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O Futuro do DVD
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Atualizado em 06/08/2008







A TRAJETÓRIA DO CD ATÉ O DVD

O CD de áudio surgiu em 1982. Em 84, veio o CD-ROM, que era o CD destinado ao mercado de computadores. Esse formato evoluiu nos anos 90 para uma série de outros formatos, e nem todos deram certo. Primeiro, veio o CD-Gravável (CD-R), que anos depois seria seguido pelo CD-Regravável (CD-Rewritable, ou CD-RW). Já o CD-V (ou Vídeo-CD) surgiu em 93 e agora está sendo substituído pelo DVD. A indústria trabalha com projeções de que até o ano 2.000 ou 2.001 nós já teremos o DVD-Regravável.

CONSÓRCIO DVD Este Consórcio foi um grupo montado por alguns fabricantes para definir os padrões de funcionamento do DVD. Inicialmente eram dois grupos: um, liderado pela Philips e Sony, que defendia o padrão MMCD, e outro, liderado pela Toshiba e a Warner, que defendia o padrão SD. No fim, chegou-se a um consenso e todos acabaram se juntando num único grupo, que ficou conhecido como ?Consórcio DVD?.

PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DO DVD

Alta qualidade digital de imagem e som

Até 8 horas de filme em um único disco

Até 8 idiomas na dublagem

Até 32 idiomas nas legendas

Leitura Óptica Digital

Função Multi - Ângulo

Controle Parental

Múltiplos formatos de tela: 16:9 e

4:3 (PS-LB)

Como se sabe, o DVD traz uma série de benefícios para o usuário, embora nem todos esses benefícios já estejam disponíveis nos discos atuais. Mas o principal é sua altíssima capacidade de armazenamento de dados, o que faz do DVD um formato perfeito para os sistemas de entretenimento doméstico.

QUALIDADE PROFISSIONAL DE IMAGEM E SOM

Através de um sistema de compressão de dados chamado MPEG-2, o DVD consegue uma resolução de imagem que equivale a 2 vezes a de uma fita VHS. São 500 linhas de 720 pixels, quando no VHS se chega apenas a cerca de 240 linhas. A qualidade de som também é bem superior à do CD, por exemplo. Enquanto no CD a leitura é feita na freqüência de 44,1KHz, no DVD trabalha-se entre 48 e até 96KHz, com velocidades de 16, 20 e 24 bits por segundo. Além disso, o DVD é a única mídia que oferece suporte para os novos sistemas digitais de processamento sonoro, como o Dolby Digital, o DTS e o MPEG.

CÓDIGOS REGIONAIS

O Consórcio DVD decidiu criar um sistema que dividiu o planeta em 6 códigos regionais. E por que isso? O motivo alegado foi a proteção da chamada ?janela? cinematográfica. Os estúdios de Hollywood impuseram esses códigos sob a justificativa de que um filme que estivesse sendo exibido nos cinemas do Brasil, por exemplo, poderia estar sendo lançado ao mesmo tempo em DVD nos EUA. Isso, segundo eles, prejudicaria a bilheteria do filme nos cinemas e diminuiria os lucros do estúdio. Foi alegado também que o sistema de códigos inibiria a pirataria dos discos. Bem, dentro dessa divisão, o Brasil acabou ficando na Região 4, juntamente com toda a América Latina e a Oceania. Os discos da Região 1 começaram a sair no início de 97, e agora estão saindo os da Região 4, aqui no Brasil.

DISCOS PARA A REGIÃO 4

Desde o início de 97, já foram lançados nos EUA mais de 2.000 títulos de filmes em DVD. No Brasil, agora saíram os primeiros com legendas em português, e a previsão é de que até o final do ano tenham sido lançados entre 150 e 200 títulos por aqui. E que serão mais de 1.000 no ano que vem. A previsão das distribuidoras é de que os grandes filmes, os grandes sucessos, sejam lançados a partir de 99 ao mesmo tempo em fita VHS e disco DVD, com o DVD custando em torno de R$ 20,00. Enquanto o VHS tornou-se de início um produto mais para o mercado de rental (locação), os distribuidores acreditam que o DVD será também um formato para sell-thru, ou seja, que as pessoas vão querer comprar os discos. Por isso, projetam esse preço na faixa de R$ 20,00.

