realizando esta expansão, é muito difícil manter um frame rate

alto. Quanto mais uma janela de vídeo é ampliada, mais trabalho terá o

processador, e desta forma pode não ser possível manter um frame rate

satisfatório.

Para resolver esses dois problemas, muitas placas têm a capacidade de

realizar a expansão de imagens por hardware. Ao invés do processador

enviar a imagem diretamente para a placa SVGA, envia-a para o chip

descompressor, que realiza a expansão e apresenta a imagem em um

overlay, podendo inclusive ocupar a tela inteira. Desta forma o processador

não perde tempo fazendo a expansão, possibilitando assim manter um frame

rate alto. Outra vantagem é que esta expansão não é feita simplesmente pela

repetição de pixels adjacentes, e sim através de uma interpolação linear. A

imagem fica maior, mas sem a desagradável sensação de baixa resolução

causada pela repetição de pixels. Muitas placas possuem esta característica,

chamada de scalling.

Instalação de hardware

As placas de captura de vídeo sempre foram difíceis de instalar, pois

necessitam utilizar muitos recursos de hardware. Nas placas mais antigas,

não-PnP, o usuário precisava indicar através de jumpers o endereço de E/S, a

linha de IRQ e o canal de DMA a ser utilizado. Era bastante comum a

ocorrência de conflitos de hardware com outros dispositivos. Graças à

adoção do padrão Plug and Play a instalação das placas de captura tornou-se

bem mais fácil. O Windows detecta os recursos de hardware necessários à

placa, descobre quais são os recursos livres e atribui à placa os recursos

necessários.

Certas placas de vídeo utilizam uma área de RAM entre os segmentos C000

e EFFF chamada de FRAME BUFFER. Trata-se de uma janela através da

qual o processador pode acessar a memória que contém a imagem

digitalizada. Como essa memória normalmente só é ativada durante o uso da

placa e não na ocasião do BOOT, os gerenciadores de memória podem

utilizar a faixa de endereços a ela destinada, para criação de UMBs (Upper

Memory Blocks), o que causará um conflito de endereços de memória. Para

evitar este problema temos que usar a opção exclude na ativação do

gerenciador de memória. Por exemplo, para permitir o uso de uma RAM

pela placa de vídeo entre os endereços D000 e D7FF, temos que reservar

esta região na linha de comando do EMM386, adicionado o parâmetro

?X=D000-D7FF?. Também é preciso colocar no arquivo SYSTEM.INI, localizado

no diretório \WINDOWS, logo após a linha [386Enh], o comando

EMMEXCLUDE=D000-D7FF. Essas alterações devem ser confirmadas no

manual da placa que está sendo instalada.

Um outro problema comum é a incompatibilidade com os modos gráficos

SVGA. Quando uma placa de captura opera em conjunto com uma placa

SVGA, muitas vezes as janelas de overlay não apresentam imagem alguma

além de uma área vazia preenchida com a cor magenta. Para resolver este

problema temos que programar a placa SVGA para operar no modo VGA

com resolução de 640x480 com 16 cores. Uma forma de evitar esses

problemas de compatibilidade é usar placas que integram as funções SVGA

com as funções relacionadas a vídeo.

Assistindo TV no PC

Existem placas de vídeo especiais capazes de serem acopladas a uma antena

de TV e exibirem no monitor sinais de imagem provenientes de emissoras

de TV. Algumas dessas placas funcionam também como sintonizadoras de

estações de rádio FM. Sua conexão ao PC é muito semelhante à de uma

placa de captura, e pode ser vista na figura 9. A placa recebe os sinais de RF

da antena e através de circuitos sintonizadores comandados por um software

apropriado, seleciona o canal de TV ou a emissora de rádio FM escolhidos

pelo usuário. A imagem é apresentada no monitor SVGA em tela cheia ou

em uma janela de overlay. O som captado pela placa pode ser reproduzido

através de caixas de som, ou então pode ser enviado à placa de som.

Figura 32.9

Conexões de uma placa sintonizadora de rádio e TV.

