Estrobo
Estrobo, na definição do dicionário Aulete , quer dizer ?movimento piscante de luzes com o objetivo de sinalização de advertência ou para fins de decoração?.
Definindo estrobo como um recurso tático, podemos dizer que é uma das funções das lanternas portáteis para ganhar vantagem tática sobre o suspeito. O estrobo interfere no equilíbrio e na percepção do indivíduo, fazendo-o olhar para outra direção e o induzindo à confusão mental. Isto acontece porque tal recurso permite entrar no ciclo OODA do suspeito (observação, orientação, decisão e ação), desorientando-o a ponto de o agente conseguir ganhar tempo extra para controlar determinada situação.
Devido ao seu poderoso efeito tático, o modo estrobo ganhou lugar de destaque nas forças armadas e policiais. Essas novas lanternas, que hoje possuem poderosos e eficientes circuitos digitais, permitiram a criação de um novo vocabulário entre os agentes policiais, como ?Ele jogou o estrobo e eu fui para cima!? (He strobed while I moved up)
Loius Chiodo, instrutor de armas na Califórnia, já treinou 95 agentes policiais de vários países e afirmou que o estrobo afeta a capacidade de uma pessoa. Ele enfatizou que um grande benefício do estrobo é a habilidade de ?abrir portas?. Em suas aulas em ambientes de baixa luminosidade, ele demonstrou o benefício da desorientação momentânea quando da utilização do estrobo. Por exemplo, os suspeitos ?congelam? momentaneamente durante a ação policial. O agente pode ordená-lo a mostrar a localização dos outros suspeitos ou armas. Essa confusão mental, mais o estímulo verbal, pode produzir respostas úteis.
Para aumentar a disparidade de percepção visual do suspeito e consequentemente os efeitos da confusão mental, os agentes podem ainda mover a lanterna com a luz estroboscópica ativa.
A ciência do ?Strobing?
Embora muitas pessoas não tenham se atentado para isso, as luzes estroboscópicas são instaladas em alarmes residenciais e comerciais há décadas. Esses sistemas são bem conhecidos por causar confusão mental no processo de decisão. Quando combinado com o som do alarme, a luz estroboscópica é eficiente em remover os intrusos da área invadida.
Cientistas também descobriram que o cérebro humano prefere a ?continuidade? para processar as informações. Diferentemente dos olhos dos animais, no humano, o movimento é percebido pelo cérebro e não da informação sensorial advinda dos olhos. Por isso, a percepção de cor e movimento fica sujeita à habilidade do cérebro de decifrar movimento suave e regular. Quando a percepção do movimento chega em segmentos, a informação recebida pelo cérebro é confusa.
Assim, qualquer fonte de luz que sobrecarregue os fotorecptores dos olhos, vão produzir uma imagem sobreposta, chamada de persistência da visão. Isto ocorre em 2 fases, a primeira vem da descarga imediata de foto receptores e; a segunda, da perda de sensibilidade. Ambos produzem imagens sobrepostas, e quando as imagens são persistentes, podem sozinhas criar um curto-circuito no cérebro.
No caso das luzes táticas estroboscópicas das lanternas, as mesmas funcionam de forma a não permitir que os fotorecptores dos olhos se ajustem, causando um choque visual e forçando a percepção do cérebro a analisar a informação que chega em segmentos, ou mesmo em intervalos regulares.
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