vel na Internet sem custo.
Com este anúncio, os Estados Unidos se unem ao Brasil e à China ao adotar uma política de livre acesso para dados de sensoriamento remoto com resolução moderada (mais de 5 metros). "O Brasil já adota esta política desde 2004 para o programa Cbers e a China, a partir de 2007, passou também a aplicar esta política aberta", diz Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), que já distribuiu gratuitamente mais de 350 mil imagens do Programa Cbers.
O programa LandSat é o mais antigo de sensoriamento remoto da área territorial do planeta. Foi iniciado em 1972, com o lançamento do satélite LandSat-1. A série inclui os satélites LandSat-2 (lançado em 1975), o 3 (1978), o 4 (1982), o 5 (1984) e LandSat 7, colocado em óbita em 1999.
Hoje, apenas o LandSat-5 continua em operação plena, o que faz dele o satélite de observação da Terra de maior duração até hoje. Essa versão do satélite já obteve mais de 600 mil imagens do planeta.
Para Gilberto Câmara, a decisão dos Estados Unidos torna muito provável que, a partir do início da próxima década, todos os satélites de sensoriamento remoto com mais de 10 metros de resolução estejam disponíveis de forma aberta e gratuita para todos os países. "Esta situação permitirá um gerenciamento muito melhor dos recursos terrestres do planeta, muito necessário em tempos de mudanças ambientais globais", avalia ele.
Pioneirismo
Além dos usuários brasileiros, as imagens Cbers também são fornecidas gratuitamente para países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do Inpe em Cuiabá, Mato Grosso. O Brasil é hoje o maior distribuidor de imagens de satélite do mundo, graças à política adotada em junho de 2004, que permite o download gratuito a partir do site www.obt.inpe.br/catalogo
Apenas no Brasil já foram distribuídas cerca de 350 mil imagens Cbers para cerca de 15 mil usuários de instituições públicas e privadas, comprovando os benefícios econômicos e sociais da oferta gratuita de dados. Na China, após a adoção de uma política similar, foram distribuídas mais de 200 mil imagens, sendo o Ministério da Terra e de Recursos Naturais seu principal usuário.
Recentemente, Brasil e China decidiram oferecer gratuitamente as imagens do Cbers para todo o continente africano. A distribuição das imagens contribui para que governos e organizações no Continente monitorem desastres naturais, desmatamento, ameaças à produção agrícola e riscos à saúde pública.
Brasil e a China estabeleceram, em 1988, uma parceria para a construção, lançamento e operação conjunta dos satélites. O Programa Cbers permite aos dois países produzir dados e imagens de seus territórios a custo reduzido. As informações ajudam na formulação de políticas públicas em áreas como monitoramento ambiental, desenvolvimento agrícola e planejamento urbano.
No Brasil, o desenvolvimento do Cbers cabe ao Inpe. Na China, o programa está sob a responsabilidade da Cast (Chinese Academy of Space Technology).
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