A educação a distância deve ser usada como ferramenta de formação continuada de professores, mas não como formação inicial. A afirmação foi feita nesta quinta-feira, 17/4 pela vice-presidente da Internacional da Educação, professora Juçara Maria Vieira, na 1ª Coneb (Conferência Nacional da Educação Básica)
?Não há preconceito com a educação a distância. Como formação continuada, é uma ferramenta excelente, mas a formação inicial do professor precisa ser humanizada?. Ela diz que há outras profissões de maior prestígio, como Medicina, Direito e Engenharia, com cursos de graduação a distância.
O tema foi também exposto em uma das oito apresentações desta manhã. A coordenadora do Laboratório de Estudos sobre Tecnologias da Informação na Educação da Universidade Federal do Mato Grosso, Kátia Mosorov, uma das expositoras, defendeu a integração entre a formação presencial e a não-presencial.
?Os programas de educação a distância precisam garantir, necessariamente, também recursos humanos capacitados, bibliotecas, laboratórios e outros materiais, além de encontros presenciais voltados para a prática pedagógica, e não para a avaliação?, disse a professora.
Para Mônica Gardelli, especialista e-learning da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), se o documento-base da Coneb prevê o uso da metodologia de formação a distância para aperfeiçoamento, é necessário que o estudante tenha contato com as plataformas virtuais ainda na graduação.
Mônica ressaltou, porém, que a educação a distância não pode ser desconsiderada em nenhum momento da educação do professor. ?Ela é bem-vinda, desde que não seja na formação inicial, mas o futuro professor precisa ser preparado já no começo. É preciso haver etapas que incluam a experiência da metodologia a distância durante a graduação?, afirmou.
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