O Futuro
dos formatos pré-gravados em alta resolução
27 de fevereiro / 3 de março
Hi-Fi & Home Theatre Show 2003 Moscou, Rússia
Por Gary Reber
Copyright © 2003 Widescreen Review
Gary Reber,
editor da revista Widescreen Review, em sua apresentação O Futuro dos
formatos de alta resolução pré-gravados cobriu as origens e elementos
técnicos da plataforma D-VHS D-Theater da JVC, o sistema de proteção contra
cópias, o apoio oferecido pelos estúdios e a disponibilidade de títulos.
Reber também aborda o desenvolvimento de um DVD de alta resolução, e os
desafios a frente, como a proteção contra cópias e interfaces A/V protegidas
para produção de conteúdo de alto valor e alto perfil.
- Introdução
O primeiro dispositivo
funcional para produção de sinais elétricos para transmissão de TV era um
sistema mecânico desenvolvido por Paul Nipko em 1884. Então, Valdimer
Zworykin imigrou para os Estados Unidos, deixando sua terra natal, a Rússia,
e desenvolveu um sistema totalmente eletrônico de TV. Após a entrega
das especificações para David Sarnof, então vice-presidente da RCA, houve
inspiração suficiente para criar um novo negócio. Sarnoff ofereceu a
Zworykin um laboratório com recursos para que pudesse tornar seu sonho
realidade. Em 1939, a empresa anunciou ao mundo o início de uma nova era,
durante a Feira Mundial de Nova Iorque. Uma era de imagens em movimento e
som em cada casa estava chegando.
Sarnoff passou a controlar a fabricação de
aparelhos de TV através de sua marca RCA e os sinais de transmissão eram
emitidos por sua controlada, a NBC (National Broadcasting Corporation). Ele
entendeu que só a combinação de aparelhos de TV disponíveis e sinais sendo
transmitidos poderia fazer a indústria nascer. Este cenário de equipamentos
e programação foi a base de inúmeros sucessos na indústria de eletrônicos
de consumo. O maior deles foi o DVD.
Em 1996, cinquenta e sete
anos após a feira mundial de Nova Iorque, a Victor Company of Japan (JVC)
introduziu um formato de alta definição com a maior qualidade possível para
uso doméstico. O D-VHS foi introduzido um ano depois do DVD. Kazuno Kohda
foi o inventor do formato (Digital ou Data-VHS).
O D-VHS estabelece o padrão de maior
qualidade para imagens de alta definição, bem como qualidade de som em um
formato de vídeo doméstico. Mas o HD-DVD está claramente no horizonte e
inevitavelmente terá a preferência dos consumidores enquanto formato
pré-gravado. Vou abordar os possíveis formatos de HD-DVD e como eles poderão
igualar ou superar a performance atualmente obtida pelo D-VHS.
Em 1992 fundei a Widescreen Review como
entusiasta de Home Theater e com a intenção de educar e funcionar como recurso
técnico para explorar o melhor que podemos obter em Home Theater. A WR é
uma revista sem interesse específico em uma determinada tecnologia. Por
isto, a WR
tem sido criticada por algumas pessoas, entre elas algumas da mídia, que
afirmam que tratamos o D-VHS como competidor do HD-DVD ou mesmo do atual DVD.
Isso não é absolutamente verdade. Como publicação entusiasta, só estamos
interessados no melhor possível, independente de qual seja a tecnologia,
fabricante ou preço. Apreciamos qualquer conquista que melhore a qualidade
de imagem e som.
Mostramos a plataforma D-VHS para nossos entusiastas leitores em nossos
recentes eventos D-Theater Movie Festivals. Mostramos, pela primeira vez, a
extraordinária dimensionalidade e resolução do D-VHS para pessoas-chave da
indústria, oferecendo qualidade HD-plus ao Home Theater, excedendo as
capacidades do melhor DVD e até mesmo do padrão ATSC de TV de alta
definição.
O D-VHS foi desenvolvido
para atender a demanda de gravação de transmissões digitais, enquanto mantém
compatibilidade com as imagens gravadas em VHS, assegurando que as fitas não
vão ficar obsoletas.
