Você já reparou como parecemos ter um prazer quase perverso em decretar a obsolescência
de aparelhos cuja posse, há não muito tempo atrás, era motivo de orgulho? Por
que será que isso acontece? Será por temos uma relação de amor/ódio com esses
produtos ou porque a compra do novo serve para mostrar aos outros o quanto nós
somos atualizados e sofisticados? Deixamos essa pergunta no ar para você mesmo
responder. O fato é que o sentido de urgência em trocar o velho pelo novo é
insistentemente incentivado pelos fabricantes. Ao lançar novos produtos no mercado
e promovê-los como o máximo em sua categoria, os fabricantes já estão trabalhando
no desenvolvimento dos seus substitutos, que poderão ser efetivamente melhores
ou simplesmente oferecer os mesmos recursos, mas a um preço mais baixo do que
o dos seus antecessores. No campo da informática isso é especialmente notório
e acontece com uma velocidade estonteante, mas a aceleração das mudanças vem
se estendendo à maioria dos eletrodomésticos que utilizamos em nosso dia-a-dia.
Enquanto a maior parte dessas mudanças está ligada ao aperfeiçoamento de
tecnologias já existentes, de tempos em tempos elas se referem à introdução
de uma tecnologia inteiramente nova. Enquanto o videocassete VHS, lançado em
1965 pela JVC, é um exemplo de uma tecnologia que atingiu praticamente o seu
limite em termos de aperfeiçoamento e queda de preços, o DVD é uma nova
tecnologia, muito melhor do que o videocassete e com um grande potencial para
ser ainda mais aperfeiçoado no futuro. É exatamente por isso que uma
prestigiada revista de circulação nacional o chamou recentemente de o ?algoz
do videocassete?, o que não chega a ser um exagero. Isso apesar dos
DVD-players que estão sendo vendidos ainda não oferecerem a capacidade de
gravação, uma das grandes utilidades dos videocassetes.
VIDEOCASSETE ¾ MELHOR, IMPOSSÍVEL
Como dissemos acima, os gravadores e as fitas videocassete VHS são
uma tecnologia que atingiu sua plena maturidade, após mais de 30 anos de contínuos
aperfeiçoamentos. O resultado disso é amplamente evidente. Comparados com os
primeiros modelos, aparelhos relativamente volumosos, pesados, com uma imagem
que hoje seria considerada como sofrível e som que além de mono tinha uma
faixa de resposta de freqüências muito limitada, os atuais VCRs estéreo Hi-Fi
e as fitas com codificação Dolby Pro Logic são uma verdadeira maravilha. Isso
sem falarmos dos modelos S-VHS, com qualidade de imagem comparável à dos
reprodutores de Laserdiscs, os antecessores do DVD. E tem mais. Esses aperfeiçoamentos
foram acompanhados por uma drástica redução de preços, tornada possível
pelas grandes economias de escala resultantes do enorme sucesso dos
videocassetes junto a todos os tipos de consumidores, o que o transformou em um
dos itens de maior penetração de mercado de todos os tempos.
Você poderia estar
agora se perguntando se não seria possível aperfeiçoá-los ainda mais,
tornando-os, por exemplo, dispositivos de gravação e reprodução digital,
inclusive com trilhas Dolby Digital e DTS. Sim, isso eventualmente poderia ser
possível. Só que não valeria mais a pena. Com o aparecimento em 1982 dos
discos CD, que rapidamente varreram do mercado os discos de vinil, foi virada
uma página na história da gravação e reprodução de música. Era a passagem
da tecnologia analógica para a digitação, do registro e leitura mecânicos
para o processo laser. Isso trouxe para os consumidores benefícios tão
evidentes que eles simplesmente não conseguiram resistir à tentação de
substituir seus toca-discos pelos CD-players. Pois bem. Aquilo que o CD foi para
a música, o DVD passou a representar para o vídeo. Além da sua inquestionável
melhor qualidade de som e imagem, que com algum esforço talvez pudesse ser
futuramente obtida com o aperfeiçoamento da tecnologia VHS (fitas e
gravadores/reprodutores), o disco DVD, como o CD de música, tem vantagens que
as fitas jamais conseguiriam igualar: a ausência de desgaste após cada reprodução
e a possibilidade de acesso direto a pontos específicos, como os capítulos e
as várias opções incluídas no seu menu. O desgaste é motivado pelo fato de
que a cabeça do videocassete precisa ficar em contato permanente com a fita
para sua leitura. Nesse processo, a própria cabeça de leitura também sofre um
desgaste. Além disso, o atrito da cabeça com a fita faz com que aquela acabe
ficando contaminada com partículas de óxido de ferro ?raspadas? da fita.,
o que após algum tempo resulta no aparecimento de ruídos de vídeo. É por
tudo isso que podemos dizer em relação à tecnologia VHS: melhor, impossível.
