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DVD ÁUDIO: O que significa está nova sigla?
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Atualizado em 06/08/2008







O DVD-Audio, o novo formato de gravação/reprodução musical derivado do DVD, foi concebido junto com o DVD-Video, nome original do formato que hoje é desejado em todo o mundo e que aos poucos vai revolucionando os hábitos dos consumidores. O DVD Forum, formado pelos principais fabricantes para estudar as especificações e o impacto do formato, criou uma comissão denominada WG-4 (DVD-Audio Working Group), encarregada de estabelecer as normas específicas de áudio. Ao mesmo tempo, gravadoras, músicos e profissionais de áudio criaram o ISC (International Steering Committee), para acompanhar os estudos.

Mas, desde o início, todos sabiam que seria complicado colocar num disco memória suficiente para abrigar tantas informações de vídeo como se exige de um DVD - e no mesmo disco acrescentar tantas informações de áudio que pudessem deixar na poeira o CD. E é exatamente disso que se trata: com a evolução que o CD vem experimentando (vide o exemplo HDCD), fica cada vez mais difícil lançar um formato que o supere em termos de desempenho, confiabilidade e facilidade de operação.

Sony e Philips, que detêm boa parte das patentes hoje utilizadas, vêm investindo milhões em pesquisas no formato que batizaram de Super Audio CD (SACD), ou simplesmente Super-CD. O nome foi escolhido a dedo para ser apresentado como "substituto" do CD. Do outro lado do muro, um grupo de fabricantes liderados por Pioneer, Toshiba e Matsushita (Panasonic) decidiu investir pesado no que se convencionou chamar de DVD-Audio. Seu grande mérito seria dar continuidade à evolução natural do DVD-Video, com todas as suas qualidades e, se possível, nenhum dos seus defeitos (o mais comentado destes é a qualidade apenas razoável da reprodução musical, que para muitos experts perde do CD).

Na prática, há poucas diferenças entre DVD-Audio e Super-CD, mas por algum motivo não explicado a indústria se dividiu - o que prejudica o consumidor e, por conseqüência, a própria indústria. Repete-se assim o episódio do lançamento do videocassete, quase 20 anos atrás, quando a Sony resolveu bancar (sozinha) o formato Betamax e acabou superada pelo VHS. Estranho é que o DVD Forum foi formado, anos atrás, justamente para unificar as diversas pesquisas sobre o formato e padronizar suas especificações.

Como fica o consumidor, diante desse impasse? Bem, a primeira advertência dos especialistas é que ninguém deve se entusiasmar demais com as exibições feitas até agora dos dois formatos. Tudo que se viu até hoje, em feiras e pequenas convenções, foram protótipos que podem muito bem ser modificados até seu lançamento comercial. As demonstrações que vimos do DVD-Audio realmente impressionaram, mas não a ponto de se pensar no "fim do CD", como alguns previram (esse fim, pelo visto, está longe).

O segundo aspecto destacado pelos experts - e aí há consenso entre os fabricantes - é o de que todo cuidado é pouco no lançamento de mais um formato. Uma decisão já tomada é que, qualquer que seja ele, terá que ser compatível com o DVD-Video, ou seja, os novos discos precisarão tocar nos players atuais - tanto os de mesa como os drives do tipo DVD-ROM. Os players DVD-Audio deverão também aceitar os CDs que todo mundo tem em casa - sob risco de condenar a novidade à aposentadoria precoce.

E quando será o tão aguardado lançamento? As bolas de cristal da indústria parecem um pouco embaçadas nesse ponto. Depois das demonstrações feitas no final de 98 e início de 99, os fabricantes (dos dois lados) resolveram retomar as discussões. Agora, as previsões mais otimistas são de que japoneses e americanos poderão comprar seus players no final do ano. Antes, porém, deverá acontecer mais uma tentativa de unificar os padrões e concentrar forças num único formato. Denon e Yamaha, por exemplo, recusam-se a optar por este ou aquele; lutam para que haja uma padronização. Na Feira de Tóquio, em outubro de 98, a Denon chegou a exibir um player dual, que toca os dois tipos de disco. Se não houver acordo entre os demais fabricantes, pode estar aí a solução.

