O Brasil exportou US$ 313 milhões entre software e serviços em 2007, com elevação de 26,7% sobre os volumes do ano anterior.A revelação é da pesquisa ?Mercado Brasileiro de Software ? Panorama e Tendências edição 2008?, realizada pela IDC, contratada pela Abes (Associação Brasileira das Empresas de Software).
Apesar dos negócios no exterior terem apresentado crescimento, os volumes estão muito aquém das metas do governo que havia previsto que o Brasil chegaria em 2009 com exportações da ordem de US$ 2 bilhões. Segundo José Curcelli, presidente da Abes, as operações de offshore representam apenas 1/3 das previsões feitas pelo país, que sonha em fazer parte do radar internacional.
De acordo com o relatório da Abes/IDC, do faturamento de US$ 313 milhões no mercado externo a maior fatia ficou com os contratos de serviços, que responderam por US$ 242 milhões, com expansão de 24,1% em comparação com 2006. Os US$ 71 milhões foram vendas de software, com acréscimo de 36,5, sobre os volumenes do ano anterior.
As exportações ainda representam apenas 5,1% do mercado total de software que movimentou US$ 11,1 bilhões em 2007. Curcelli afirma que uma das grandes barreiras para a indústria brasileira entrar no mercado externo é a alta carga de impostos, principalmente com mão-de-obra. De acordo com ele, 70% dos custos para atuar no exterior são pagamento de tributos trabalhistas.
?É inviável competir com China, Índia, Rússia e com a nossa vizinha Argentina. Eles pagam bem menos impostos que o Brasil?, afirma o presente da Abes. Ele espera que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, aponte uma solução para essa questão no pacote de política industrial que deverá ser apresentado no próximo dia 12 de maio.
Uma das propostas do segmento para aumentar as exportações é a possibilidade desoneração dos impostos da folha de pagamento. A contrapartida do setor é o investimento desses recursos em capacitação dos profissionais, com aplicação do dinheiro principalmente em cursos de inglês.
Gérson Schmitt, diretor da Abes e presidente da Paradigma, complementa que o Brasil precisa de um projeto para exportação que leve em conta não apenas a prestação de serviços, mas a venda de software, que é o que leva a inteligência do País e pode ser um diferencial competitivo.
O executivo espera que o governo dê mais atenção ao setor de software. Ele destaca que essa é uma indústria que cresce a patamares de mais de 20% ao ano, passando muito setores da economia. Entretanto, é muito penalizado pela taxação de impostos. Empresários do setor gostariam que o segmento recebesse tratamento igual ao de hardware, que foi bastante beneficiado pela MP do Bem, com isenção de PIS/Cofins.
Este guia foi útil? Então vote SIM!
É só um clique! |