Um guia com 50 soluções para os problemas mais enervantes do PC.
Num dia é o sistema operacional que estampa a enigmática tela azul. Noutro é a internet que fica a passos de tartaruga, ou então a impressora se recusa a realizar seu trabalho sem aviso prévio. De uma hora para outra, pode até acontecer de o Excel não saber mais calcular. O dia-a-dia de quem encara o computador é cheio dessas e de outras surpresas desagradáveis. Pior é que as falhas acontecem quando nos momentos mais inoportunos - quando o chefe está esperando, quando você está louco para terminar aquele serviço ainda hoje, ou justamente no fim de semana, quando a idéia era resolver em meia hora aqueles últimos problemas do trabalho. Alguns travamentos são grandes mistérios. Outros têm solução. Veja algumas soluções abaixo.
1. Abaixo a tela azul Seu micro trava, exibe aquela conhecida tela azul com mensagem de erro e precisa ser reiniciado com frequência? Esse problema pode ter várias causas. Uma das mais comuns é o conflito entre DLLs, componentes que podem ser usados por múltiplos softwares. Muitos aplicativos instalam suas próprias DLLs, mesmo quando elas já estão disponíveis no sistema. Em alguns casos, a versão instalada pode ser uma mais antiga que aquela existente ou pode estar num idioma diferente, o que abre a possibilidade de conflitos. Para evitar isso, vamos localizar as DLLs duplicadas e desativar as mais antigas. Feche os aplicativos abertos e tecle F3, ou clique em Iniciar/Localizar/Arquivos e pastas. No campo Nome, indique que arquivo deseja procurar. Deixe em branco o campo Contendo o Texto e, no campo Examinar, escreva Meu computador. Certifique-se de que a opção Incluir subpastas está assinalada. Você poderia localizar todas as DLLs digitando *.dll no campo Nome. Mas, se fizer isso, vai obter uma lista com milhares de nomes. É melhor procurar apenas as DLLs conhecidas por provocar problemas. Elas têm seus nomes iniciados em bw, co, ctr, mfc, msv e ole. No campo Nome, digite, por exemplo, ole*.dll para buscar as DLLs com nomes iniciando em ole. Clique em cada arquivo duplicado com o botão direito e escolha Propriedades. Selecione a aba Versão e anote a versão da DLL. O arquivo de número de versão mais alto deve estar na pasta Windows\System. Mude o nome do mais antigo para algo como arquivo.dll.velho e coloque o mais novo nessa pasta, se ele já não estiver lá. Reinicie o micro. Quando um aplicativo procurar por essa DLL na pasta onde estava, não vai encontrá-la. Ele vai, então, usar o arquivo que está na pasta Windows\System. Como a DLL velha não foi apagada, é possível reverter o processo se algo der errado. Se estiver tudo certo, repita o procedimento para as outras DLLs duplicadas. Um utilitário que facilita bastante esse trabalho é o DLL Checker, disponível no site http://www.vb2java.com. No teste do INFOLAB, esse programa funcionou muito bem no Windows 98, mas não foi possível instalá-lo no Windows XP.
2. Desordem no Registro O micro fica instável quando se usam recursos de compartilhamento de dados entre aplicativos, ou quando um programa é ativado automaticamente por um outro. Falhas assim, no compartilhamento de objetos, podem, às vezes, ser provocadas pela existência de dados incorretos no Registro do Windows. Se você usa Windows 95, 98, 98 SE ou NT 4 Workstation, reinicie o sistema e, antes de abrir qualquer programa, faça uma limpeza no Registro com o RegClean. Esse programa pode ser obtido no site da Microsoft (http://www.microsoft.com/downloads/release.asp? ReleaselD=18924). Quando ativado, o RegClean examina o Registro e elimina entradas inválidas. Ele também cria um arquivo que permite desfazer a operação se isso for necessário. A Microsoft não recomenda o uso do RegClean no Windows XP nem no Windows 2000 Professional. Neles, a limpeza do Registro é feita automaticamente cada vez que o micro é ligado. Logo, basta reiniciar o sistema.