O grande problema que ocorre com essas placas é que normalmente operam

com o sistema NTSC, ou então com o sistema PAL usado na Europa, ao

invés do PAL-M, que é usado pela TV brasileira. Devemos entretanto

procurar no mercado nacional, placas compatíveis com o sistema PAL-M.

Ao usar uma placa sintonizadora que opere em NTSC, não adianta

transcodificar o sinal vindo da antena pois este sinal é na verdade uma

mistura de sinais de diversas emissoras. Para transcodificar de PAL-M para

NTSC é preciso primeiro fazer a sintonização da freqüência desejada. Os

transcodificadores para serem conectados à saída de RF de aparelhos de

videocassete operam desta forma, já que o videocassete apresenta na sua

saída de RF a freqüência correspondente ao canal 3 ou 4.

Mesmo quando a placa de captura de vídeo não tem sintonizador, ainda

assim podemos assistir TV no PC, com a ajuda de um VCR. Basta fazer as

ligações mostradas na figura 10. Este método também pode ser usado

quando a placa de captura não opera em PAL-M.

Figura 32.10

Sintonizando TV com a ajuda do videocassete.

Analisemos então a figura 10 começando pelo VCR. Sua entrada de RF

deve ser conectada à antena caso desejemos receber imagens de TV. Da

mesma forma sua saída de RF pode ser ligada a um aparelho de TV, caso

desejemos usar o videocassete para uso normal (assistir TV e filmes). Isto

significa que em uso doméstico podemos aproveitar o videocassete já

existente que poderá ser utilizado tanto para uso normal como para geração

de imagens para o computador.

As conexões do videocassete para o computador são feitas pelas saídas

AUDIO OUT (para som) e VIDEO OUT (para vídeo composto). A saída

AUDIO OUT deve ser conectada à entrada LINE IN da placa de som. A

saída de vídeo composto do videocassete passa por um transcoder externo

que converte os sinais de vídeo provenientes do videocassete de PAL-M para

NTSC. Lojas de material para rádio e TV normalmente oferecem este

aparelho. A saída NTSC do transcoder é conectada à entrada de vídeo

composto da placa de captura. Agora usamos o videocassete para sintonizar

o canal desejado. A imagem e o som do canal selecionado são apresentadas

nas saídas AUDIO OUT e VIDEO OUT, que são portanto captados e

exibidos pelo computador.

Este método pode parecer um pouco complicado quando o objetivo

principal é apenas assistir TV. Deve ser encarado entretanto como um

recurso adicional que pode ser usado por placas de captura de vídeo.

Quando o objetivo principal é capturar vídeos, o VCR e a transcoder já

estarão instalados. O único trabalho que o usuário precisará ter é ligar uma

antena ao VCR, e poderá assim assistir TV na tela do PC, mesmo quando a

placa de captura não é sintonizadora.

Quando a placa de vídeo já possui sintonização de canais, não precisamos

utilizar a sintonização pelo VCR. Basta conectar a placa na antena e utilizar o

software que a acompanha para selecionar o canal desejado. A figura 11

mostra o ATI Player, o software de sintonização que acompanha a placa ATI

All-in-Wonder Pro. Este programa possui diversas funções. É usado para capturar

vídeo de várias fontes, exibir arquivos de vídeo já digitalizados, tocar

CDs de áudio e de vídeo, e ainda sintonizar canais de TV.

Figura 32.11

Assistindo TV com uma placa ATI All-in-Wonder Pro.

Drivers de captura e CODECs

Uma vez que o Windows possua instalado um driver de captura de vídeo

(que é adicionado ao sistema durante a instalação da placa de captura),

todos os programas editores de vídeo poderão comandar capturas pela

placa. É um sistema muito parecido com o TWAIN, usado por scanners e

câmeras digitais. Quando esses dispositivos são instalados, é ativado também

um driver TWAIN correspondente. Desta forma qualquer programa gráfico

pode obter imagens do scanner ou câmera digital, através do driver TWAIN.