E não se trata aqui de um elogio, mas da constatação de que ela já deu o que
tinha que dar e que jamais chegaria a oferecer todas as vantagens proporcionadas
pelo DVD.
VALE A PENA COMPRAR UM NOVO VIDEOCASSTE?
Diante do que foi dito acima, cabe a pergunta? Vale a pena comprar um
novo videocassete? A resposta é um sonoro e decidido... talvez. Sim, porque ela
dependerá de uma análise das motivações que poderiam determinar se essa
compra seria aconselhável ou não. Nos Estados Unidos, por exemplo, mesmo com
todo o sucesso alcançado pelo DVD, muitas pessoas ainda estão comprando VCRs.
Tanto isso é verdade que apesar do grande índice de penetração do VCR
naquele país, a expectativa é que 21 milhões de novos aparelhos deverão ser
vendidos em 2001, mantendo-se a média dos últimos anos. A destinação desses
aparelhos será das mais variadas: novos domicílios resultantes de casamentos,
segundo ou terceiro aparelho da casa, substituição de um modelo mono, fora de
combate ou simplesmente considerado como obsoleto, etc. Acompanhe-nos, então,
numa análise dos fatores que podem determinar se existe ou não um lugar para
um novo VCR no seu home-theater.
Se o seu aparelho foi comprado há mais de 5 anos e você não quiser
passar pelo dissabor de não poder consertá-lo caso surja algum defeito, seria
aconselhável vendê-lo ou dá-lo de presente enquanto ele ainda está
funcionando. De acordo com o código de proteção do consumidor, esse é o
prazo durante o qual os fabricantes são obrigados a manter em estoque as peças
de reposição necessárias para o seu conserto. Isso não quer dizer que após
esse prazo seja impossível encontrar essas peças. Porém, a probabilidade de
que isso aconteça será maior a cada ano que ultrapassar aquele limite. Essa
troca é especialmente aconselhável caso você tenha em casa uma coleção de
fitas VHS e VHS-C e não queira ficar privado de assisti-las. Se o seu vídeo
for mono, esse será um bom momento para trocá-lo por um novo modelo estéreo
Hi-Fi. Caso você não saiba, a qualidade de áudio de um videocassete Hi-Fi é
muito melhor do que a de um vídeo mono. Enquanto os vídeos mono têm somente
um canal de áudio, os modelos Hi-Fi são estéreo, ou seja, têm dois canais.
Ao reproduzir um filme gravado no sistema Dolby Pro Logic e com o VCR ligado a
um antigo receiver Dolby Pro Logic ou a um novo modelo Dolby Digital, esse dois
canais se transformam em quatro: dois frontais, um central e um de surround.
Este último, apesar de ser mono, é reproduzido por duas caixas acústicas. E a
diferença não está somente no número de canais, mas na sua qualidade.