3. Instalação desastrosa Se o micro começa a funcionar mal depois da instalação de um novo programa, a providência número 1 é desinstalar esse programa. É provável que o computador volte ao normal. No Windows XP, antes de qualquer instalação, ative o recurso de Restauração do Sistema para criar um ponto de restauração do Sistema para criar um ponto de restauração (clique em Iniciar/Programas/Acessórios/Ferramentas de Sistema/ Restauração do Sistema). Se houver problemas depois, desinstale o novo programa e use esse utilitário para restaurar o sistema à situação anterior. Um método muito seguro de se proteger contra esse tipo de problema é manter uma imagem completa do disco para recuperação em caso de desastre. Para isso, são necessários um segundo disco rígido, um utilitário de partição de disco, como o PartitionMagic, e um de clonagem, como o DriveImage (ambos da PowerQuest). O segundo disco é dividido em duas partições. Numa delas, mantém-se uma cópia limpa do sistema operacional. Na outra partição é armazenada uma imagem completa do disco principal, gerada com o utilitário de clonagem. Em caso de desastre, deve-se dar a partida com a cópia limpa do sistema. Os utilitários de partição de disco geralmente trazem um gerenciador de boot para isso. Basta, então, recuperar o disco principal a partir da imagem armazenada e tudo volta a ser como antes.
4. Início automático, PC lento Muitos softwares - como ICQ, RealPlayer e Babylon - configuram-se para iniciar-se automaticamente quando o micro é ligado. Alguns deles aparecem na forma de um ícone na bandeja do sistema (o lugar onde fica o relógio do Windows). Isso é conveniente no caso de programas que precisam mesmo estar sempre ativos. Mas é bom não abusar. Um excesso de softwares carregados pode deixar o micro lento e aumenta as chances de falhas, já que cada programa ocupa um certo espaço na memória e consome algum tempo de processamento. Para desativar o carregamento automático de programas pouco usados, use o utilitário MSConfig. Clique em Iniciar/Executar. Digite msconfig e clique OK. Clique então na aba Iniciar e desmarque as opções que você não quer que sejam iniciadas automaticamente.[/spoiler]
5. Desempenho fraco Quando seu PC é ligado, ele funciona bem, mas, depois de algumas horas de trabalho, você percebe que a máquina está lenta. Se muitos aplicativos são abertos ao mesmo tempo, o desempenho cai. Esses sintomas sugerem falta de memória. Quando não há memória física suficiente, o Windows apela para a memória virtual, ou seja, transfere os dados excedentes para um arquivo em disco. Como o acesso ao disco é muito mais lento que à memória real, o desempenho se deteriora. Se o micro tiver menos de 64 MB, a única solução é instalar mais memória nele. Já em micros com 64 MB ou mais é possíivel atenuar o problema com um limpador de memória como o MemTubro. Esse programa desfragmenta a memória, agilizando o acesso aos dados gravados nela. Depois, faz uma coleta de lixo para recuperar espaço que eventuais softwares malcomportados tenham deixado vazios. Em seguida, descarrega DLLs que não estão em uso. O programa ainda tenta liberar memória ocupada pelo sistema operacional ou por aplicativos. O resultado é que o micro passa a funcionar como se você tivesse acabado de ligá-lo. Uma cópia de demonstração válida por 30 dias pode ser obtida no site http://www.memturbo.com. O registro de software custa 19.95 dólares[/spoiler]
6. Os ícones enlouqueceram! O Explorer começa a mostrar ícones incorretos. Você reinicia o Windows, mas o problema continua. A causa dessa falha pode ser um aplicativo malcomportado que, ao ser instalado, corrompeu as propriedades dos atalhos. O melhor caminho para resolver esse problema é usar o TwalkUI, um utilitário com muitas funções interessantes para o usuário avançado. É importante ter a versão mais recente do programa, disponível no site da Microsoft (http://www.microsoft.com/ntworkstation/downloads/powertoys/networking/nttweakui.aps). Feito o download, rode o programa tweakui.exe para descompactar os arquivo. Clique com o botão direito sobre o arquivo tweakui.inf e escolha Instalar. Guarde o arquivo de documentação tweakui.hlp para consultar em caso de dúvida. Terminada a instalalção, o TweakUI para a aparecer como uma das opções do Painel de Controle do Windows. No Windows XP, pode ser necessário clicar no link Visualizar todas as opções do Painel de Controle para vê-lo. Ative o TweakUI e selecione a aba Repair. Escolha a opção Rebuild Icons no menu e clique no botão Repair now. O TweakUI vai eliminar ícones não usados e restaurar as propriedades dos demais.