Analogamente, qualquer programa para edição de vídeo pode obter vídeos

digitalizados a partir de uma placa de captura de vídeo instalada. O driver

de captura é relacionado na lista de dispositivos de multimídia, obtida pelo

comando Multimídia no Painel de Controle. Usamos este comando e

selecionamos a guia Dispositivos. Será apresentado um quadro como o da

figura 12, onde constam todos os drivers de multimídia instalados. Aplicamos

um clique duplo sobre o item Dispositivos de captura de vídeo para ver o

driver que foi instalado juntamente com a placa de captura.

Figura 32.12

O driver de captura de vídeo é apresentado no

Painel de Controle e está acessível para qualquer

programa de edição de vídeo.

Neste mesmo quadro temos acesso aos codecs para compactação de vídeo

(figura 13). Um codec (codificador/decodificador) é um driver que realiza a

compressão e/ou a descompressão de arquivos de vídeo, usando um

determinado padrão. Alguns codecs são 100% software, ou seja, são

totalmente executados pelo processador da placa de CPU. Outros codecs

utilizam recursos de compressão e descompressão de vídeo por hardware,

oferecidos pela placa digitalizadora.

Muitos desses codecs são nativos do Windows. Quando uma placa de

captura e/ou playback de vídeo é instalada, são instalados também os codecs

que utilizam seus chips de compressão e descompressão de imagem. Na

figura 13, os dois primeiros codecs acompanham a placa ATI All-in-Wonder

Pro. Os restantes são nativos do Windows.

Figura 32.13

Codecs instalados.

Cada codec possui características próprias como qualidade de imagem e

nível de compressão. A princípio bastaria ter apenas um único codec

instalado que resultasse em boa qualidade de imagem e bom nível de

compressão, como o Intel Indeo 5. Entretanto, nos diversos CDs de

multimídia produzidos nos últimos anos, encontramos arquivos de vídeo

codificados através de vários codecs. Como vários codecs estão presentes no

Windows, podemos exibir arquivos de vídeo codificados por todos esses

métodos.

Edição de vídeo

As placas capazes de realizar captura de vídeo são acompanhadas de

programas que permitem fazer a edição dos arquivos de vídeo digitalizado.

Alguns desses programas são bastante simples, possuindo apenas algumas

funções básicas. Outros são mais sofisticados para uso profissional, como o

Ulead Video Studio e o Adobe Premiere. Nesta seção mostraremos como

editar vídeo usando o Adobe Premiere.

Usuários de qualquer placa de captura de vídeo podem adquirir um editor

de vídeo separadamente, já que os drivers dessas placas as deixam

disponíveis para qualquer programa de edição de vídeo. O Adobe Premiere

é um software considerado caro, mas existem alternativas mais econômicas,

como o Ulead Video Studio. Ambos os fabricantes disponibilizam na

Internet (http://www.adobe.com e http://www.ulead.com) versões DEMO dos

seus programas. Apesar das suas limitações, essas versões de demonstração

permitem avaliar bem os programas.

A figura 14 mostra o programa Adobe Premiere em funcionamento. Existem

várias janelas para visualização dos clips de áudio e vídeo utilizados. A janela

mais importante é a Timeline (linha de tempo), na qual são feitas as

aplicações dos arquivos de som e vídeo, onde são adicionadas transições (a

forma como uma imagem de vídeo some para dar lugar a outra) e as

operações como corte, movimentação e inserção de trechos de vídeo e

áudio.

Adobe Premiere.

A edição de vídeo consiste em abrir arquivos de vídeo e áudio, a partir de

arquivos já existentes ou então usando comandos de captura para inserir

diretamente no projeto o vídeo ou áudio capturado.

Comandando uma captura

Podemos realizar capturas de vídeo e de áudio. Para capturar áudio, usamos

o comando File / Capture / Audio Capture. Será apresentada uma janela na

qual devemos indicar o nome do aplicativo a ser usado na captura (por

exemplo, o programa SNDREC32.EXE, o gravador de som do Windows. O

aplicativo para gravação de som será usado, e ao terminarmos, salvamos o

resultado em um arquivo WAV que poderá ser usado pelo Adobe Premiere.

