O assunto é quente e toda a indústria só fala dele: discos híbridos. SACD híbridos estão atualmente disponíveis, porém em um número limitado de lançamentos (os SACD dos Rolling Stones, por exemplo), permitindo compatibilidade com os mais de 500 milhões de CD players convencionais existentes. No campo do DVD-Audio, boas novas. A Sonopress, empresa do grupo BMG, está trabalhando em um formato híbrido de DVD.
O significado da existência de SACD e DVD-Audio híbridos é que ambos terão apelo para mais consumidores por causa de sua maior compatibilidade. As gravadoras rapidamente se interessaram pelos discos híbridos porque eles oferecem mais proteção contra pirataria, além de performance superior sobre o velho e facilmente copiável CD.
A força real por trás do movimento híbrido está nas lojas de discos. Não importando seu tamanho físico, as lojas sempre tem limitações de espaço de mostruário. Com grandes estoques de CD, DVD-Video, video games, DVD-Audio e SACD brigando pela atenção do cliente, normalmente os formatos de alta resolução ficam relegados ao fundo da loja. Se os discos de alta resolução puderem ser executados em CD players convencionais, os lojistas podem encontrar inspiração para colocar os novos SACD dos Rolling Stones ou, possivelmente, o catálogo de Peter Gabriel na seção Pop/Rock, ao invés da prateleira alta resolução.
Com mais valor agregados, como entrevistas, mixes surround, fotos raras e outros, o investimento em um disco de US$ 18,00 poderá significar mais para o consumidor, mesmo que ele não possa usufruir destes recursos enquanto não troca seu sistema por um compatível (SACD/DVD-Audio player e, possivelmente, um novo receiver). O DVD-Audio tem compatibilidade com players DVD-Video através das trilhas surround compatíveis, porém pergunte ao vendedor de brincos e cabelos coloridos da loja de discos como um DVD-Audio pode ser reproduzido em seu player, você vai ficar decepcionado.
As camadas híbridas nos discos SACD e DVD-Audio permitem sua compatibilidade com todo e qualquer CD player. Isso poderá fazer com que as gravadoras comecem a relançar grandes porções de seus catálogos nos novos formatos. Quinhentos milhões de consumidores representam uma grande oportunidade. Se considerarmos que é possível agregar valor e reduzir a pirataria, os estúdios devem embarcar nos novos formatos. Existem poucos obtáculos para que isso aconteça. Atualmente há poucas fábricas capazes de produzir os discos. Outro problema está nos discos DVD-Audio híbridos, que podem ter problemas de compatibilidade em um primeiro momento. Estes problemas ainda serão discutidos e resolvidos, mas o caminho para reduzir a pirataria, oferecendo mais recursos em cada título pode ser bastante tentador para os consumidores, lojistas e gravadores.
Fonte: Audio Revolution
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