7. Apaguei sem querer! Você apagou um arquivo e agora precisa dele? Se foi um apagamento normal, o arquivo deve estar na Lixeira do Windows. Basta dar um duplo clique nela e procurar por ele. Mas se você apagou o arquivo permanentemente (Shift+Del) vai ser preciso usar um utilitário específico. Isso também acontece quando o arquivo é apagado por certos aplicativos. Um desapagador eficaz é o Easy Recovery, da OnTrack (http://www.ontrack.com/easyrecovery). Pode ser a salvação no caso de um arquivo realmente importante. Há uma versão gratuita que só mostra os arquivos, sem recuperá-los. É interessante rodá-la antes de pagar pelo software, já que ele não é dos mais baratos (custa cerca de 400 reais).
8. O game só quer a placa velha! Você troca a velha placa de vídeo do seu micro por uma novinha. Quando vai rodar seu jogo predileto, ele insiste em procurar a placa velha e não funciona corretamente. A causa pode ser um driver de vídeo duplicado. Quando se acrescenta um componente plug and play ao PC, o Windows tenta instalar os programas controladores para ele. Mas o driver antigo nem sempre é removido completamente. Se houver dois drivers, o aplicativo pode se enganar na configuração. Esse problema pode acontecer também quando há troca de outros componentes, como o modem, a placa de som ou o mouse. A primeira coisa a fazer é verificar se há mesmo drivers duplicados. Para isso, reinicie o micro e, quando ele começar a carregar o sistema (geralmente a máquina emite um bip nesse instante), tecle F8 para exibir o menu de inicialização. Escolha a opção de inicializar no Modo de Segurança com suporte para CD-ROM. Quando a inicialização terminar, clique no ícone Meu Computador com o botão direito e escolha Propriedades. Selecione, então, a aba Gerenciador de Dispositivos. Verifique quais os controladores instalados para o dispositivo suspeito. Se, por exemplo, houver dois drivers no item Adaptadores de Vídeo, aí está o problema. Clique no controlador antigo e, em seguida, no botão Remover. No final, clique em OK e reinicie o micro. Se você não souber qual controlador eliminar, remova todos. O Windows vai reinstalar o programa correto quando for reiniciado. Em alguns casos, vai ser necessário ter à mão o CD-ROM com drivers fornecidos com a placa.
9. O micro não desliga Um problema comum é o micro travar quando é dado o comando Iniciar/Desligar. O usuário é obrigado a desligar a máquina de forma irregular, pelo hardware. Essa falha pode ter causas variadas. Em máquinas ligadas em rede rodando Windows 98 ou 98 SE, a origem mais frequente é a maneira como o Windows trata os drives mapeados, ou seja, os discos de servidores de rede que são vistos pelo sistema como se estivessem instalados localmente, Em micros com um grande número de drivers mapeados, o Windows fica confuso na hora de fechar as conexões e a falha acontece. Há um patch da Microsoft que corrige esse problema. Chama-se Atualização de Encerramento de Unidades Mapeadas e pode ser obtido por meio do Windows Update (windowsupdate.microsoft.com). Essa atualização é só para Windows 98 e 98 SE.