Enquanto o canal de surround tem uma resposta de freqüências parecida com a de
um VCR mono (100 Hz a 7 kHz), a dos canais frontais e central se estende de 20Hz
a 20 kHz. Essa qualidade ficará ainda melhor com o novo sistema Dolby Pro Logic
II, recém desenvolvido pela Dolby Laboratories e que está sendo incluído em
alguns novos modelos de receiver Dolby Digital/DTS. Com o Pro Logic II, as fitas
VHS (e todas as fontes estéreo) passam a poder ser reproduzidas em 5 canais ?
dois frontais, um central e dois de surround ? todos com resposta de freqüências
de 20 Hz a 20 kHz. Isso coloca o som das fitas VHS em um nível de qualidade
mais próximo daquele dos discos DVD (a imagem é outra conversa).
Outro motivo para se continuar fiel ao videocassete é o número bem
maior de títulos de filmes disponíveis em fitas VHS em comparação com os que
existem em DVD. Apesar do rápido aumento da quantidade de títulos em DVD para
a Região 4 (aqueles com legendas em português), que hoje chegam à marca de
cerca de 1.000, a verdade é que a variedade disponível em fitas VHS é bem
maior, atingindo por volta de 20.000 títulos. Além disso, a quantidade de lançamentos
a cada mês continua favorecendo as fitas VHS. É claro que essa situação irá
mudar e, futuramente, se inverter, mas é a nossa realidade atual.
Finalmente, temos a questão das gravações. Embora o desejo de gravar
programas de TV ou copiar conteúdo de vídeo varie muito de uma pessoa para
outra, o fato é que todos consideram importante o recurso de gravação, mesmo
que seja para ser usado com pouca freqüência. Apesar de se falar muito em
gravadores DVD, a verdade é que os modelos modulares para sistemas de
home-theater são ainda muito caros, com preços de US$ 2.000,00 para cima. Além
disso, existe a questão da diversidade de formatos de DVD graváveis, todos
incompatíveis entre si. Dependendo do fabricante do gravador DVD, o padrão
pode ser o DVD-RAM, DVD-R, DVD+RW ou DVD-RW.
Com relação ao preço, esse nível elevado é normal durante a introdução
de qualquer nova tecnologia e poderá baixar sensivelmente no decorrer do tempo,
até em virtude da existência da guerra pela supremacia de mercado entre os
diferentes formatos já citados. Além do DVD, existe outra forma de gravar
programas de TV que já se encontra disponível nos Estados Unidos ¾ os
aparelhos chamados de PVR (Personal Video Recorders). Nesses aparelhos, os
programas são gravados em um hard-disk como o utilizado nos computadores. Eles
podem ser programados para realizar desde operações simples, como gravar
programas selecionados por emissora e por horário, até funções mais específicas,
como gravar todos os filmes em que apareça um determinado ator, por exemplo.
Você pode, ainda, colocar em pausa um programa ao vivo e continuar a assisti-lo
mais tarde a partir do ponto onde ele foi interrompido. Outra possibilidade é
ver, a qualquer momento, o replay de uma cena que está sendo transmitida. A
gravação é por processo digital e pode ser feita dentro de diferentes níveis
de qualidade de imagem. Quanto melhor a qualidade, menor o tempo de gravação
disponível, que pode chegar até 60 horas dependendo da marca e modelo do
aparelho. No entanto, apesar de toda a sua versatilidade esses aparelhos não
podem ser considerados como substitutos completos dos videocassetes e dos
gravadores de DVD. O motivo é que eles não são um meio de arquivo. Uma vez
atingido o tempo total de gravação do seu hard-disk, só existe uma forma de
gravar novos programas: apagando pelo menos uma parte do conteúdo já gravado.
Assim, se você não quiser perder o conteúdo a ser apagado, a alternativa será
copiá-lo em uma fita VHS ou em um disco DVD.
|
É com enorme orgulho e satisfação que criamos este guia para seu conhecimento e satisfação.
Prezado leitor! Para que entendamos que foi útil este guia, pedimos com muito prazer e gentileza que antes de sair desta página, que vá até o final e responda a pergunta:

O seu voto nos motivará a descrever mais conhecimento a você e com isto menos erros em vossas compras. |
| Acredito ter lhe ajudado, com estas informações.
Por favor e gentileza, não deixe de nos agradecer com seu voto.
Um grande abraço.
|
|