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Mas afinal o que é um dragão?
É sempre pura fantasia ou tem algo mais?
O dragão já está presente nas lendas da antiga Grécia quando o chamado Tifão caçou os deuses do Olímpio, outro foi morto por Apolo e um com três cabeças foi morto por Hercules.
O romano Plínio na sua Historia Naturalis falou que os dragões infestavam a África.

Os dragões são entre as mais antigas criaturas mitológicas, por isso praticamente aparecem nas lendas de todos os povos, eis porque são igualmente distribuídos em todos os territórios e não apenas nas regiões célticas que é a mesma que principalmente analisaremos.
Os dragões mais antigos eram ligados à água e ao fogo, eram então seja criadores que destruidores.
Muitos dragões inicialmente viviam nos fundos marinos onde custodiam imensos tesouros, especialmente perolas.
Existem lendas que afirmam que o dragão na primeira fase nascia como serpente aquática, mas após cinco séculos transformava-se em serpente com cabeça de carpa.

O drago-serpente precisava em cerca de mil anos para adquirir um aspecto mais conhecido, com quatro patas dotadas de garras e o rosto alongado, cercado por uma barba híspida e uma crina de aspecto bem selvagem.
Esse era a segunda fase de crescimento.
Após mais 500 anos o dragão alcançava a terceira fase de desenvolvimento acompanhado com o comparecimento de longas cornas ramificadas, muitas procuradas para os homens porque consideradas ótimo remedia contra a loucura.
Os dragões alcançavam a total maturidade após três mil anos, quando no corpo apareciam asas ramificadas que permitiam de voar.
Grande parte do controlo atmosférico, era obra dos dragões.
Nuvens, trovões e relâmpagos eram produzidos pelo respiro deles.

Muitas vezes um dragão resulta da união de varias partes de variadas criaturas: pode apresentar patas e asas de águia ou de morcego, talvez uma cabeça ou patas de leão, como também escamas de peixe, cornas de veado ou forma de serpenta com ou sem asas.
A variabilidade cromática é bastante fantasiosa também: alguns eram pretos, outros vermelhos, mas também verdes, brancos e amarelos.
O poder destrutivo do dragão era principalmente constituído pelo seu hálito de fogo que podia incendiar inteiros vilarejos.
Até os olhos dos dragões tinham esta característica incendiaria e alguns acreditavam que refletiam os brilhos dos tesouros protegidos por eles.
Os dragões dos paises nórdicos da Europa assumiam às vezes aspectos de um cisne, que simbolizava o grande frio glacial; de fato era opinião comum que a forma do dragão representava as condições extremas climáticas e físicas de alguns lugares do mundo.

O dragão não teme nada e ninguém, salvo a exceção do elefante com o qual combate até o ultimo sangue, entrançando-se na volta das patas e infligindo chutes fatais.
Todavia, quando o elefante acaba morrendo, com o peso dele esmaga o dragão que morre também.
O dragão é inimigo do sol e da lua seja na mitologia ocidental que aquela oriental, imaginava-se também que era o responsável único dos eclipses.
Acreditava-se, de fato, que este fenômeno natural se apresentasse quando o dragão aparecia da esfera da astronomia primitiva.
Uma crença difundida quase em todo lugar, associa o dragão à morte e sustem que alguns homens na hora da morte transformavam-se em dragões, virando guardas dos próprios túmulos, em muitos casso ricos de tesouros.
Estes túmulos mortuários enfeitados com objetos valiosos eram conhecidos com o nome de Colinas dos dragões.
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Os dentes dos dragões que eram plantados, cresciam até se transformar em um exercito de guerreiros, uma insólita associação à reencarnação.
Uma vez que o dragão representava o inimigo natural do homem, matá-lo tornou-se de fundamental importância, isto explica porque nasceram muitas citações sobre batalhas entre deuses e dragões, santos e dragões e, no mundo medieval, cavaleiros e dragões.
Existem varias diversificações dos dragões, uma desta é a Viverna.
Era muito temida pela ferocidade e as pestilências que causava na Europa e em alguns paises africanos como a Etiópia.
É um dragão alado que apresenta um rabo à forma de espiral coberta de acúleos e duas patas de águia colocadas em baixo das asas.

