A previsão é de que o Brasil tenha fechado 2007 com crescimento de 14% no setor serviços de tecnologia da informação. Segundo a Assespro (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação, Software e Internet), os serviços de tecnologia da informação cresceram 15% em 2005, passando para 15,4% em 2006. Já o setor de software, desde 1995 vem crescendo à taxa média de 11%, aponta a associação. A taxa é três vezes maior que o índice do mercado de hardware.
A avaliação é do presidente do Seprorj (Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro), Benito Paret. ?Hoje, para poderem competir, as empresas têm que procurar racionalidade e modernidade. E é por meio da tecnologia da informação que elas conseguem?. Para Paret, o lançamento da TV Digital, em dezembro passado em São Paulo, abre novas expectativas para o setor de informática do País e acelera o processo de convergência de mídias.
Mas falta mão-de-obra
O maior problema no setor de brasileiro de software se refere à mão-de-obra, segundo avaliação do presidente da Fenainfo (Federação Nacional das Empresas de Informática), Maurício Laval Pina de Sousa Mugnaini. ?Entrar no mercado da mão-de-obra terceirizada estrangeira disputando com a Índia é querer vender o suor do capital intelectual, quando o Brasil pode vender o capital intelectual em si, sendo remunerado por direitos autorais, com altíssimo valor agregado?.
Segundo ele, a falta dessa compreensão acarreta um déficit anual de mão-de-obra de 30 a 35 mil trabalhadores. Ele acrescenta que o mercado para a contratação de mão-de-obra terceirizada estrangeira requer 200 mil profissionais por ano.
"Não temos essa oferta de mão-de-obra. E não teremos a mesma competitividade da Índia a não ser que a gente tire totalmente a incidência tributária e sobre folha de pagamento desse segmento?.
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