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Dimensionando corretamente a TV
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Atualizado em 07/08/2008









Às vésperas de momentos decisivos no campeonato de baseball, decidir encarar um pouco de ?shoppingterapia? e fui atrás das ofertas entre as mais recentes TVs de alta definição na expectativa de uma celebração mais rica do Red Sox rumo ao seu glorioso destino. E, no entanto, depois de uma hora entre grandes displays com acrônimos como LCD, CRT, LCOS, e DLP, me senti como o pitcher Jeff Suppan, do St. Louis Cardinals, havia se sentido alguns dias antes durante o momento de contemplação metafísica entre a terceira base e primeira base: ?Em que direção devo ir?? De volta para casa, mais questões vieram à minha mente: onde eu encontraria US$ 4 mil para uma TV e onde eu encontraria espaço para ela?



Desde que as televisões começaram seu monopólio de células cerebrais no início dos anos 1950, as caixas tem crescido continuamente de tamanho. O maior crescimento aconteceu na última década, seguindo de perto o aumento de nossas cinturas. Mesmo assim, recentes dificuldades tem surgido no mercado high end, indicando que a TV pode estar atingindo seus limites práticos e estes limites parecem ser mais determinados pela falta de espaço do que pela falta de dinheiro.



As TVs de retroprojeção são agora menos profundas do que os modelos baseados em tubos CRT, mas estão cada vez mais perto de tomar conta de toda a parede de uma sala. Isso não só restringe suas escolhas de mobília mas seu cômodo deve ser profundo o suficiente para permitir uma visualização confortável sem as distorções que freqüentemente ocorrem durante a visualização de grandes TVs dentro do raio de poucos metros. Donos de residências nos subúrbios podem ser capazes de separar uma grande sala para o entretenimento doméstico mas a maioria dos donos de TVs, especialmente fora dos Estados Unidos, moram em locias um pouco mais limitados.







Tudo isso veio à tona recentemente quando a Intel cancelou seus planos de fornecimento de chips para TVs LCOS (cristal líquido sobre silício), o que havia sido anunciado em janeiro deste ano, mencionando altos custos de pesquisa e desenvolvimento e limitações nas projeções de vendas. Esta retirada seguiu o anúncio em outubro passado de que a Philips estava saindo do mercado de LCOS TV, o que a Toshiba também havia feito no início do ano.



A tecnologia LCOS compete com outras tecnologias de retroprojeção no mercado de HDTV como a tecnologia DLP da Texas Instruments (digital light processor). TVs de retroprojeção baseadas em LCD se mostram uma alternativa mais barata mas, embora estejam melhorando, ainda têm problemas com níveis de preto. Como o LCD, o LCOS usa cristais líquidos para modular a luz; o DLP, por contraste, usa pequenos espelhos. Diferente do LCD, o LCOS é completamente reflexivo e oferece maior qualidade. A vantagem do LCOS sobre o DLP é que ele pode incorporar pixels ainda menores e suportar maiores resoluções. O chip da Intel estava projetado para suportar HDTV com resolução de 2 megapixels (1920 por 1080 linhas), enquanto o DLP foca em HDTV básicas (1280 por 768). Embora não haja uma relação clara entre resolução e tamanho de tela, displays com resoluções maiores tendem a ser mais largos, e os sistemas que usariam a tecnologia Intel deveriam estar mais na faixa de 50 ou mais polegadas do que no intervalo entre 40 e 50 polegadas, onde estão a maioria dos sistemas DLP.



A retirada do LCOS não significa que a tecnologia está condenada mas a Intel parecia ser a força que traria os preços das LCOS TV abaixo da faixa de US$ 2 mil ? um desenvolvimento que agora está suspenso. Um bocado dos problemas com o LCOS resultam dos riscos usuais de novas tecnologias combinado ao desafio de manter o controle de qualidade na construção de grandes painéis com milhares de cristais. Mas os sistemas LCOS atuais tem mais a ver com problemas de marketing do que com cristais. O DLP estava batendo o LCOS com sua relação custo/benefício na faixa entre 40 e 50 polegadas. Isto motivo a Intel a ir para o mercado high end onde a companhia determinou que não havia tanto espaço para competição. Uma vez que os sistemas que usassem sua tecnologia deveriam baixar os preços, o problema passou a ser menos o preço do que o tamanho físico. A dinâmica de mercado no segmento de eletrônicos está sendo crescentemente influenciado pelas economias asiáticas, onde as grandes casas suburbanas são raras e tamanhos de 50 polegadas parecem ser o máximo.



À medida em que a globalização continua, é difícil competir apenas com o foco nos norte-americanos e sua mentalidade superdimensonada. Com a população aumentando em várias áreas do mundo (inclusive nos EUA), não há um mercado massivo para as grandes TVs. De acordo com a empresa de análise de mercados Stanford Resources (recentemente adquirida pela iSuppli), apenas 5 milhões das mais de 170 milhões de unidades vendidas em todo o mundo em 2003 eram maiores que 40 polegadas ? uma cifra que está projetada para chegar a apenas 12 milhões de unidades em 200 milhões que serão vendidas em 2007.



Nós estamos falando da América, claro, então as TVs vão continuar a crescer. Mas o mercado além das 50 polegadas permanecerá um nicho para produtos de luxo por algum tempo. E não apenas devido ao preço.



* MIT Technology Review





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Palavras-chave: Dimensionando | Corretamente | A | Tv | Mercado
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