Mais importante ainda é o comando de captura de vídeo (File / Capture /

Video Capture). Este comando usará o driver de captura que foi instalado

juntamente com a placa de captura de vídeo. Antes de comandar uma

captura devemos configurar as opções de captura. Para isto usamos o

comando Project / Settings / Capture. Será mostrado o quadro da figura 15.

Note que podemos indicar o formato a ser usado pela parte de áudio do

arquivo de vídeo (que na verdade tem vídeo e áudio) a ser capturado.

Figura 32.15

Opções de captura.

Usando no quadro da figura 15 o botão VFW Settings, (VFW=Video for

Windows) temos acesso ao quadro da figura 16. Neste poderemos comandar

opções relacionadas com o driver de captura. Note que essas opções já não

dizem respeito ao Adobe Premiere, e sim à placa de captura de vídeo.

Qualquer programa para edição de vídeo terá controle sobre essas opções.

Quadro para definir as opções de

captura.

O botão Video Format dá acesso ao quadro da figura 17. Podemos escolher

o formato do vídeo (no nosso exemplo escolhemos MPEG Puro) e a

resolução da janela (usamos no exemplo 320x240).

*** 35% ***

Figura 32.17

Definindo o formato para a captura de vídeo.

O botão Video Input dá acesso ao quadro da figura 18. Todos esses

comandos são relacionados com a placa de captura de vídeo. Podemos

escolher por exemplo o conector da placa pelo qual entrará o sinal de vídeo.

A placa ATI All-in-Wonder Pro, usada no nosso exemplo, possui três

entradas: vídeo composto (conector RCA), Cabo (para conexão com antena,

por exemplo) e S-Vídeo. Podemos indicar o padrão usado, como NTSC,

PAL, etc. No caso da conexão por cabo, podemos indicar o canal a ser

sintonizado. Podemos ainda fazer ajustes na imagem, como brilho, contraste,

Cor e Matiz.

Comandando o driver de vídeo.

Temos ainda um botão que comanda a compressão de vídeo. Em geral a

captura é feita sem compressão, ou utilizando o compressor de hardware

disponível na placa de captura (figura 19). O Windows pode ter instalados

vários CODECs para compressão de imagem, mas a maioria deles não é

usado durante a captura, pois requerem muito processamento, o que tornaria

a captura problemática, perdendo muitos quadros. Devemos fazer a captura

usando o esquema de compressão mais simples e rápido, e só quando

usarmos o comando File Save do editor indicamos o método de compressão

definitivo.

*** 35% ***

Figura 32.19

Indicando o esquema de compressão de vídeo a ser usado durante a

captura.

Editando o vídeo

A maior parte do trabalho de edição de vídeo é feito através da janela

Timeline (figura 20). Temos diversas trilhas de vídeo e áudio, e podemos

usar comandos para cortar, colar, inserir e remover trechos desses arquivos.

Aqui podemos também adicionar transições entre as diversas fontes de

vídeo.

Janela Timeline do

Adobe Premiere

O comando Window / Timeline Window Options controla o modo como as

trilhas de áudio e vídeo serão mostradas na janela Timeline (figura 21).

Podemos escolher entre outros itens, o tamanho dos ícones que

representarão as trilhas de vídeo. Podemos indicar também como as trilhas

de vídeo serão mostradas. Por exemplo, podemos representar as trilhas de

vídeo por uma sucessão de quadros, ou então representando apenas o

primeiro e o último quadro, com o nome do arquivo entre eles, ou

simplesmente indicar o nome do arquivo. A opção Show Audio Waveforms

fará com que as trilhas de áudio sejam representadas pelas suas formas de

onda, o que é útil para visualizar com mais facilidade trechos de volume alto

e de silêncio dentro da trilha sonora.

Figura 32.21

Configurando o Timeline.