O genro mais comum de dragão é sem duvida o Dragão Heráldico.
Ele tinha robustos dentes venenosos, quatro patas dotadas de fortes garras, uma crista de acúleos cortantes e acuminados que começam da ponta do pescoço até chegar à ponta do rabo.
Este tipo de dragão tem também um rabo pungente que lembra aquela de um escorpião e nariz a forma de gancho.
Pode ter ou não asas.
Existia também o Anfittero e o se encontrava especialmente nas regiões africanas atravessadas pelo rio Nilo, e na Arábia.
Ele era sem patas mas dotados de asas poderosas, protetor das arvores do incenso, de fato colocava em fuga quem roubava a preciosa resina desta planta.
A Grande Bicha (serpente aquática muito comum nos paises mediterrâneos) era uma grande serpente que se diferenciava pela enorme cabeça de dragão dotadas de cornas e barba.
Ele vivia solidamente nas florestas, pertos a pequenos rios.
O Lindworm, típico da Ásia central, era uma espécie de mistura entre a Grande Bicha e a Viverna.
Tinha corpo de serpente, mas tinha também duas patas.
O Guivre que causava pestilências na França era um dragão que atacava qualquer um, dotado de grande ferocidade e aspecto tiranosaurico.
Outro dragão que terrorizava a França era o Tarasque, que vivia na beira do rio Rhône.
Ele era maior que um boi, tinha cabeça e boca de leão, seis patas de urso, uma couraça tipo aquela de uma grande tartaruga coberta de acúleos, rabo de cobra.
A proveniência dele era da Galázia, na Ásia Menor, atacava qualquer ser vivente que passava perto do rio ou navegava nele.
Sempre na França e sempre nas proximidades de um rio ( desta vez era a Sena, o rio de Paris ), vivia mais um dragão: o Garguille.
A particularidade dele era criar vórtices de água, parece que um destes destruí a cidade de Ruen.
O habitat natural dos dragões era de qualquer forma grutas e cavernas, o lugar mais provável onde podia se encontrá-los.

De fato os dragões amavam lugares úmidos, frios e obscuros, amparos fáceis para defender e perfeitos para criaturas que, por natureza, são solitárias, suspeitosas e não gostavam nem um pouco receber visitas.
Naturalmente não todas as cavernas eram iguais: as áreas próximas aos centros habitados eram procuradas pela possibilidade de achar comida facilmente.
Mas as preferidas dos dragões eram aquelas colocadas em montanhas altas, solitárias e despenhadas; desta forma além de ser amparos inatacáveis eram também um fantástico observatório para individuar a caça e se jogar do alto, exclusividade claro para os dragões dotados de asas.
A água é um elemento primário e representa o esconderijo de outros dragões: muitos deles de fato viviam nos mares, lagos, rios e tornavam-se também protetores daquele lugar.
Eles viviam comendo peixes mas não desdenhavam o ataque a grandes navios ou pequenos barcos que passavam perto.
Além disso vivendo nos grandes rios para os dragões significava alcançar facilmente centros habitados, atacá-los à noite e fugir normalmente com excelente roubo humano.

Mais um lugar úmido que os dragões amavam freqüentar e especialmente habitar eram os pântanos, lugares prediletos tanto quanto as cavernas, até porque sem fundo, frescas no verão e nunca geladas no inverno.
No final da época medieval porém se afirmava também que o dragão, a diferença de outro réptil, era um animal com sangue quente e tinha a possibilidade de se adaptar aos climas mais diversos, e de se manter na atividade seja de dia que de noite e em todas as estações do ano.

Alguém chegou a definir um dragão um animal do comprimento de 30 metros, com três ordens de dentes e um sibilo apavorante.
No ano 1449 a cidade de Canterbury, na Inglaterra, testemunhou uma épica batalha entre um dragão vermelho e um preto.
Nos dias de hoje a ultima esperança de vivenciar a existência de um dragão era suportada para os mistérios de Lochness, na Escócia.
Uma esperança que na realidade está se apagando, mas de certa forma o fascino que existe em todos nós nessas criaturas lindas ou horrorosas, agradáveis ou ferozes, não importa o que sejam, resistirá por muito tempo ainda.

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