As autoridades chinesas cederam à pressão da mídia internacional e reduziram as restrições que bloqueavam sites para a imprensa durante os jogos, apesar de algumas páginas políticas ainda permanecerem inacessíveis.
Os primeiros sites desbloqueados para os jornalistas incluíam o da Anistia Internacional, Vigia de Direitos Humanos, Radio Free Asia e a página chinesa da BBC. No início da tarde desta sexta-feira, repórteres que estavam no centro de imprensa já podiam pesquisar assuntos como a independência de Taiwan, dissidentes chineses presos e o protesto de 1989 na praça da Paz Celestial.
O governo chinês não anunciou oficialmente sua decisão, e ainda não é certo se a mudança será temporária. A assessoria do Comitê Olímpico Internacional (COI) sugeriu em declaração oficial que seus negociadores não protestassem contra as restrições governamentais.
Giselle Davies, porta-voz do COI, disse que as versões contraditórias dos eventos foram resultado de um mal-entendido e enfatizou que o comitê sempre foi muito rígido sobre as restrições à internet para os 20 mil jornalistas estrangeiros que cobrirão os Jogos. A redução das restrições vieram depois de uma reunião entre os executivos do COI e os organizadores da Olimpíada.
Sun Weide, porta-voz do comitê de organização dos Jogos de Pequim, não confirma quando as mudanças foram tomadas. "Nós estamos cumprindo a promessa de fornecer boas condições de trabalho para os repórteres que cobrirão os Jogos Olímpicos. O acesso à internet é suficiente e conveniente", afirma.
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