Nada mais se pode dizer a respeito do grande espaço que a gravata adquiriu na formalidade ocidental, porém seria interessante para um pretenso colecionador, ou apenas comprador de gravatas conhecer um pouco mais a respeito das origens desse acessório, que se solidificou como peça crucial no guarda roupa masculino.
A gravata é desde a sua origem um componente ornatório, utilizado como classificador de origem, núcleo social e grupo. Foi na Croácia ou ?Hrvatska?, que não por coincidência tem no nome o próprio acessório, onde surgiu a gravata. Durante a guerra dos trinta anos, os grupos mercenários, vindos da Croácia para apoiar a França, eram compostos por homens que utilizavam lenços amarrados ao pescoço para identificar seu posto, os de patente mais alta utilizavam seda ou outros tecidos finos; os de patente mais baixa, algodão ou tecidos mais grossos. Com a relação estreita entre os parisienses e os ?croats? o uso do acessório espalhou-se, apoiado pela proteção ao frio, que o novo ornamento proporcionava. A ?Cravate? ganhou a Inglaterra após o retorno do Rei Charles II de seu exílio provocado pelas revoluções burguesas, Charles II passou nove anos na França e, durante esse período, assimilou o acessório Croata, que de ai em diante se espalhou pelo mundo. |