Cadastrar Perguntas Home Minha Conta Mapa do Site
Buscar:
Buscar Guias sobre:
Escreva um guia
O futuro já chegou!
Autor:
Ver mais Guias do autor
0 de 1 qualificaram esse guia como útil.
Atualizado em 07/08/2008







O mundo do entretenimento multiroom é dominado por empresas cujos nomes parecem saídos de filmes de ficção científica dos anos 50. Marcas como Crestron e Xantech lançam produtos que sugerem uma casa onde tudo é conectado a tudo, e tudo funciona perfeitamente em conjunto.



Em boa medida isso é verdade, quando se trata dos sistemas de custom-installation vendidos por essas empresas e também por AMX, Elan e outras. Mas esses sistemas não custam barato, podendo chegar a US$ 8 mil ou mais, no caso de um equipamento de seis zonas acionado por painéis de parede e um controle touch-screen sem fio. Esses preços altos, aliados à percepção de que os instaladores atendem somente os muito ricos, têm mantido o segmento de multiroom como apenas motivo de curiosidade para os outros mortais que, como nós, temos orçamentos mais modestos.



Mas isso está mudando ? finalmente ? pois a tecnologia digital se torna mais poderosa e acessível. O acesso rápido a serviços de banda larga mais baratos, a proliferação e o refinamento dos sistemas wireless, a explosão de aparelhos portáteis como o iPods e os celulares, e a facilidade com que componentes tradicionais ? como os receivers AV ? estão adotando funções de computador, tudo isso abre caminho para a casa conectada da classe média.







Mas o fator decisivo para que os sistemas de multiroom se tornem mais acessíveis e também fáceis de instalar e usar pode ser a entrada de marcas como Sony, Philips, Onkyo, Yamaha, B&W, Polk e Klipsch. Embora os primeiros usuários sempre tenham procurado por marcas mais obscuras, que às vezes são pouco mais do que ?empresas de garagem?, muitas pessoas têm evitado equipar suas casas por medo (às vezes legítimo) de adquirir equipamentos difíceis de instalar, de operar e de obter manutenção pós-venda.



Os grandes nomes do setor de home entertainment oferecem muito para a casa conectada, incluindo grandes fábricas que fazem cair os custos. Além disso, podem montar grandes operações de marketing e distribuição para levar o produto a todos os cantos do mundo. Mas talvez o fator mais crucial que essas marcas podem oferecer seja a lealdade do consumidor, aquele grau de conforto que advém do fato de se comprar produtos da marca por anos e anos, reconhecendo-os como acessíveis, confiáveis e fáceis de usar.



Esses fabricantes estão redesenhando o conceito de casa conectada sob vários aspectos. Sony e Philips, por exemplo, oferecem soluções radicalmente diferentes para se enviar música para vários cômodos da casa. O sistema CAV-M1000ES, que a Sony acaba de lançar nos EUA, é um multiroom tradicional, mas incorpora muitos recursos antes encontrados somente em sistemas high-end, tornando-os acessíveis a muito mais gente. Por seu lado, o Wireless Music Center, da Philips, segue o conceito do MusicCAST, da Yamaha, eliminando todo tipo de fios e utilizando em seu lugar a tecnologia Wi-Fi, capaz de enviar música de um componente central a satélites espalhados pela casa.



Mais inovadoras ainda são as soluções lançadas por dois fabricantes de caixas acústicas, Polk Audio e B&W. A linha LCi-p, da Polk, possui amplificadores e processadores de sinal digitais embutidos, podem assim funcionar de modo independente e compensar eventuais problemas acústicos da sala. Essas caixas funcionam também no modo IP (Internet Protocol), o que significa que podem ser facilmente integradas numa rede doméstica e ajustadas a partir de um computador localizado em qualquer lugar.



A tecnologia IP também está no coração do sistema iCommand, da B&W. Em lugar de um controlador central, esse sistema cria uma rede distribuída via pequenas caixas, do tamanho de um iPod, acopladas a cada componente instalado na casa. Cada caixinha dessas possui um microprocessador e um endereço de rede, permitindo comunicação de duas vias entre todos os componentes, os painéis de parede e um controlador touch-screen sem fio. E, como as caixas da Polk, os módulos do iCommand podem ser operados à distância, a partir de qualquer computador que acesse a rede.