A edição de vídeo envolverá comandos como:

Inserir arquivos de vídeo (AVI)

Inserir arquivos de áudio (WAV)

Cortar esses arquivos em várias partes

Mover trechos das trilhas de áudio e vídeo

Remover trechos das trilhas

Aplicar transições entre trilhas diferentes

Terminada a edição, podemos salvar o arquivo resultante no formato AVI,

usando um esquema de compressão de vídeo desejado. O mais interessante

é que podemos salvar o projeto. Um projeto consiste no grupo de arquivos

de áudio e vídeo usados na edição, bem como os cortes e movimentações

feitos pelo usuário. Podemos desta forma abrir novamente o projeto e fazer

novas alterações.

Salvando o vídeo usando um CODEC

O comando File / Export / Print to video é usado para visualizar na tela ou

em um monitor acoplado à placa de digitalização, o filme resultante da

edição, porém sem gravar o resultado em arquivo. Desta forma podemos,

por exemplo, gravar uma fita com o vídeo editado. Se quisermos gravar o

resultado em um arquivo (em geral AVI), usamos o comando File / Export /

Movie. Note que antes de usar este comando precisamos configurar as

opções para o formato do arquivo resultante. Isto é feito pelo comando

Project / Settings / Video (figura 22).

Figura 32.22

Opções para o arquivo de vídeo gerado

pelo Adobe Premiere.

Neste quadro escolhemos o codec de vídeo a ser usado no arquivo resultante

da edição (aqui podemos usar qualquer um dos vários codecs instalados no

Windows), o tamanho da janela (640x480, 320x240, além de outros) e o

número de quadros por segundo (frame rate). Para cada um dos vários

codecs podemos configurar suas opções. Essas opções variam de um codec

para outro. Para alguns, não existem opções, e o botão Configure fica

apagado. Para outros é possível regular, por exemplo, o fator de qualidade,

como é o caso do Microsoft Video 1 Compressor (figura 23).

Figura 32.23

Configurando um codec.

O arquivo de vídeo salvo ao término da edição poderá ser posteriormente

visualizado no mesmo computador, ou então em outros computadores,

desde que possuam o codec apropriado. Por isto, vídeos que precisam ser

exibidos no maior número possível de computadores precisam utilizar

preferencialmente um dos codecs nativos do Windows.

Exemplo: placa ATI All-in-Wonder Pro

Esta é uma excelente (apesar de cara) placa sintonizadora de TV com várias

outras funções (figura 24). Pode ser encontrada com facilidade no mercado

brasileiro. Trata-se de uma placa SVGA com várias entradas e saídas de

vídeo.

Figura 32.24

Placa ATI All-in-Wonder Pro e suas conexões.

São as seguintes as funções da placa:

SVGA com aceleração gráfica 2D e 3D

Sintonizadora de canais de TV, diretamente da antena

Captura de vídeo, proveniente de entradas de vídeo composto, SVídeo

e TV

Saída de vídeo composto, para gravação em VCR ou exibição em

TV

A figura 24 mostra que na parte traseira desta placa existem diversas

conexões. São elas:

Entradas de áudio e vídeo

Entrada para antena

Saídas de áudio e vídeo

Saída para o monitor

A figura 25 mostra a utilização das entradas de áudio e vídeo da placa.

Nessas entradas podemos ligar um VCR, uma câmera ou um Video Laser

Disc. Dois conectores RCA são usados para os canais de áudio (estéreo). Um

outro conector RCA é usado para o sinal de vídeo composto. Existe ainda

uma segunda entrada de vídeo, padrão S-Video, e deve ser usada

preferencialmente caso o aparelho gerador de vídeo a possua, já que a

imagem gerada é de melhor qualidade.

Figura 32.25

Entradas de áudio e vídeo.

Para possibilitar todas essas conexões, esta placa é acompanhada de cabos

apropriados. Uma extremidade é conectada à entrada A/V IN da placa, e

nas outras extremidades temos as entradas de áudio e vídeo independentes

(figura 26).

Extensões de conectores para entrada e

saída de áudio e vídeo.