No século 21, não só as
transmissões de TV e cinema serão digitais, como também uma grande variedade
de informação será transmitida através de sinais digitais (fluxo de dados) e
um eletrodoméstico poderá receber e armazenar informação quando for
necessário. A fita magnética serviu como excelente meio de distribuição até
o advento do armazenamento ótico de dados, comercialmente bem sucedido na
forma dos Compact Discs para áudio, e distribuição de software e DVD (discos
versáteis digitais) para distribuição de vídeo. Tornou-se menos atraente
como forma preferida de armazenamento doméstico. As empresas envolvidas com
as tecnologias de armazenamento de dados óticos do futuro estão trabalhando
em soluções que permitam o armazenamento e distribuição de sinais em alta
definição. Em termos de tecnologias específicas de armazenamento ótico,
entretanto, há diferenças visíveis, que irão determinar o volume de dados a
ser armazenado e, com isto, terão impacto na qualidade do áudio e vídeo.
Seguimos com a descrição de
vários aspectos técnicos associados com o D-VHS e tecnologias de
armazenamento ótico em disco.
A tabela I mostra a comparação entre o D-VHS
e tecnologias de discos óticos em vários parâmetros. Três destas tecnologias
estão listadas. Há o HD-DVD-9 (tecnologia criada pela Warner Bros.,
atualmente sendo desenvolvida pelo DVD Forum, o grupo que estabelece os
padrões do formato), o Advanced Optical Disk (AOD, da Toshiba e NEC), o
Blu-Ray Disk (agora chamado BD, desenvolvido pelo consórcio de nove
empresas: Hitachi, LG,
Matsushita, Pioneer, Philips, Samsung, Sharp, Sony e Thomson), que tem
características semelhantes ao Digital Video Recorder (DVR, abandonado).
Todos as três tecnologias tem o potencial de tornarem-se comercialmente bem
sucedidas em termos de distribuição de HDTV. O AOD e o Blu-Ray também
possuem o
potencial de gravar HDTV.
D-VHS
Entre os vários tipos de mídia de armazenamento, a fita D-VHS tem a vantagem
da capacidade de armazenamento (50 GB). Até mesmo os discos da próxima
geração poderão armazenar de 15 a 27 GB em um lado, metade do que é possível
com o D-VHS.
Como dissemos antes, o D-VHS foi lançado pela JVC, a empresa de desenvolveu
o VHS, em 1996. O formato possibilita gravar e reproduzir sinais de alta
resolução e pode receber os 18 formatos de vídeo digital propostos pelo ATSC.
O D-VHS tem o mesmo formato físico das fítas standard VHS e é
compatível com as fitas S-VHS e VHS para reprodução e gravação.
O D-VHS oferece uma taxa de transmissão incrível, 28,2 megabits por segundo.
Esta é, substancialmente, maior que a taxa de dados da TV de alta definição ATSC (o padrão americano) para transmissões abertas e também superior aos
4,5 Mbps obtidos no DVD-Video em filmes de duas horas. O ATSC e DVD-Video
empregam o formato MPEG-2. Com sua taxa de 28,8 megabits, o D-VHS grava transmissões ATSC sem compressão adicional, capturando 100% da
qualidade de transmissão original.
A densidade de informação é de 1920 x 1080 pixels, contra 720 x 480 no DVD,
com taxa de ocupação de até 50 GB. Esta capacidade torna possível armazenar até
quatro horas de gravação em alta resolução a 28,2 Mpbs e dezesseis horas em
SD (qualidade de DVD) a 6 Mbps ou ainda oito horas a 14,1 Mbps.
O formato D-VHS adota o IEEE 1394 (Firewire)
como interface digital de entrada e saída, incorporando as tecnologias de
proteção contra cópias DTPC e 5-C.
