O Region Coding foi motivo de grande polêmica quando do lançamento da tecnologia do DVD, pois os fabricantes de aparelhos (DVD Player) se recusavam a aceitar as exigências dos estúdios cinematográficos, e estes, por outro lado, não queriam liberar seus filmes no novo formato se a Region Coding não fosse implantado na fabricação dos aparelhos e na replicação dos discos. O grande temor dos estúdios americanos era que, devido a perfeição do DVD, a pirataria copiasse filmes de um DVD para master Betacam e daí para VHS, colocando no mercado de vídeo filmes que ainda não estivesse nos cinemas e home vídeo. Outro fator prejudicial para os estúdios é a importação de filmes em DVD dos Estados Unidos, prejudicando acordo de distribuição local por empresa independente ou representada. O Region Coding protege em parte os cronogramas de exibições cinematográficas internacionais. A distribuição do DVD sem autorização local pode prejudicar o lucro das salas de cinema, por isso os estúdios pediram que o mundo fosse dividido em regiões, e assim, títulos de uma região só reproduz discos de DVD em aparelhos fabricados para aquela região. A codificação regional protege ainda outros interesses econômicos. A empresa que detém os direitos de comercialização de um filme nos EUA, pode não ter os direitos de comercialização no resto do mundo. É bom lembrar que muitos títulos, principalmente de empresas independentes, saem sem Region Coding, também chamados de "região 0" (zero) ou ainda ALL. Isto contraria totalmente as exigências dos estúdios. O Region Coding foi dividido em seis regiões. É importante lembrar que os discos com o Region Coding ALL podem ser reproduzidos em qualquer aparelho, seja ele da região 1 (Estados Unidos) ou 4 (América Latina, Austrália e Nova Zelândia).
REGIÃO 0 OU ALL = REPRODUZ EM QUALQUER APARELHO.
REGIÃO 1 = ESTADOS UNIDOS E CANADÁ.
REGIÃO 2 = PARTE DA EUROPA, ÁFRICA E JAPÃO.
REGIÃO 3 = PARTE DA ÁSIA.
REGIÃO 4 = AMÉRICA LATINA, AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA.
REGIÃO 5 = ÁFRICA.
REGIÃO 6 = CHINA. |