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Atualizado em 26/09/2008

A estudante mineira Lorena Oliveira, 22 anos, não fica mais surpresa quando todo dia 15 do mês seus créditos do celular acabam. A solução? Ligar a cobrar para a família e os amigos. ?Dou um toque e desligo para me ligarem de volta. Às vezes, também mando SMS pela Internet?, conta. Ela já teve um plano de minutos, mas, atualmente, prefere um que a permita controlar mensalmente seus gastos, com um valor fixo de R$ 25 por 40 minutos de conversação. Assim como Lorena, 81% dos brasileiros, segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), preocupam-se com o controle de gastos do celular. Esse é o principal motivo por optarem por planos pré-pagos. Mas será essa a única alternativa para quem deseja economizar em sua conta?

Barato que sai caro

Luis Carlos Ewald, professor de finanças da PUC do RJ e autor do livro ?Sobrou Dinheiro! Lições de Economia Doméstica?, esclarece que a melhor forma de cortar custos com telefonia é, em primeiro lugar, encontrar o perfil de consumo. ?As pessoas têm o costume de escolher o pré-pago sem avaliar sua necessidade, esquecendo-se de que esse modelo tem as mais caras tarifas e preços de aparelho?, explica.

De acordo com pesquisa feita pela Pro Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, no final de 2005 o minuto médio do pré-pago custava o dobro do pós. Enquanto neste a tarifa alcança R$ 0,56, no celular de cartão o valor médio é de R$ 1,15. Segundo a pesquisa, os pré-pagos são um bom negócio apenas para os consumidores que recebem mais ligações do que fazem ou gastam até 20 min por mês. ?O importante é controlar a ansiedade para não transformar o celular em um vilão do orçamento familiar?, alerta. Ewald ilustra que hoje em dia é raro alguém sair do carro para chamar outra pessoa na portaria de um prédio. ?O sujeito em um impulso já pega o aparelho para avisar que chegou?, diz. Ele dá o exemplo: sempre troca o celular pelo telefone público toda vez que está no aeroporto. ?É bem mais barato?, explica o professor.

Outra armadilha para o bolso é a compulsão pelo consumo. ?As pessoas trocam muito de celular e às vezes pagam mais caro por uma tecnologia que não utilizarão em seu dia-a-dia?, conta. No entanto, o professor desaconselhou o filho a comprar um celular mais barato, pois, se comparado a um superior da mesma operadora, ele obteria mais vantagens no plano de minutos. ?Identificando nossas necessidades, conseguimos juntar custo e benefício?, explica.

Útil ao agradável

A favor do consumidor está a concorrência entre as operadoras. Os preços dos aparelhos e das tarifas caíram e as promoções são constantes. No meio de tantas ofertas, o cliente pode tirar mais proveito que imagina. Todas as operadoras têm simuladores ou comparativos de planos que ajudam o consumidor a descobrir o tempo médio que gasta com ligações e calcular a economia que fará com a escolha certa. Se o cliente costuma fazer três ligações por dia, por exemplo, utilizando uma média de 60 min mensais, pode optar por inscrever-se no pacote com esse volume em vez de pagar uma assinatura mensal.

Ao mesmo tempo em que a maioria das operadoras de telefonia móvel preocupa-se em lançar novos serviços e trazer para o consumidor o que há de mais novo em tecnologia, elas não poupam esforços para dar aos consumidores ferramentas de controle de gastos. Reflexo disso é a criação, de uns tempos para cá, dos chamados ?planos de controle?. Nesse modelo, o consumidor tem uma franquia fixa para usar em ligações locais, interurbanas e em outros serviços, como o SMS, e quando utilizar todo o valor decide se quer inserir mais créditos ou esperar a próxima conta. A desvantagem é que, ao recarregar, o cliente passa a ser tarifado como um pré-pago.

Antes de optar por um plano

1. Você deve descobrir quanto gasta por mês com o celular a) Faça uma média das contas telefônicas dos últimos três meses; b) verifique se não houve viagens excepcionais nesse período (férias, por exemplo), que não devem entrar em sua média mensal de despesas; c) Não assine o plano no mesmo momento. Primeiro, acompanhe seus hábitos. Se possível, anote-os, conferindo quantas ligações você faz por dia e quanto tempo gasta em cada uma delas; d) Seja racional. Não se inscreva em um plano mais barato com a intenção de mudar seus hábitos de uma hora para outra; e) O plano ajudará a economizar. Você deve se pautar nos minutos contratados para diminuir o número de ligações, mas esse planejamento deve estar dentro de sua realidade; f) se você viaja com freqüência, opte pelos planos que possibilitam ligações interurbanas pelo preço de locais.

2. Gaste seu tempo fazendo contas a) Confira qual é sua despesa com o plano e sem ele; b) não se esqueça de que, caso venha a superar o limite contratado, é possível que gaste muito mais com o celular; c) lembre-se de que se você não usar todo o crédito no primeiro mês, dependendo da operadora, não poderá gastá-lo nos 30 dias seguintes.

3. Colha o máximo de informações possíveis sobre os planos que sua operadora oferece a) Visite os sites da empresa e ligue para o atendimento ao cliente; b) verifique se no site da operadora não está disponível um simulador dos planos oferecidos; c) converse com amigos que já utilizam esses planos. Pergunte qual foi a economia que eles conseguiram ao optar por uma modalidade.

4. Não hesite em mudar a) Se a primeira escolha de plano não combinou com você, ligue para a operadora e peça a transferência para outro. Não acumule prejuízos sem necessidade; b) não caia nas tentações da mídia; c) tenha sempre em mente que seu objetivo é diminuir despesas e equilibrar o orçamento doméstico. Avalie as promoções tendo em vista a sua necessidade. Fonte: http://www.emdefesadoconsumidor.com.br/

Encontre o seu perfil

Se você está em dúvida em como determinar as características de sua conta de celular, siga as dicas abaixo para encontrar o seu perfil de consumo:

? Liste a quantidade de chamadas realizadas ao mês; ? Separe quantas ligações são locais, interurbanas com DDD começando com o mesmo número de origem (VC2) e totalmente diferentes (VC3); ? Separe também quais são para telefone fixo, celular da mesma operadora e celular de outra operadora; ? Estime a duração das chamadas; ? Verifique o horário em que mais você liga, se é o normal ou o reduzido. ? Lembre-se de que cada operadora oferece um horário diferente para tarifas reduzidas. Fonte: Pro Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor

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Palavras-chave: Faca | O | Seu | Celular | Render
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