Trecho retirado da revista carta capital de Outubro.
Todos querem mesmo, é a etiqueta da Swarovski, que só é conferida a produtos previamente avaliados pela empresa. O que é fornecido pela maioria, são os lacres das embalagens Swarovski. Somente peças montadas na Áustria tem este selo.
Falsificações e contrabando, problemas comuns a mercadorias importadas para o mercado brasileiro, não chegam a preocupar o diretor-geral da Swarovski. ?As imitações costumam ser grosseiras e acabam induzindo o consumidor a procurar cristais de melhor qualidade?, explica Dauch.
?É fácil perceber que o brilho é diferente e a lapidação, mais perfeita?, garante.
Os mesmos cristais que são vendidos às dúzias, como matéria-prima, por poucas dezenas de reais, saltam para a casa dos milhares de reais quando são convertidos em objetos de decoração e expostos nas vitrines das lojas próprias da marca Swarovski.
A valorização da marca é uma preocupação constante, desde que Daniel Swarovski escolheu Wattens, na montanhosa região austríaca do Tirol, como sede para a fábrica, em 1895. Mais do que aproveitar as correntezas dos rios alpinos para gerar eletricidade, o empresário queria esconder sua tecnologia dos concorrentes tchecos. O segredo acabou sendo dividido entre os 158 membros da família que hoje participam direta ou indiretamente das atividades do grupo (embora apenas seis tenham assento no conselho de administração). As visitas à fábrica são proibidas. ?Nosso processo de produção é tão secreto quanto a fórmula da Coca-Cola?, compara Simone Feix, executiva da área de comunicação da empresa.
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