Enquanto isso, a Klipsch está distribuindo a linha de caixas acústicas de embutir Zon, que usa controles de parede com amplificador e equalizador digital embutidos, além das funções tradicionais de keypad, para minimizar o número de componentes em casa cômodo.







Embora a principal função de um receiver ainda seja alimentar e controlar o home theater, alguns modelos começam a se transformar em controladores multiroom. Até mesmo os menos caros já oferecem uma enorme quantidade de recursos para controlar zonas de multiroom, enquanto os mais caros assumem funções de verdadeiros controladores para a casa toda. Vejam o exemplo do Onkyo TX-NR1000, que pode ser customizado usando-se placas como as de um PC.



Acrescentando módulos Ethernet e Net-Tune, por exemplo, é possível usar o receiver para rotear música do equipamento principal para uma rede doméstica.



A Sonance e a SpeakerCraft foram duas das primeiras fabricantes a oferecer caixas acústicas in-wall e sistemas de áudio multiroom. Agora, estão também entre as primeiras a oferecer maneiras de integrar o hoje onipresente iPod nas residências. Na verdade, o player portátil da Apple já traz tudo que é necessário para um servidor de música doméstico. Só faltava que alguém descobrisse como uni-lo a outros integrantes da ?família?. Uma dessas soluções é o naviPod, da SpeakerCraft, que utiliza um receptor acoplado ao iPod para aceitar comandos do controlador MZC-66, de 6-zonas. Já o iPort, da Sonance, é uma docking-station de parede, que pode enviar música pelo sistema multiroom (pode também enviar fotos a partir de um iPod compatível).



Essas inovações podem ser revolucionárias, mas são apenas o começo. Com a evolução contínua da tecnologia wireless, poderemos logo enviar mais informação ? inclusive sinais de TV de Alta Definição por banda larga ? através de uma casa sem nem precisar ligar algum cabo. Isso levará a sistemas surround completamente sem fio, capazes de distribuir sinais estáveis e de alta fidelidade a qualquer caixa acústica. Você pode esperar também o surgimento de softwares mais sofisticados por trás dos equipamentos de multiroom, aumentando sua flexibilidade e facilidade de uso, além de minimizar a quantidade (e o custo) das programações de pós-instalação. Com isso, devem surgir sistemas capazes de controlar áudio, vídeo, iluminação e ar-condicionado que você mesmo poderá ajustar sozinho.



Ainda não chegamos ao ponto de poder comprar tudo isso numa caixa à venda no Wal-Mart, mas ? embora possa parecer estranho ? esse dia não está muito distante. Não é difícil imaginar um sistema de 4-zonas todo sem fio com um servidor de música de 250 gigabytes, caixas com amplificadores embutidos e controles remotos touch-screen, tudo vendido numa caixa pelo equivalente a US$ 1.000 e com as instruções para você instalar em menos de meia hora. Quando chegarmos a isso, a Casa do Futuro terá se transformado oficialmente em ?Casa do Presente?.



* © SOUND & VISION



É com enorme orgulho e satisfação que criamos este guia para seu conhecimento e satisfação.

Prezado leitor! Para que entendamos que foi útil este guia, pedimos com muito prazer e gentileza que antes de sair desta página, que vá até o final e responda a pergunta:

O seu voto nos motivará a descrever mais conhecimento a você e com isto menos erros em vossas compras.

Acredito ter lhe ajudado, com estas informações. Por favor e gentileza, não deixe de nos agradecer com seu voto. Um grande abraço.

Palavras-chave: O | Futuro | | Chegou | Mercado
0 de 1 qualificaram esse guia como útil.
O autor assume total responsabilidade pela publicação desse guia. Você acha que este guia é contrário às políticas do MercadoLivre? Informe aqui.
Nesta seção serão encontradas informações publicadas por Usuários, sob sua própria responsabilidade. O MercadoLivre não exerce controle do conteúdo das Guias e não responderá por informações imprecisas, errôneas ou difamatórias, tampouco pelo uso que se faça delas. O ingresso às Guias é uma decisão voluntárias do internauta, que aceita a possibilidade de encontrar material que possa afetar sua suscetibilidade .

Voltar ao topo