O primeiro aparelho D-VHS D-Theater da JVC,
o HM-DH30000U permitirá a saída de vídeo digital MPEG através da interface
IEEE 1394 (quatro pinos), mas somente quando o conteúdo não for protegido. O
vídeo digital de DVD que não for protegido poderá ser gravado através
das saídas analógicas do DVD player utilizando o conversor A/D e MPEG
embutidos no gravador de D-VHS. Lembramos, porém, que a maioria dos DVDs é protegida.
Entre seus recursos, estão
as saídas analógicas HDTV compatíveis com a maioria dos displays. O aparelho
fornece sinais em 1080i, 720p, 480p e 480i. O formato e o
aparelho também são capazes de reproduzir 1080p. Os estúdios que apóiam o
formato estão trabalhando com a JVC para desenvolver uma interface de
masterização em 1080p. Há a intenção de lançar filmes D-Theater em 1080p.
A plataforma D-VHS D-Theater é compatível
com Dolby Digital 5.1 com taxas de até 640 kilobits. Quando gravando através
da interface IEEE 1394, a taxa de dados da fonte DD será mantida.
Em relação ao DTS, a JVC está trabalhando em
um codificador no formato para garantir que os futuros títulos D-Theater
possam ser codificados com a taxa de dados máxima do DTS. Os estúdios também
tem a intenção de lançar títulos DTS em D-Theater.
Durante a CES 2003,
realizada em janeiro na cidade de Las Vegas, a JVC mostrou o protótipo
HM-DH40000U, que será lançado no quarto trimestre de 2003, provavelmente
durante a CEDIA Expo, em setembro. A JVC não forneceu mais informações a
respeito dos recursos, incluindo interfaces A/V.
A Marantz também apresentou, durante a CES, seu novo modelo MV8300, com
lançamento previsto para março de 2003. O produto é baseado no modelo da JVC
e também não tem DTS.
Para conseguir apoio dos
estúdios de Hollywood, a JVC introduziu o sistema de proteção contra cópias
D-Theater. Baseado em uma robusta criptografia, o formato foi apresentado em
2001. Testes exaustivos foram realizados pelos estúdios (Artisan, Dreamworks,
Fox e Universal) em conjunto com a JVC para que pudessem apoiar o formato.
Os estúdios ficaram satisfeitos com o esquema de criptografia, que oferece
um nível de proteção seguro para prevenir duplicação não autorizada de
filmes e outros conteúdos pré-gravados de valor. O apoio dos estúdios
representou uma nova fase, com a aceitação da alta definição como novo
padrão para entretenimento doméstico e televisão.
Em 25 de fevereiro de 2003 havia 49 títulos
disponíveis, sendo 34 oferecidos pelos estúdios de Hollywood com criptografia D-Theater e 24 lançados pela HDNet em D-VHS sem a proteção D-Theater. O
HDNet é um canal de alta resolução distribuído pela DirecTV.
Todos os títulos D-Theater HD são
masterizados no modo 28,2 Mbps, uma taxa substancialmente superior aos 19,3
obtidos no ATSC, portanto o D-Theater pode mostrar filmes com mais qualidade
que as próprias transmissões de TV de alta definição. Na verdade, algumas
transmissões terrestres e por satélite de ATSC sequer utilizam toda a taxa
disponível.
O primeiro título lançado
simultaneamente com DVD e VHS foi o desenho Ice Age, da Fox. A data de
lançamento foi 26 de novembro. Este não foi somente o primeiro lançamento
simultâneo, mas também o primeiro lançamento de Edição Especial no formato
HD, apresentando um novo curta CGI animado, Scrats Missing Adventure.
Dando continuidade ao apoio a nova
tecnologia de alta definição, a Artisan e a Universal anunciaram seus planos
para lançar nove títulos D-Theater nos primeiros meses de 2003. Esperamos
que vários sejam lançados simultaneamente com o DVD.
Quando os planos para o
D-Theater foram apresentados em 2001, a JVC fez do sistema parte do D-VHS,
em termos de licenciamentos. Mesmo assim, ainda há somente dois modelos sendo
comercializados nos EUA, com o recurso D-Theater disponível - o JVC
HM-DH30000U e o Marantz MV8300. A Mitsubishi vende aparelhos D-VHS, porém
não licenciou o formato D-Theater e, portanto, os filmes D-Theater não podem
ser reproduzidos pelos seus modelos. O D-Theater só pode ser utilizado
atualmente nos EUA.