Na figura 27 vemos o uso das saídas de áudio e vídeo. Podemos enviar o

sinal de vídeo para uma TV ou para um VCR, para que seja gravado. Os

sinais de som também podem ser enviados para esses aparelhos, ou então

para a entrada LINE IN da placa de som. Também para este tipo de

conexão é fornecido um cabo auxiliar como o que vemos na figura 26.

Figura 32.27

Saídas de áudio e vídeo.

Todos os recursos de vídeo da placa são acessados através do programa ATI

Player (figura 28). Na parte superior do ?aparelho de TV? representado por

este programa existem botões para selecionar o seu modo de operação. Na

figura 28 está ativo o modo sintonizador de TV. Observe na parte inferior da

figura que existem botões para selecionamento de canais, controle de

volume, tecla SAP, controles de tamanho e diversos outros.

Figura 32.28

O programa ATI Player no modo Sintonizador de TV.

Para usar a capatura de vídeo, é preciso selecionar a entrada de vídeo a ser

usada e pressionar o botão REC. Terminada a captura podemos salvar o

arquivo AVI em um dos vários formatos disponíveis. Ao salvar o vídeo

capturado é apresentado o quadro da figura 21.29. Com o uso do botão

Opções podemos escolher o codec a ser usado na compactação do arquivo

resultante (figura 21.31). Temos também uma pequena ?tela? para visualizar

o vídeo capturado.

 

Na parte inferior direita da janela do ATI Player temos um botão que dá

acesso ao quadro de configurações da figura 31. Existem diversas guias, das

quais a figura mostra a relacionada com o sintonizador de TV. Podemos

comandar uma busca automática de canais, dar nomes às emissoras, marcar

os canais a serem ativados e desativados, e o mais importante: indicar a

opção Antena Brasil, que possibilita a recepção a cores no sistema PAL-M.

Figura 32.31

Configurando o sintonizador de TV.

Neste mesmo quadro de configurações temos outras guias, como a Vídeo

(figura 32). Aqui podemos selecionar qual das diversas entradas de vídeo

será usada para efeito de digitalização de imagem. Podemos escolher entre

Cabo (antena), Composto (vídeo composto, no conector RCA) ou S-Video.

Podemos também regular as características da imagem: cor, matiz, brilho e

contraste.

Figura 32.32

Configurando a entrada de vídeo.

Como já abordamos, um dos recursos da placa ATI All-in-Wonder Pro é a

saída para TV, podendo ser na forma de vídeo composto ou S-Vídeo. Para

fazer a seleção selecionamos a guia Configurações do quadro de

propriedades de vídeo e usamos o botão Avançadas. No quadro

apresentado, selecionamos a guia ATI Displays (figura 33). Podemos agora

selecionar o monitor SVGA ou o aparelho de TV.

Figura 32.33

Indicando o dispositivo para saída de vídeo.

Exemplo: Placa Pinnacle DC10

Finalmente a produção de vídeo digital está chegando ao alcance do grande

público, através de placas como a DC10, produzida pela Pinnacle Systems e

encontrada no mercado nacional. Com esta placa podemos capturar vídeo

proveniente de uma câmera ou videocassete. Através de programas editores

de vídeo, podemos realizar alterações nesses arquivos, aplicar textos e

transições entre as cenas, recortar e colar, adicionar trilha sonora, e ao

terminar, gerar um arquivo AVI final com aparência profissional. O

resultado pode ainda ser gravado em uma fita de vídeo, caso a placa de

captura tenha saídas de vídeo, como é o caso da DC10.

Um dos primeiros pontos que deve ser conhecido pelo usuário iniciante

nesta área é que existem vários sistemas de vídeo, como o NTSC (usado nos

Estados Unidos), o PAL (usado em vários países da Europa) e o SECAM

(usado na França). O sistema usado no Brasil é uma variação do sistema

PAL, chamado PAL-M. Todas as placas de captura de vídeo funcionam no

sistema americano NTSC. A maioria dessas placas operam também no

sistema PAL, mas tome muito cuidado: O sistema PAL não é igual ao PALM

usado no Brasil. As imagens ficarão em preto e branco ou fora de

sincronismo quando a placa e o sistema de vídeo (por exemplo, as imagens

geradas por um VCR) são diferentes. São pouquíssimas as placas de captura

que são realmente compatíveis com o PAL-M.