10. Máquina leeeenta Seu micro está lento e não pára de acessar o disco rígido. Quando há vários programas abertos e você resolve iniciar mais um, tem de esperar longos e irritantes segundos pelo carregamento. Há várias coisas que podem ser feitas para melhorar essa situação: desfragmentar o disco, fazer um upgrade no hardware ou instalar um limpador de memória, por exemplo. Um ajuste que pode trazer um pequeno ganho de desempenho é otimizar a memória virtual. Para começar, se você tem dois discos rígidos, coloque a memória virtual no disco mais veloz (normalmente o mais novo) e, de preferência, não naquele onde está instalado o sistema operacional. Clique com o botão direito no ícone Meu Computador e escolha Propriedades. Selecione a aba Desempenho e clique no botão Memória Virtual. Clique em Especificar minhas próprias configurações de memória virtual. Escolha, então, o disco em que deseja localizar a memória virtual e clique OK. Você vai ter de reiniciar o computador para que a nova configuração tenha efeito. Um passo adicional é especificar um tamanho mínimo para a memória virtual. Na configuração-padrão, o Windows altera o tamanho do arquivo de troca conforme a necessidade. Isso poupa espaço no disco, mas pode provocar fragmentação no arquivo, o que aumenta o tempo de leitura. Se você tem espaço de sobra no disco, pode especificar um tamanho mínimo e, assim, evitar redimensionamentos constantes. Siga os passos descritos acima e, ao configurar a memória virtual, escreva o número mínimo de megabytes desejados. Para a maioria dos usuários, 256 MB é um bom número. Não é recomendável estabelecer um tamanho máximo. Se você fizer isso, o micro pode travar quando você estiver trabalhando com arquivos excepcionalmente grandes.
11. O comando Sys não funciona Se você formatar um disquete no Windows XP, vai notar que o utilitário de formatação não oferece mais a opção de copiar os arquivos do sistema que existia no Windows 9x. Também não adianta rodar o comando Format no DOS com a opção /s. Essa opção não existe no Windows XP. Já o comando Sys tem outra função nessa versão do sistema operacional. Ele só serve para restaurar o arquivo io.sys no drive C. Como, então, produzir um disquete de partida limpo para uso com jogos e utilitários de configuração de Bios, por exemplo? O único caminho é criar um disco de inicialização usando a ferramenta específica para isso que faz parte do sistema. Esse disquete também vai ser útil se houver algum problema que impeça a partida normal do micro, e ainda para iniciar o computador no modo MS-DOS, que não está disponível no menu Iniciar/Desligar do Windows XP. Clique em Iniciar/Configurações/Painel de Controle. Dê um clique duplo em Instalar ou remover programas. Escolha a aba Disco de lnicialização e clique no botão Criar disco. Depois, é só seguir as instruções.
12. Pau completo Você liga o micro e ele não funciona. O Windows começa a ser carregado, mas o processo é interrompido e nada mais acontece. Para enfrentar uma emergência assim, você vai precisar do disquete de inicialização criado durante a instalação do sistema. A primeira coisa a fazer é desligar o micro, colocar o disquete de inicialização no drive A e ligá-lo novamente. Se a máquina ainda assim não funcionar, é quase certo que há algum defeito no hardware. Se funcionar, a provável causa do problema é algum arquivo de sistema corrompido. No prompt do DOS, digite scandisk e tecle Enter. O ScanDisk vai identificar e corrigir eventuais falhas no disco rígido. Eles podem ser a origem da corrupção de arquivos. Quando o ScanDisk perguntar se você quer fazer um exame de superfície, responda sim. Terminada essa etapa, use o ScanReg para inspecionar e reparar o Registro. Digite c:\windows\command\scanreg/fix no prompt do DOS e tecle Enter. No final, desligue o micro, remova o disquete do drive e tente dar a partida novamente. Se não der certo, inicialize o micro com o disquete outra vez e reinstale o Windows.