O recurso D-Theater adiciona ao D-VHS novas
características, como procura de capítulos, seleção de áudio, comentários,
idiomas estrangeiros alternativos, closed-captions. Mesmo que estes recursos
sejam impressionantes para um VHS, outros encontrados no DVD não podem ser
obtidos na plataforma D-VHS.
Porque apoiar o D-VHS?
A maior razão para isso é a atração por
filmes pré-gravados em alta definição. A capacidade de gravar HD, arquivar
conteúdo por um longo período e compatibilidade com VHS também são
importantes. Filmes pré-gravados estão disponíveis já e
podem ser comprados diretamente no site da revista,
www.widescreenreview.com ou no
www.dvhsmovieguide.com.
Analisando os doze anos de existência do WR,
notei que o D-VHS D-Theater significa um grande marco na história da ciência
de imagens. Sempre fui um proponente do vídeo em alta resolução, desde os
primeiros debates em torno da tecnologia e cobrimos estes debates ouvindo
tecnólogos, emissoras, o governo e a CEA (associação que reúne os
fabricantes de produtos eletrônicos). Estive profundamente envolvido
com a transição das transmissões analógicas e digitais, de modo que sei que existem
problemas ainda sem solução e há muito o que escrever sobre isso. É
importante lembrar que o D-VHS tem papel importante na transição para a HDTV.
Recentemente, fizemos uma série de
comparações entre o D-VHS e o formato de master de estudio D-5 (codificado a
375 Mpbs) em nosso laboratório de referência (equipado com projetores Sony e
Runco CRT com canhões de 9 polegadas e telas Stewart) e os resultados foram
praticamente indistinguíveis. É mais que HDTV.
Discos óticos de alta resolução (HD)
Tenho esperança de que um formato de HD baseado em disco tenha qualidade
igual ou superior a obtida pelo D-VHS, para que possa ser adotado pelos
entusiastas. Dois dos três concorrentes ao trono, ambos baseados em lasers
azuis, prometem atingir ou superar a performance do D-VHS. Cada um tem um
combinação própria de formatos e codecs. Todas as três novas tecnologias
exigem novos players para reproduzir os discos. O DVD Forum, entidade que
estabelece os padrões do formato, está desenvolvendo um um disco de 0,6 mm
colado, proposto pela Toshiba e NEC como tecnologia base para a próxima
geração de DVD utilizando laser azul. Esta nova geração, chamada AOD,
representa uma extensão mínima do formato atual, com trilhas e sulcos
menores, mas sem mudanças na profundidade da camada de dados. Mesmo com a
leitura sendo realizada através de laser azul, o vídeo seria codificado com
MPEG-2 ou um novo coded será utilizado. Enquanto a Toshiba e NEC propuseram
o AOD para o DVD Forum em agosto de 2002, o Blu-Ray, utilizando uma
tecnologia de laser azul concorrente, foi lançado por nove empresas (veja
acima) que fazem parte do DVD Forum. O terceiro competidor é o formato
proposto pela Warner, que utiliza um disco convencional DVD-9, porém com
codecs diferentes para vídeo.
Nos sistemas de discos óticos, a capacidade
de armazenamento é maximizada através da combinação de lasers com
comprimento de onda pequeno e trilhas menores. Para assegurar de que não
haverá contaminação, a camada de proteção do disco deve ser a mais grossa e
resistente possível. Entretanto, a combinação de qualidade camada com alta
concentração de dados nem sempre é possível. Com uma enorme quantidade de
dados armazenada, estes discos estão sujeitos a problemas com a espessura de
camada de proteção e vibrações. Pequenas variações durante a fabricação
causam aberrações na leitura dos sinais. Para limitar estes efeitos, o
substrato do disco deve ser o mais fino possível, porém sem permitir a
contaminação.
