Efeitos Sonoros ? introdução à produção
Leonardo Magno Sampaio
Julho ? 2008
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1. Introdução
Os efeitos sonoros podem ser classificados de várias formas. Por exemplo:
· Som real OU som sintético
· Som sintetizado a partir de sons naturais OU som gerado no computador
· Som da cena OU som "OFF"
· Som naturalista OU som de fantasia
· Som diegético OU som não diegético
Todos esses tipos de efeitos podem ser bem usados.
Sons reais são captados com microfones. Quando sons são criados usando computadores ou processadores de efeitos, dá-se o nome de sons sintéticos. A propósito, o nome sintetizador está ligado à palavra sintético.
No século XX surgiram duas tendências da música eletroacústica. Os franceses criaram a música concreta, e os alemães, a música eletrônica. Na música concreta, fragmentos de sons reais eram transformados para gerar novos sons, que pouca relação tinham com os originais. Entretanto, por mais que um som totalmente diferente fosse gerado, ele ainda preservava a essência do som original. Já na música eletrônica, todos os sons eram gerados por computadores ou processadores eletrônicos, sem usar nenhum som real.
Os sons de cena são usados para representar coisas que podemos ver na cena. Já os sons em "off", que complementam o estímulo visual, acontecem fora da cena (ou da tela, no caso de uma produção em vídeo). Por exemplo, quando a tela mostra pessoas na sala conversando, mas ouve-se, sem mostrar visualmente, também uma voz que vem da cozinha, junto com sons de pratos sendo lavados. Ou então, a voz de um locutor, que não é ator e não está presente na cena.
Pode-se usar os sons de modo naturalista, ou seja, o som do que está acontecendo realmente. Ou então pode-se usar como fantasia, isto é, sons que não correspondem à realidade. Um exemplo clássico do segundo caso são os sons de desenhos animados, por exemplo, quando Tom e Jerry estão correndo, os sons que a sonoplastia cria para seus passos não correspondem a sons reais de passos de gatos e ratos!
A diegese é a "realidade" da narrativa. Quando uma banda está tocando, seja na cena ou em off, a música é diegética. Já uma trilha sonora incidental que faz parte do filme não acompanha a diegese, pois não está inserida no contexto da ação. A voz de um locutor também é um som não-diegético.(1)
Este artigo é teórico, e o foco é somente nas formas de produzir os sons, e não seus usos dentro da estrutura dramática. Ou seja, desta vez serão discutidos somente os dois primeiros tópicos. Posteriormente será escrito um artigo prático, com exemplos sonoros passo-a-passo.
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Esta foi a introdução do artigo. Para ler mais, acesse
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