SEGMENTAÇÃO DO MERCADO

Normalmente, quando surgem essas novidades, os primeiros consumidores a comprar são aqueles chamados de ?inovadores?, quer dizer, aqueles que querem ser os pioneiros, não querem esperar muito para ter a novidade. No caso do DVD, este ano de 98 e o próximo começa a entrar um segundo tipo de consumidor, que são os entusiastas por home cinema, aquelas pessoas que gostam de filmes e procuram uma fonte de som e imagem de melhor qualidade. Esse pessoal é estimado hoje na faixa de 1,5 milhão de usuários, ou seja, nesse período devemos chegar a 1,5 milhão de DVD players vendidos. Mas o grande crescimento mesmo é aguardado para os próximos dois ou três anos, até 2.001, quando a previsão é chegar a 10 milhões de players vendidos. E isso porque os preços devem cair, a oferta de filmes irá aumentar e vai-se conseguir atingir os chamados film & video lovers, aquelas pessoas que são fanáticas por cinema. A partir do ano 2.002, o DVD deve estar atingindo todo o resto da população de consumidores. E o preço deve chegar no mesmo nível de um videocassete.

PENETRAÇÃO DE MERCADO

É interessante a comparação entre o comportamento do DVD e o de outras novidades tecnológicas que surgiram no passado. Vejam que o videocassete, por exemplo, em cinco anos atingiu apenas 1% de penetração, e a TV em cores pouco mais de 2%. Já o DVD, espera-se que em cinco anos atinja quase 6% dos lares, que foi mais ou menos o que aconteceu com o CD na década de 80. É bom lembrar que esta é uma estimativa da Philips, que é por tradição uma empresa mais conservadora nessas coisas.

PERSPECTIVAS DE MERCADO

Agora, algumas informações sobre as perspectivas de venda do formato DVD até o ano de 2.001 segundo a indústria. Vejam que o mercado como um todo deve chegar a US$ 148 bilhões! As vendas somente de DVD players devem chegar a US$ 8 bilhões, enquanto as de drives DVD-ROM e DVD-RAM serão o dobro, US$ 16 bilhões. Já o DVD-Audio Player, que ainda não foi lançado, estima-se que atingja cerca de US$ 4 bilhões no ano 2.001. E as vendas de software, isto é, os discos DVD gravados, chegarão à casa dos US$ 120 bilhões.

O DVD NO MERCADO

O DVD é o maior sucesso de vendas em toda a história da indústria eletrônica. Vejam que, só nos EUA, já foram vendidos aproximadamente 700.000 players em menos de dois anos de existência do formato. Isso representa mais que o dobro das vendas de videocassetes entre 1975 e 1977, os dois primeiros anos de implantação do videocassete. E 12 vezes mais que as vendas de CD players no seu primeiro ano. Já foram vendidos também, até agora, no mercado americano 4,3 milhões de discos DVD, sendo que uma única rede de varejo (a Best Buy, que tem 289 lojas) já vendeu 1,5 milhão de discos ? uma relação de 28 discos para cada player vendido por eles. No Brasil, a previsão é de se vender 30.000 players até o final de 98 e de chegar a 500.000 no ano 2.001.

PESQUISA DA VSDA

É interessante analisar também pesquisa que foi feita entre 1.900 pessoas pela VSDA (Video Dealers Software Association), que é a associação dos distribuidores de vídeo dos EUA. Entre os entrevistados, o awareness ? isto é, o grau de conhecimento do DVD ? cresceu de 18% para 37% em apenas 6 meses. Entre essas mesmas pessoas, 17% disseram que têm intenção de comprar um DVD nos próximos 12 meses. E 81% disseram que querem alugar DVDs.

Mais ainda: somente um único estúdio (a Warner) já faturou cerca de 10 milhões de dólares com o DVD. E a projeção da Warner é de que se chegue a uma taxa de penetração de 10% no ano 2.002, o que representa mais ou menos 10 milhões de unidades vendidas.



* Mario Henrique Manga é gerente de Novas Tecnologias do grupo Philips. O texto acima é uma condensação de sua palestra no 1º Home Theater Workshop, organizado em agosto de 1998 pela revista HOME THEATER.







Palavras-chave: O | Futuro | Do | Dvd | Mercado
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