A tecnologia mais convencional em matéria de
disco ótico de vídeo é o VideoCD, com uma camada de proteção bastante
grossa, pouca concentração de dados e comprimento de onda longo. Isto produz
discos com ranhuras de 1.6 microns que não são tão sensíveis a fatores
ambientais, como poeira e arranhões. No DVD, são 1,1 microns. Sua camada
protetora é mais fina e os DVDs são mais sensíveis a arranhões e sujeira que
os CDs, mesmo com um sistema de correção e erros mais robusto. O AOD utiliza
a mesma camada de proteção do DVD e mesma lentes e as ranhuras tem 0,6 nanos,
com sensibilidade a poeira e arranhões semelhantes ao do DVD e variações na
fabricação piores que nos DVDs. Os Blu-Ray tem uma concentração ainda maior
e, para eles foram desenvolvidos estojos para acondicionar o disco.
Comparação com o D-VHS
Ambos os formatos tem potencial para gravar
e reproduzir até duas horas de HDTV. O D-VHS no modo HS pode gravar até
quatro horas de HDTV. O AOD e o Blu-Ray pode gravar e reproduzir HDTV, o
HD-DVD-9 da Warner apenas reproduzir.
A diferença
básica entre os discos e o D-VHS está na taxa de transferência. A fita é
serial, taxa de transferência constante com nenhuma variação. Os discos têm
acesso randômico, o que permite utilizar taxas variáveis que armazenam vídeo
com mais eficiência que no D-VHS e sua taxa fixa. Por isto, menos gigabytes
são necessários para armazenar uma mesma quantidade de vídeo HDTV.
As diferenças
físicas são importantes. O D-VHS não tem camada protetora. Não há distância
de trabalho entre a cabeça de leitura e fita, porque a tecnologia de fita
magnética exige contato. Por isso a fita está sujeita a contaminação e
rompimento. As cabeças igualmente desgastam-se. Mesmo arranhado, um disco
ótico pode ser recuperado com polimento. O procedimento para limpar as
cabeças do aparelho D-VHS não é tão simples. Comparado com a tecnologia
robusta e confiável dos discos óticos, a fita não é uma mídia eficaz para
armazenar HDTV.
O D-VHS requer um cartucho. O único disco
digital que requer algo semelhante é o Blue-Ray, já que este tem capada
protetora de apenas 0,1 mm.
O Futuro
sistema HD-DVD-9 é o que requer o menor desenvolvimento entre as três
tecnologias óticas propostas. Novos chips decodificadores e mudanças na
arquitetura dos sistemas são necessários, mas não há mudança no sistema
ótico do DVD. Se aceita pela indústria, a tecnologia da Warner será a
primeira, baseada em disco ótico, disponível comercialmente e capaz de
armazenar HDTV. Pode ser lançado em breve, mas provavelmente será
apresentado comercialmente junto com o AOD. A Warner está incentivando a
adoção do HD-DVD-9, mas somente como parte do formato de alta resolução.
Exatamente como hoje, como existem discos DVD-5 e DVD-9 e a maioria dos
consumidores não sabe ou não se importa com a diferença, pode não haver
interesse em saber se está sendo utilizado laser vermelho ou azul. Os discos
HD de laser vermelho seriam mais baratos, assim como são os DVD-5 hoje, e os
lidos por lasers azuis seriam como os DVD-9. Com o tempo, a diferença de
custo cairia.O HD-DVD-9 é considerado
complementar, mais do que competidor. A Warner e Toshiba gostariam de
oferecer a tecnologia integrada aos aparelhos de laser azul. A visão da
Warner é de que os discos DVD SD (convencionais) e HD devem coexistir,
bastando os consumidores irem as lojas e comprarem discos e players SD e HD.
Os players SD não lêem conteúdo HD, porém os players HD serão capazes de ler
os discos SD e HD.O AOD requer
mudanças significativas no sistema ótico, incluindo a adoção de um laser
azul e detectores associados, mas a tecnologia para produção dos discos é
semelhante a encontrada nos discos atuais.
