A escolha de um tipo ou outro de mochila será em função do tipo de atividade a realizar e o tempo que permaneça realizando. A primeira das exigências são a respeito dos detalhes técnicos que deberá incorporar tua mochila (zíperes, compartimentos, fitas, sistemas de transporte de acessórios), enquanto a segunda será seu tamanho (uma cifra, expressada habitualmente em litros, que te dará uma idéia aproximada de sua capacidade).
A respeito deste último ponto, o mais razoável é que uma mochila de fim de semana para uma atividade como o excursionismo em média montanha, tenha um tamanho que oscile entre os 55 e os 75 litros. Capacidades inferiores estarão exclusivamente dirigidas a crianças e pessoas de pouca força física ou pouca altura. Volumes superiores farão que se possa transportar muitas coisas desnecessárias ao que resultará em desequilíbrio e fadiga do usuário.
norma geral deve ser facer uma previsão correta do volume e peso a transportar e, uma vez estudado o que se vai colocar na mochila, escolher uma com capacidade justa, ou inclusive menor, para acostumar-se a levar só o imprescindível, descartando carregar uma grande quantidade de roupa para trocar ou aqueles acessórios que nunca se usam.
TIPOS DE ENCOSTOS (acolchoamento) Segundo sua concepção, materiais e fabricante, cada mochila incorpora um tipo de encosto. A mais habitual em mochilas de tamanho médio é a anatômica, preformada e canalizada nas regiões mais comprimidas para facilitar sua ventilação, ao que também ajudarão os materiais reticulados que recubram o acolchoado em regiões de contato com o corpo (por exemplo, com o tecido Light Air Pass System, exclusivo de Ferrino). Outra das mais utilizadas, sobretudo em mochilas de grande capacidade, é a aerada, aonde o único que está em contato com o corpo são as regiões escapulares (ombros) e lombares, restando na zona central do encosto um grande canal por onde circula o ar.
  A distância entre alças e a região lombar que devem ser corretamente acolchoados, poderá ser fixa ou regulável. Quando é fixa os fabricantes oferecem vários tamanhos para adequá-las ao usuário. Se é regulável, hoje em dia a mais popular, já não se precisa essa oferta de diferentes tamanhos pois somente com o deslizar de algumas fitas por fivelas, ou acionar sistemas automáticos, se consegue adaptar a separação da cintura e alças aos usuários mais diferentes anatomicamente ou para as atividades e cargas mais variadas. Recordemos que a comodidade de uma mochila depende, em grande parte, da correta escolha de seu tamanho.
Existem inclusive mochilas para mulheres, com distância entre as alças e região lombar diferentes a das pensadas para o homem. Além disso, as alças (5) e o cinto abdominal (6), peça esta última indispensável para repartir a carga entre as regiões mais fortes do corpo.
BOLSOS Para atividades muito técnicas como escaladas, ascensões ou caminhadas por terreno escarpado ou caminhos estreitos, os bolsos frontais ou laterais que sobressaiam em excesso da mochila poderão impedir que a pessoa se mova livremente.
Porém, pelo contrário, a um excursionista de fim de semana lhe resultarão de grande utilidade para transportar a lanterna, o combustível e a garrafa de água, sem contaminar (em caso de vazamento) o resto do equipamento. O bolso da tampa é básico e de grande ajuda podem ser dois bolsos laterais do tipo fole ou expansível, ou destacáveis em caso de que não façam verdadeira falta.

Outras particularidades importantes:
- Fitas de compressão lateral (1). Nunca são em excesso, sobretudo quando transporta a mochila meio vazia e pretenda reduzir volume. Além disso, podem ser um bom lugar para colocar um colchonete isolante térmico, transportar um bastão de trekking, etc.
- Compartimento com zíper para a parte inferior da mochila (2). As mochilas com divisão para o fundo e acesso com zíper são incrívelmente práticas, pois nos permitem acessar o interior sem desfazer ou desorganizar a mochila.
- Porta-piolets e porta-crampons (3). Se é uma viagem para uma região nevada ou escalada em gelo são importantes as fitas que a maioria das mochilas possuem para colocar o piolet, os crampons ou inclusive no caso de travessias sobre a neve as pranchas de esqui.
- Cintopeitoral. Tem mochilas que incorporam uma fita com regulagem na altura do peito para evitar seu balanço excessivo. mas não se esqueça de afrouxá-lo na subida, quando pode ocorrer falta de oxigênio e força.
- Fitas de tensão para a parte superior (4). Regulam a mochila para que esteja mais próxima do pescoço e não te desequilibre.
- E lembre: por mais impermeável que seja o material em que seja fabricada uma mochila, é recomendável cobri-la com uma capa protetora em caso de chuva (e talvez proteger o material de seu interior com sacolas de plástico). Isto te evitará a desagradável surpresa de constatar que, pelas costuras, entra muita água.
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