Infelizmente a DC10 não traz compatibilidade com o nosso sistema, portanto

somos obrigados a operar com o sistema NTSC. Para capturar imagens de

uma câmera ou VCR, é preciso que estes ofereçam a opção de saída em

NTSC. Uma outra opção é ligar entre a fonte do sinal de vídeo e a placa

digitalizadora, um transcodificador de PAL-M para NTSC, aparelho de baixo

custo e encontrado com facilidade nas lojas de produtos eletrônicos.

A placa DC10 apresenta problemas de incompatibilidade com certas placas

de vídeo. Segundo seu manual, ela pode ser usada em PCs equipados com

placas de vídeo ATI Mach64, Rage, Rage Pro, Rage 128, Cirrus Logic 5446,

ET6000, Intel i740, Matrox Millenium, Mystique, G200 e G400, nVidia Riva

128, TNT e TNT2, S3 Trio 64V+, Virge e Savage, 3DFx Voodoo 3 e

Voodoo Banshee. Nos nossos testes utilizamos um PC equipado com placa

de vídeo com o chip nVidia TNT2 e outro com o vídeo onboard do chipset

Intel i815, ambos apresentando excelentes resultados. A placa possui duas

entradas e duas saídas de vídeo, ambas em vídeo composto (conector RCA)

e S-Video.

A instalação da placa é extremamente simples. Basta conectá-la em um slot

PCI livre. Não é preciso realizar conexão interna com a placa de vídeo, o

que é exigido por várias placas digitalizadoras. Ao ser ligado o computador,

o Windows detecta a placa como um ?PCI Multimedia Vídeo Device?. Basta

colocar o CD-ROM para que os drivers sejam lidos, e depois reiniciar o

computador. A seguir instalamos o software existente neste CD, o Studio

DC10 Plus, usado para fazer captura, edição e produção de vídeo. A placa é

também compatível com o Windows Movie Maker, que acompanha o

Windows ME.

*** 75% ***

Figura 32.34

Capturando

vídeo com a

DC10.

É bom lembrar que a qualidade das imagens geradas será diretamente

proporcional ao desempenho do computador. Em PCs com processadores

lentos e disco rígido de baixo desempenho, será preciso operar com vídeos

de baixa resolução e baixa taxa de quadros (frame rate), o que prejudica a

continuidade de movimentos. Processadores mais velozes (Pentium III/500 e

superiores), com discos rígidos Ultra DMA/33 e alguns Gigabytes livres

permitirão operar com maior resolução e maior frame rate. É altamente

recomendável que o PC também tenha um gravador de CDs, pois os

arquivos resultantes são bastante grandes. Maiores informações podem ser

obtidas no site do fabricante, em www.pinnaclesys.com.

MPEG playback por software

O Windows a partir da versão 98 possui um codec nativo para vídeos

MPEG. Isto significa que é possível visualizar vídeos MPEG (extensão MPG)

sob o Windows 98 e superiores, com qualquer placa de vídeo. Infelizmente

os usuários do Windows 95 não contam com esta facilidade. Para visualizar

vídeos MPEG precisam instalar um MPEG player. Um bom programa

visualizador de vídeos no formato MPEG é o Xing MPEG Player, que pode

ser obtido em http://www.xingtech.com. Observe entretanto que muitas

placas de vídeo são acompanhadas deste software. É o caso das placas que

possuem hardware para exibição de vídeo. Mesmo placas que não possuem

este recurso são fornecidas com software para visualização MPEG. Algum

colega seu pode possuir este software (ou equivalente) entre os discos que

acompanham a placa de vídeo.

 

 

 

 

 

 

Palavras-chave: Vídeo | Digitalização | Vídeo Captura | Captura | Edição De Vídeo
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