O Blu-Ray pode ser considerado um formato HD
verdadeiro: tem grande capacidade e altas taxas de transferência (até 36
MBps), portanto é possível obter a mesma qualidade HD que o D-VHS usando
MPEG-2. O sistema, porém, requer a maior mudança entre os três, incluindo um
laser azul, detector e lentes objetivas avançadas. O Blu-Ray também exige
novos discos e cartuchos, cuja tecnologia de fabricação pode ser difícil de
implementar em um curto período de tempo. O grupo Blu-Ray está trabalhando
independentemente do DVD Forum para concluir o formato. É possível que
gravadores Blu-Ray ainda não estejam disponíveis no Natal de 2003, mas
deveremos ve-los nos EUA somente em 2004 (N. do T.: um modelo está sendo
vendido pela Sony no Japão - maio de 2003). Inicialmente o grupo Blu-Ray
ignorou os filmes pré-gravados e se concentrou somente na capacidade de
gravação, mas recentemente os responsáveis chegaram a conclusão que conteúdo
(pré-gravado) faz o sucesso ou derrota de um formato. Sem os filmes de
Hollywood, o DVD não teria chegado a lugar algum. Os trabalhos agora levam a
uma versão de dados e as especificações do sistema de navegação e
interatividade. Será que iremos conseguir esperar até que os discos e
aparelhos estejam amplamente disponíveis.
Consuma-se considerar que discos HD-DVD-9 serão
bastante atraentes nos próximos anos, por causa da disponibilidade e custos
(menos de US$ 1.00 para serem produzidos).
Alguns cenários podem ser traçados:-
Caso realista: dois formatos (versão laser azul + vermelho (HD-DVD e AOD)
versus Blu-Ray)- Pior caso: três
formatos incompatíveis (HD-DVD versus AOD versus Blu-Ray)
- Caso realmente ruim: rompimentos na aliança
Blu-Ray resultando em ainda mais formatos
- Caso utópico: um formato único (azul ou
vemelho+azul)Uma
coisa é quase certa: a compatibilidade com discos antigos (CD e DVD) será
preservada. Os players terão que ser maiores para mostrar todos os logos em
seu painel. Aguarde compatibilidade com:CD (CD audio)
CD-R (CD audio, MP3)
CD-RW (CD audio, MP3)
DVD (DVD-Video)
DVD-R (DVD-Video)
DVD-RW (DVD-Video)
DVD+R (DVD-Video)
DVD+RW (DVD-Video)
HD-DVD-9 (laser vermelho HD)
HD com laser azul
- Conclusão A conclusão, conforme previ anteriormente nas
revista Widescreen Review, é uma batalha impiedosa entre os formatos, bastante
iminente. Mesmo assim o D-VHS D-Theater está provando que podem satisfazer os
atuais e futuros entusiastas de vídeo de alta resolução, como podemos constatar
nos fóruns online e com as vendas dos aparelhos e títulos atuais.
Espero que o HD-DVD atinja ou supere as especificações do D-VHS e um padrão
único chegue logo. Ainda assim apoio o D-VHS porque, neste momento, ele é o
melhor formato disponível em termos de qualidade de imagem e som e consegue
atingir os nível alcançados pelo D-Cinema.
Acredito que o D-VHS será parte importante na transição para a HDTV, já que
estamos em um momento onde software tangível, real, deve demonstrar a
uma audiência maior as capacidades do HD, bem como atender os antigos e
atuais usuários que investiram em displays HD e aguardam ansiosamente por
material HD. A existência de programação em HD com filmes é aspecto
fundamental para este mercado.
PS. Agradecimentos especiais a Jim Taylor e Tom Milster, colaboradores
da Widescreen Review e a Perry Sun, editor assistente.
Fonte: Widescreen Review
Caso tenha alguma sugestão ou
crítica, entre em contato conosco.
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Prezado leitor! Para que entendamos que foi útil este guia, pedimos com muito prazer e gentileza que antes de sair desta página, que vá até o final e responda a pergunta:

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