13. Travou, travou, travou... Você já removeu todos os aplicativos inúteis ou suspeitos de provocar falhas no sistema, limpou o Registro, desfragmentou o disco e até tentou um upgrade no Windows. Mesmo assim seu micro continua travando ou apresenta falhas na interface com o usuário. É comum isso acontecer em PCs que já passaram por instalações e atualizações de softwares. Pode ser a hora de apelar para uma solução radical: formatar o disco e reinstalar tudo. É um processo trabalhoso porque a formatação destrói todo o conteúdo do disco. É preciso reinstalar os programas e recuperar os dados a partir de um backup. Mas o resultado costuma ser bom, a menos que haja problemas com o hardware. Um bom momento para formatar o disco é quando é feito um upgrade de versão no sistema operacional. Em primeiro lugar, certifique-se de que você tem um disquete de partida. Se você não tiver, é preciso gerar um (veia a díca 11). Criado o disquete de partida, é hora de fazer um backup de todos os documentos e outros arquivos que você deseja preservar. Você pode comprimir os arquivos com um compactador como o WinZip (http://www.winzip.com) e gravá-los num CD-RW, disco Zip ou outro meio de armazenamento. Quando terminar, certifique-se de que os arquivos armazenados no backup estão em ordem. Para iniciar a formatação, dê partida no micro com o disquete. No prompt do DOS, digite format c:. O Windows vai perguntar se você quer mesmo formatar o disco. Tecle S e Enter para confirmar, mas cuidado: depois deste passo, não dá para voltar atrás. Terminada a formatação, reisntale o Windows e recupere os documentos a partir do backup. Depois, vá instalando os aplicativos um a um. Entre uma instalação e outra, sempre reinicie o micro e verifique se está tudo certo. No final, você terá um micro novo, pelo menos no que se refere ao software.[/spoiler]
14. A impressão sai toda truncada Um colega de trabalho lhe envia um arquivo DOC que contém uma grande tabela. Você o imprime e o documento sai, em várias folhas, todas truncadas. Apressado, você fica sem saber o que fazer. Calma, esse problema tem solução. Seu colega, o autor do documento, deve tê-lo ajustado para impressão numa folha grande - por exemplo, no tamanho A3, cujas dimensões são o dobro do A4, o padrão mais comum. Naturalmente, ele tem à disposição uma impressora que suporta o formato A3. Para imprimir em sua impressora, que só aceita papel comum, acione o comando Arquivo/Configurar Página. Observe, na tela que se abre, que o papel está indicado como Tamanho Personalizado. Mude essa opção para o formato com que você trabalha - em geral, A4 (21Ox297 mm). Confira, também, se o mais adequado é usar a folha em posição Retrato ou Paisagem. Feito isso, pode imprimir. As informações agora aparecem todas no papel.
15. Cadê os menus do Word? De repente, no Word 2000, você se encontra numa verdadeira sinuca de bico: sumiram todas as barras de ferramentas e, de quebra, também desapareceu a barra de menus. E agora? simplesmente não é mais possível operar o programa. Antes de buscar uma solução, vale notar que, em tese, isso não deveria acontecer. Ocultar as barras de ferramentas é fácil. Mas sumir com todos os menus, sem que se saiba como, é algo que o próprio programa deve impedir. Mas a verdade é que já aconteceu com vários leitores de INFO. É provável que exista uma combinação de fatores que atinge uma brecha do programa e - zapt! - lá se vão os menus. Para sair dessa enrascada, é preciso lançar mão de algum conhecimento de programação em VBA. Acione Alt+F11 para abrir o ambiente do Visual Basic. Nele, verifique se, no rodapé, existe uma janela com o nome Imediata. Caso ela não esteja visível, acione Ctrl+G. Nessa janela, digite o seguinte comando, mais a tecla Enter: CommandBars("Menu Bar").Visible = True Feche a janela do Visual Basic e retorne à tela principal do Word. A barra de menus está lá. Acione Exibir/Barras de Ferramentas e indique as barras que devem ficar visíveis. Ufa!
