Olá meu caro, espero que esteja tudo bem contigo e aproveito para, mais uma vez, colocar algumas palavrinhas que expressam mina modesta visão acerca do colecionismo de relógios, enfocando, dessa vez, os relógios antigões.
Todos sabem que durante a transição dos relógios de bolso para os de pulso, (anos 10), houve muita adaptação e muita "tecnologia" aproveitada dos de bolso na fabricação dos relógios de pulso, cuja produção engatinhava.
Pois bem, acredito que toda coleção deva ter alguns desse "vovôs" dos anos 10, 20, 30 e até 40, sejam eles masculinos ou femininos, funcionando ou não, até porque, por beirarem em média os 80 anos e terem maquinário desprotegidos, muitos não funcionam. Sendo assim, e, por conta de normalmente não se prestarem ao uso, talvez nem compense o conserto, valendo a pena colecioná-los tal qual se apresentam, quer seja para manter a originalidade, quer seja por questões práticas financeiras.
Vale dizer que no início a pulseira desses antigões era especial, pois não haviam pinos móveis, as garras/pinos eram soldados na própria caixa. Eu, particularmente, possuo algumas peças que ainda mantém pulseira de época, evidente que não aguentam uso, mas eu acho interessantíssimo ter no acervo esse tipo de peça, pois o estilo, material, fecho, diferem dos atuais, são próprios da peça. para mim é muito mais prazeiroso ter e expor um relógio com uma pulseira de época, gasta, que colocar uma novinha, que não diz respeito ao relógio (só coloco uma nova se for para uso ou se o relógio estiver sem a pulseira, é claro).
Concluo dizendo que, além de enriquecer a coleção pelo aspecto histórico e cronológico, trata-se de um investimento a aquisição de peças bem antigas, pois as mesmas estão cada vez mais escassas no mercado.
Um grande abraço! |