COMO SABER QUAL É O MELHOR?

DVD-Audio e Super-CD são dois nomes diferentes para quase a mesma coisa: ambos são sistemas de gravação/reprodução digital de áudio e pretendem substituir o CD. Os dois tipos de disco são muito semelhantes aos CDs, só que com memória de 4.7Gb, ou sete vezes um CD. Com um detalhe: como os DVD-Video, esses discos poderão ter camada dupla, o que significa dobrar sua capacidade. Os produtores de software poderão lançar, por exemplo, um título com duas trilhas de áudio: uma em estéreo na camada normal e outra, em 6 canais, na segunda camada, que pode ser de alta densidade.

Graças a sua memória, os novos discos poderão incluir também milhares de informações sobre cada música (em texto) e até mesmo imagens (paradas ou em movimento). Sabe-se, por exemplo, que haverá uma trilha sonora básica, em estéreo PCM, e diversas opções para reprodução multicanais, de acordo com a freqüência de amostragem (sampling frequency) e a velocidade de processamento.

Os melhores DVD players atuais trabalham na freqüência de 96KHz, velocidade de 24bits (nos CDs, 44.1KHz/16bits). Com o DVD-Audio, chega-se facilmente a 192KHz, mas os fabricantes querem deixar aberta a possibilidade de o produtor do software escolher entre seis freqüências diferentes (também 44.1, 48, 88 ou 176KHz), em 16, 20 ou 24bits. Seriam, portanto, 18 opções de gravação. Com uma vantagem adicional: será possível ter freqüências distintas nos canais frontais e nos traseiros, aumentando incrivelmente as possibilidades para músicos e engenheiros de gravação. Já os idealizadores do Super-CD prometem uma freqüência de amostragem absurda, de 2.8224MHz, ou 64 vezes aquela do CD normal (44.1KHz).

Os tempos de duração de cada disco também serão bastante ampliados, com a adoção do formato dual-layer (camada dupla). Os players terão dois feixes de laser, um para cada camada. Ao lançar um título, a gravadora poderá optar por uma ou duas camadas, em 2, 3, 4, 5 ou 6 canais; conforme essa opção, o conteúdo do disco poderá ser estendido. Logicamente, para cada acréscimo na qualidade perde-se na memória disponível: uma trilha de 192KHz a 24bits terá apenas 64 minutos no DVD-Audio.

Essa evolução só está sendo possível graças aos sistemas de compressão digital que - a exemplo do que acontece no cinema, com o Dolby Digital e o DTS - estão revolucionando a indústria musical. Para que se tenha discos DVD-Audio com pelo menos o mesmo tempo de duração de um CD (74 minutos), os fabricantes sabem que só será possível oferecer uma qualidade superior comprimindo o sinal.

O método de compressão escolhido para o DVD-Audio foi o chamado MLP (Meridian Lossless Packing), desenvolvido pela empresa inglesa Meridian, famosa por seus processadores e sistemas de áudio controlados via software de computador. Ao contrário do DTS e do Dolby Digital, que comprimem o sinal eliminando suas partes inaudíveis, o MLP preserva integralmente o sinal original.

No Super-CD, optou-se por um processo chamado DSD (Direct Stream Digital), que segundo Sony e Philips elimina as perdas das gravações, conseguindo preservar uma quantidade muito maior de informação no sinal original. No processo atual, o sinal gravado sofre perdas ao ser convertido e filtrado; o sistema DSD substituiria filtros e conversores.



* especificações sobre os formatos DVD-Audio e Super-CD na edição de junho/99 da revista HOME THEATER.







Palavras-chave: Dvd | Áudio | O | Que | Significa
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