16. O normal.dot pirou Durante o uso do Word, você recebe o aviso de que o modelo Normal está corrompido e diversas funções do programa deixam de funcionar ou passam a se comportar de forma estranha. O que fazer? Você conhece bem o arquivo Normal.dot. Ele armazena a maior parte das configurações do Word, o que inclui macros, menus e barras de ferramentas. O Normal.dot é o principal modelo do Word e define o formato-padrão de qualquer documento novo para o qual você não indique explicitamente um outro modelo. Portanto, no Word, você trabalha com esse arquivo em quase 1OO% das situações. De tão solicitado, o modelo Normal pode eventualmente se corromper. Como primeira medida, reinicie a máquina e abra o Word novamente. Se o problema for leve, é possível que as coisas se reacomodem. No entanto, se os problemas continuarem, há dois caminhos a seguir. Se seu Word é bem padrão - ou seja, você praticamente usa o programa tal como foi instalado -, então a solução é simples: locaiize o arquivo Normal.dot e o renomeie, por exemplo, para Normal.OOO, Normal antigo.dot ou outro nome à sua escolha. A rigor, você poderia apagá-lo, mas, como regra de prudência, é sempre melhor mantê-lo à parte. Agora, para todos os efeitos, como não existe mais o modelo Normal, o Word criará um novo, sadio e pronto para ser usado. O segundo caminho é mais complicado. Pressupõe que seu Normal.dot danificado contém macros, formatações de menus e barras de ferramentas - enfim, qualquer item que você precisa conservar. Aqui, você pode começar exatamente com os mesmos passos da primeira solução. Só que será necessário determinar exatamente o que você quer recuperar, o que exige conhecimento mais avançado do Word. Se você tem essa experiência, parta de um Normal.dot zerado e reconstrua a situação que tinha anteriormente. Para isso, será necessário importar objetos, como macros e estilos, do modelo antigo para o novo. Por causa dessas situações de emergência, é aconselhável faze uma cópia de reserva do Normal.dot sempre que você execute novas personalizações.
17. O Excel não sabe mais calcular Ao trabalhar com uma planilha do Excel, você nota um comportamento estranho. Embora você modifique o valor das células numa coluna, pôr exemplo, os totais se mantêm os mesmos. Será que o Excel perdeu, misteriosamente, sua capacidade de mastigar números? Não é nada disso. Dê o comando Ferramentas/Opções e, na caixa de diálogo que se abre, traga para o primeiro plano a orelha Cálculo. A opção ativa deve ser a de cálculo manual. Troque-a para Automático. Retorne à planilha e veja que o comportamento foi normalizado. Mas resta a pergunta: como isso acontece? O Excel não altera o modo de cálculo por si mesmo. Com certeza, algum colega seu, que trabalha com a mesma planilha, configurou o programa para executar cálculos somente após um comando do usuário (F9). Essa opção é útil, especialmente quando se está adicionando dados a uma planilha muito grande. O desligamento do recálculo automático evita que o Excel refaça uma extensa cascata de operações após a inclusão de cada número. Assim, o usuário pode inserir os dados e só depois usar o F9 ou reabilitar o modo automático.
18. Os índices do Eudora se corromperam Ao tentar enviar ou receber e-mail, o Eudora 4.0,5.0 ou 6.0 pode apresentar problemas como erros fatais. Em geral, o erro acontece quando o Eudora acumula grande quantidade de pastas e-mail. Cada uma dessas pastas corresponde a um arquivo MBX e um TOC, ambos com o mesmo nome. O MBX é um arquivo texto que contém todas as mensagens da pasta. O TOC (de table of contents) é uma lista de índices que ajudam o programa a localizar cada mensagem. Os GPFs podem ocorrer quando um desses arquivos de índices se corrompe. Em alguns casos, o próprio Eudora, durante a operação, identifica o problema e oferece uma opção para corrigi-lo. Mas a situação fica complicada, mesmo, quando o problema acontece durante a abertura do programa, porque vem acompanhado de um GPF. A saída, neste caso, é apagar no diretório do Eudora todos os arquivos TOC. Ao ser reiniciado, o programa relê as mensagens e constrói novos arquivos TOC, resolvendo o problema. De todo modo, a configuração do programa não sai totalmente incólume dessa situação. Os índices são reconstruídos, mas você perde as marcas indicativas de que a mensagem foi retransmitida ou respondida.
