Os cases externos para HDs estão se tornando cada vez mais comuns, seja para usuários de notebooks seja para o usuário de desktop que quer portabilidade para uma grande quantidade de arquivos.
Os modelos mais comuns de cases externos são destinados a HDs PATA (Parallel ATA) - que usam cabos de 80 vias - e se conectam ao pc/mac através de portas USB, Firewire400 ou ainda Firewire800. Cases mais recentes, acomodam HDs SATA (Serial ATA) - que utilizam cabo flat de 7 vias - ou ambos os tipos de HDs. Aos HDs SATA é oferecida ainda uma nova opção de conectividade, através de portas eSATA (external SATA).
A vantagem das conexões eSATA sobre as demais é a velocidade. Teoricamente portas USB 2.0 alcançam 480Mb/s, as portas Firewire400 e 800 alcançam 400MB/s e 800MB/s respectivamente, já as portas eSATA são capazes de aferecer taxas de 1.5GB/s (padrão SATA I) e 3.0GB/s (padrão SATA II).
Na prática as taxas de transferência de dispositivos USB 2 são inferiores as de dispositivos que utilizam interface Firewire. A interface eSATA supera ambas em velocidade, mostrando-se uma boa aposta para sucedê-las. Como qualquer padrão recente, é mais difícil encontra-la, sendo baixa sua portabilidade atual.
Como solução para esse problema e a fim de disseminar a nova tecnologia muitos fabricantes estão criando cases externos híbridos, dotados de uma pequena placa lógica, capaz de converter o tráfego de dados SATA também para as portas USB2. Há ainda modelos de cases externos que aceitam tanto discos SATA como discos PATA, neste caso o disco PATA conecta-se obrigatoriamente pela interface USB2 do dispositivo. Outros modelos apresentam apenas interface eSATA, obviamente destinados apenas a discos com interface SATA.
Para uma escolha correta de um case externo para HD é necessário considerar alguns fatores: 1- A interface do disco (PATA, SATA I ou SATA II) 2- A necessidade atual de portabilidade 3- O desempenho esperado / O uso a que se destina este disco
1- Os primeiros cases eSATA lançados não suportam SATA II, alcançam portanto velocidade máxima de transferência de 1.5GB/s. Discos SATA II devem utilizar necessariamente cases compatíveis com discos SATA II. É necessário entrar no site do fabricante e checar a compatibilidade do modelo com o padrão SATA II. Já um disco SATA I operará, pelo meos em teoria, sem qualquer problema em um case compatível com SATA II - dificuldades para reconhecimento do drive devem estar associadas com problemas de outra natureza. Cases híbridos (para PATA e SATA) geralmente suportam apenas SATA I.
2- Caso a portabilidade seja essencial, o ideal é optar por modelos que também apresentem interface USB2. A menos, é claro, que o usuário tenha poder para inserir cartões de expansão ou "brackets" capazes de adicionar portas eSATA aos micros ao qual o case externo deverá se conectar.
3- Caso o drive destine-se a tarefas como edição de vídeo, audio ou ao backups de grande volume de dados as interfaces mais rápidas são não só recomendadas como muitas vezes necessárias. Para casos onde o desempenho é um fator determinante é recomendado o uso de conexões Firewire800, eSATA (I ou II).
A padronização do SATA contribuiu para sua adoção e produção em escala. Fabricantes de placas-mãe adicionam cada vez mais portas e capacidades RAID aos novos modelos, assim como já surgem diversos cartões de expansão que acrescentam portas eSATA a desktops e notebooks. Essa popularização contribui para a queda dos preços, aumento das velocidades de transferência, leia-se economia de tempo, e ainda para o aumento da portabilidade de nossos dados. Abrace o SATA! |