19. O Norton não funciona com o Outlook Express! Você usa o Norton AntiVirus 2001 e o Outlook Express e sabe que o antivírus protege sua caixa postal contra vírus que chegam por e-mail. No entanto, para sua surpresa, você constata que existe uma mensagem contaminada na Caixa de Entrada do Outlook Express. Como? O Norton deixou passar? Deixou, sim, mas a coisa não é tão simples. Antes de tudo, certifique-se, no antivírus, de manter ligada a proteção de e-mail para cada conta gerenciada pelo Express. Para fazer isso, abra o Norton e clique no botão Opções. Em seguida, acione lnternet/Proteção de E-mail e marque, à direita, todas as caixas (há uma para cada conta de e-mail). Isso garante que o utilitário vai identificar pragas digitais antes mesmo que elas pousem em sua caixa postal. Como assim? O Norton AntiVirus, assim como outros programas que monitoram o canal POP (aquele por onde chegam as mensagens), tem duas formas de detectar vírus de e-mail. Uma é anterior à gravação da mensagem e a outra posterior. No primeiro caso, quando a proteção à conta de e-mail está ligada, o módulo Poproxy - o nome vem de proxy POP-analisa o conteúdo das mensagens antes de chegarem à caixa postal. Assim, o vírus é Interceptado antes de entrar no arquivo DBX em que o Outlook Express armazena as mensagens. (Cada DBX corresponde a uma pasta de e-mails.) No entanto, se a proteção de e-mail estiver desligada, a mensagem e o vírus anexo serão gravados no arquivo DBX. O antivírus não age sobre os arquivos DBX por se tratar de um formato proprietário da Microsoft. Se, por exemplo, ele tentasse eliminar o vírus, poderia apagar o DBX. Resultado: iriam o vírus e também todas as mensagens. E o que acontece quando um vírus é gravado (normalmente, um arquivo anexo) no arquivo DBX? Neste caso, o vírus só será detectado se o usuário tentar executá-lo. Nesse momento, o sistema precisará extrair do DBX o arquivo que contém o invasor (EXE, DOC, VBS etc.) a fim de executá-lo. Quando o arquivo do vírus é gravado em disco, o antivirus o apanha em flagrante e impede sua execução. Um aviso: a atualização de segurança para o Outlook não vale para o Outlook Express. Neste a contaminação é possível se o usuário executar o anexo virótico. No entanto, o Express não é programável - portanto, o código para enviar e-mail utilizando objetos no Outlook não o afeta.
20. O Winzip comeu os diretórios Você baixa da internet, ou recebe de algum parceiro de trabalho, um arquivo ZIP que contérn um programa, formado por um conjunto de arquivos organizados em diretórios e subdiretórios. Você usa o WinZip para descompactar o pacote, mas enfrenta um problema: os arquivos vêm todos avulsos, e não separados em pastas. Resultado: o programa não funciona. A solução você já imagina qual seja: extrair os arquivos para os diretórios adequados. Mas como fazer isso? Abra o pacote ZIP com o WinZip o maximize a janela do programa, a fim de deixar visível a coluna Path. Só aparecem itens nessa coluna se os arquivos originais estavam separados em diretórios. Para extraí-los na mesma disposição, selecione todos os arquivos e clique no botão Extract e garanta que a caixa Use Folder Names está marcada. Com isso, os arquivos são extraídos conservando os diretórios originais.
Continua...
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